O recomeço do blog de resenhas

Como eu disse na postagem anterior, eu estava em dúvida sobre qual dos dois sites eu deveria entrar. Decidi que irei para o site mais organizado e com maiores possibilidades de crescimento, que aqui chamarei de Site 2 (porque ele foi o 2º site que eu falei na postagem anterior). O outro site chamarei de Site 1.

Depois de algumas conversas, consegui convencer o dono do Site 2 de que eu não tenho como ter uma frequência fixa de postagens porque dependo dos lançamentos dos filmes, e nem sempre tem grandes filmes para falar. E depois ele, não por insistência minha, disse que eu poderia postar sobre filmes e séries antigos também, mas que desse mais destaque aos novos. Disse até que eu poderia postar sobre livros lá. Eu perguntei se isso não se distanciaria muito do tema do site, mas ele disse que não, porque tem o projeto de fazer o site ser sobre entretenimento em geral. Ok, então.

Inicialmente eu estava pensando em ficar nos dois sites, postando em um apenas os filmes e séries novos, e no outros os filmes e séries antigos e os livros. Assim eu poderia me dividir bem entre os dois e não ficaria chato eu sair do Site 1, já que eles tinham me feito o convite depois de eu ter postado no Twitter o meu desânimo com os resultados do Mundo Geek. Ao mesmo tempo, o dono do Site 2 tinha me pedido que eu postasse apenas sobre os filmes e sites novos, por isso eu poderia ficar nos dois. Mas depois que ele disse tudo aquilo que está no parágrafo acima, terminei que fiquei em dúvida do que faria. Já que ele tinha me permitido tudo, não tinha mais porque eu ficar nos dois, até porque, nessas novas condições, eu não conseguiria dar atenção aos dois de forma justa. Eu estava numa situação chata, porque já tinha sido apresentado à equipe do Site 1, e todos tinham me recebido muito bem, com vários “bem-vindo”. Cheguei até a publicar um texto lá sobre minha opinião de A Escrava Isaura e eles gostaram do texto e me parabenizaram. É um pessoal bem gentil e que me recebeu bem. Estava com pena de sair, até porque imaginava que no Site 2 talvez eu não tivesse essa receptividade toda por ser algo mais profissional e menos colaborativo. Seria uma relação mais fria e direta, acho. Mas como disse, não teria como ficar nos dois de maneira justa. E depois percebi que os meus objetivos pessoais se pareciam mais com os do Site 2 do que com os Site 1, e por isso eu poderia alcançar melhores resultados com o Site 2.

Escrevi para um dos donos do Site 1 explicando esses motivos, pedindo desculpas e agradecendo. Ele pareceu entender, mas não sei como reagiu o restante da equipe.

Eu fiquei esse texto todo me referindo aos sites como “Site 1” e “Site 2”. Mas agora já está quase tudo certo e resolvido, eu irei entrar no segundo, e aqui está o nome e o link dele: Alta Definição (link do Twitter na verdade). Terei um blog só meu lá. Inicialmente achei que seria uma coluna (o que quer dizer que os posts iriam diretamente para o site), mas ele me deu a possibilidade de escolher entre uma coluna e um blog, e eu preferi o blog, por ser algo mais pessoal, que não será totalmente do site, mas um pouco meu também. Só falta decidir o nome do blog (que não será o mesmo do nome do meu atual blog, porque ele precisará ser original). Assim que isso for resolvido eu entro lá e começo a postar. Estou animado por esse recomeço. A fins de registro, assim que eu entrar no site oficialmente atualizarei essa postagem com o número de seguidores e visitas do site, e dos meus seguidores no Twitter. Estou esperando que eles aumentem ao longo do tempo, e quero fazer essa comparação no futuro.

Espero que dê tudo certo. O dono tem grandes planos para o site, quer que ele seja um grande e conhecido site de entretenimento. Já vi blogueiros iniciantes com aspirações profissionais como ele, tão animados quanto, mas que depois desanimavam e desistiam. Espero que esse comportamento não se repita com ele, porque ele parece ter conhecimento suficiente sobre como fazer para ganhar dinheiro com o site (a ponto de sustentar o site, e quem sabe se sustentar), além de outros conhecimentos e ideias que podem fazer o site dar muito certo, se ele persistir.

Inicialmente o meu blog continuará no ar, mas depois, na continuação do tempo, vou ver com o dono a possibilidade de migrar as postagens antigas para o meu novo blog, para então poder fechar o antigo blog definitivamente.

O recomeço do blog de resenhas

A Escrava Isaura foi uma ótima novela da Record

A Escrava Isaura

Semana passada acabou a reprise de A Escrava Isaura, uma ótima novela. Lembro que assisti a primeira exibição, quando era criança, mas já não lembrava mais de nada, a não ser algumas poucas cenas. Apenas lembrava que tinha sido uma ótima novela, e que todo mundo aqui em casa tinha gostado. Então, quando a Record anunciou que iria reprisá-la a partir de janeiro desse ano resolvi assistir, e como eu não lembrava de nada, foi praticamente como estar assistindo pela primeira vez.

A Escrava Isaura é um exemplo para a própria Record de como fazer uma novela de qualidade. Ela tem bons cenários internos e externos, ótimos atores e um ótimo figurino. Aliás, as roupas são belíssimas e variadas, principalmente as das mulheres. Você não vê (ou não percebe) as mulheres repetindo os vestidos. Essa é uma área que a Record peca em suas novelas de hoje em dia, investindo muito na construção de cenários e cidade cenográfica, e deixando os personagens com apenas uma ou duas roupas no corpo, quase como um uniforme (como em O Rico e Lázaro, novela exibida atualmente).

Logo de início, nos primeiros capítulos, você tem que se acostumar com a qualidade de imagem e de som. Mesmo assistindo no sinal digital você percebe que de longe as imagens daquela época (em 2004, ano da novela) não eram tão boas quanto as de hoje. Isso parece ser uma coisa óbvia de se dizer, mas estamos tão acostumados com a imagem e as tecnologias de hoje, que só percebemos isso quando vemos alguma coisa mais antiga. Quando a câmera filma as árvores de longe não conseguimos ver as folhas, coisa comum na tecnologia Full HD de hoje. Claro que esse foi só um exemplo, mas mostra a qualidade de imagem da época. E quanto à qualidade do som, ela também é diferente, e você percebe isso nos primeiros capítulos. Mas depois que você se acostuma (bem rapidamente) nem nota mais essas diferenças que datam a novela.

Outra coisa que você percebe é o texto bem elaborado da novela, que parece poesia, às vezes numa linguagem dramática (como a cena em que Tomásia é jogada para fora da igreja e ela jura se vingar de todos, por exemplo). Mas o texto também tem um problema: ele é muito repetitivo. É comum existirem duas cenas dos personagens falando sobre o mesmo assunto, muitas vezes com as mesmas respostas, só mudando algumas palavras e a posição dos atores. É como se eles tivessem gravado duas versões de cenas, para depois escolher apenas uma para ir ao ar, mas ao invés disso, as duas eram mantidas. Isso deixava os capítulos repetitivos, e ficou assim durante muito tempo. Só do meio para o final foi que essas repetições passaram a ser não tão notáveis (mas não que deixaram de existir).

Outro problema é que em determinado momento a trama em si começa a ficar repetitiva, com Leôncio sempre procurando um jeito de maltratar Isaura. As situações se repetem, assim como as reações de todos os personagens, e os acontecimentos são mais demorados. Essa parte pode ter desanimado ou ter causado impaciência em alguns telespectadores.

Voltando a falar dos pontos positivos, apesar da novela não ser baseada em uma história real, não deixa de ser uma aula de história. Vemos como era o linguajar do povo naquela época, quais palavras eles usavam (inclusive para xingamentos), como o português ainda era conservado (o que para nós hoje é formal), como era a cultura dos brasileiros brancos da época, como se divertiam, como as mulheres eram tratadas, como foi o movimento abolicionista, como era a Justiça (onde os grandes senhores de terra era que mandavam em tudo e conseguiam subornar todos para alcançar seus objetivos), como os escravos eram tratados e como sofriam (apesar de que não acredito que os escravos respondiam aos senhores como a novela mostra, o risco era grande. No caso da novela, é apenas uma questão de criar diálogos e formar conexões entre os personagens), como eram os quilombos, e como a cultura africana conseguiu se manter entre os negros brasileiros passando de geração em geração. Tem muitas questões históricas que podemos observar e aprender em A Escrava Isaura, e que com certeza foram objeto de pesquisa de toda a equipe para fazê-la e torná-la mais próxima da realidade da época.

A Escrava Isaura foi uma ótima novela, em tudo. O livro é um clássico brasileiro (apesar de não ser destaque nos estudos de Literatura na escola), e a novela da Record tem grandes atributos.

Nota:

5/5

Algumas observações sobre alguns personagens (tem spoiler):

  • Rosa é uma cobra, ela não presta, de jeito nenhum. Sempre reclamando de tudo e de todos, não sabe o que quer da vida (e quando conseguia o que queria achava ruim e continuava reclamando).
  • Malvina é tão besta que dá agonia. Em determinado momento, já no final da novela, quando você acha que ela está melhorando, se surpreende com seu comportamento.
  • Helena é uma personagem que eu não gostei. São poucos os momentos em que ela está feliz. Na novela toda ela vive chorando, com um drama muito chato. Ela tinha um grande amor por Gabriel, e nada podia mudar aquilo, mas de uma hora para outra ela esquece tudo e passa a amar Diogo da mesma forma que amava Gabriel (acho que isso foi erro do roteiro). As cenas dela sempre remoendo esse drama do amor proibido é bem chato (fica pior quando ela está no convento).
  • Tomásia é uma ótima personagem. Corajosa, destemida, faz o que quer e fala o que quer. Ela manda na sua vida e não se sujeita a nenhum homem. É uma personagem de atitude e personalidade forte. Totalmente diferente do padrão ideal da mulher daquela época. Apesar do seu ódio e sentimento de vingança, muitas vezes ela tem atitudes admiráveis.
A Escrava Isaura foi uma ótima novela da Record

À procura de um recomeço para um blog

Como eu disse na postagem anterior, além de querer mudar o meu estilo de escrita (o que não é coisa fácil, porque envolve algumas variáveis, e entre elas a mais importante é o conhecimento técnico do que se está falando), também estou procurando um novo lugar para publicar as resenhas de filmes e séries, porque o meu blog, que tenho há 2 anos não sai do canto em termos de visita. As visitas que eu tenho é mais ou menos a mesma quantidade todo mês, e vêm do Google, e sempre para as mesmas resenhas. Dessa forma, as resenhas mais recentes que publico, se ninguém se interessar em pesquisar por elas no Google, não recebem visitas. E o pior é que ele não vem rendido nada com os anúncios, porque mesmo essas visitas do Google são muito poucas. Se eu ganhasse alguma coisa, mesmo que pouco, e mesmo sem visitas ou leitores, eu continuaria com o blog. E se eu não ganhasse nada, como agora, mas tivesse leitores, continuaria também. Mas eu não tenho nem um e nem outro. E esse é o blog que eu mais dedico tempo, mas os resultados não apareceram. Se eu achasse um blog ou site maior onde eu pudesse comportar o meu conteúdo, seria melhor porque mesmo eu não ganhando nada, pelo menos teria leitores ou maiores visitas.

Então fui à procura, e não achei muita coisa. Blogs sobre cinema que eu achei foram blogs pequenos ou só um pouco maiores que o meu, e muitos deles também focados só em resenhas. Se eu publicasse resenhas neles poderia ficar repetitivo, porque de repente poderia ter duas ou mais resenhas sobre o mesmo filme. Acho que o problema para o meu blog não ter dado certo pode ter sido a falta de notícias ou outro tipo de conteúdo, que eu prefiro não escrever porque demanda muito tempo, ou exige conhecimento. Eu só queria escrever as minhas impressões sobre o que eu assisto, e é isso o que eu faço no meu blog. Mas não faria diferença se eu fosse para outro blog desse mesmo tipo.

Depois considerei a possibilidade de um site de um conhecido do Twitter, que é mantido por um grupo de amigos que se conheceram através de comentários na internet. Até cheguei a acertar tudo com eles, e até fui adicionado ao blog, mas quando entrei lá achei desorganizado. Eu já sabia que eles publicavam de tudo: televisão, política, música, livros, receitas e outros tipos de conteúdos. Eu já achava esse blog desorganizado por ter assuntos tão misturados e bem nada a ver um com o outro, mas terminei aceitando a proposta porque eu não tinha achado nada melhor. Mas depois que entrei lá vi que em algumas postagens existem conversas (sim, conversas) nos comentários do Disqus sobre coisas que tem nada a ver com o tema do post. Todo o pessoal que faz o blog, junto com os leitores que conheciam eles na época que também eram comentadores de outros sites, vão lá para conversarem sobre temas diversos e muita besteira (não é melhor um grupo no WhatsApp para isso?). São milhares e milhares de comentários. 3 mil, 5, 8, 12 mil e vai sempre aumentando. Isso me deu uma desanimada grande. Aquele blog tem alguns conteúdos bons e tem mais visitas que o meu, e poderia ser um lugar de muito potencial se fosse levado a sério. Em compensação eles não me fizeram exigência nenhuma. Eu disse a forma que escrevo os textos, o meu ritmo, o meu estilo e eles aceitaram tudo, me deixaram a vontade.

Depois conversei com o dono de um site de televisão, um site novo, de apenas 4 meses, que pertence a outro conhecido do Twitter. O site é bonito, organizado e os textos são de boa qualidade. Ele gostou da minha ideia de falar sobre filmes e séries, mas fez algumas exigências. Eu entendo o lado dele, totalmente, porque ele tem um grande projeto de profissionalização para aquele site. Mesmo sendo um site novo, ele já tem um grande número de visualizações, e inclusive o seu dono já foi chamado para participar da coletiva de imprensa para o lançamento da nova novela da Record. Pelo jeito que as coisas andam, ele vai conseguir fazer daquele site um lugar profissional, ou seja, ele vai conseguir trabalhar só para aquele site, ganhar dinheiro com ele, e ainda pagar quem escreve lá, isso no futuro. É um projeto animador, e às vezes penso que se eu não aceitar essa proposta agora, que o site está no começo, vou me arrepender depois. Depois que o site estiver grande talvez apareçam pessoas querendo entrar nele, mas aí já vai ser tarde demais. Mas o problema são as exigências feitas: ele quer que eu poste pelo menos uma vez por semana sobre algo atual. Às vezes eu postava no meu blog três vezes por semana, mas sempre era sobre filmes e séries antigos. Falar de filmes já antigos e que ninguém mais se interessa não é interessante para o site. Eu argumentei dizendo que não tem grandes lançamentos toda semana no cinema, então ele me mostrou um artigo de opinião do Omelete, que não era uma resenha, e sim um texto que especulava como seria a história de um novo filme da Netflix, que ainda não estreou, baseado nas mudanças que o trailer trouxe em relação ao anime, o material original que inspirou o filme. Eu disse a ele que não sabia escrever esse tipo de texto, porque ele requer conhecimento. A autora do post claramente conhecia o anime, por isso ela podia especular o quão diferente e distante o filme seria dele. Eu disse a ele que o pessoal do Omelete é nerd mesmo, eles sabem tudo (ou quase tudo) sobre o que envolve cinema, séries, quadrinhos e animes, que eu não era assim, e que eu era só um cara comum que gostava de assistir filmes e séries e comentar sobre elas depois. Eu já tinha dito a ele que as minhas resenhas não eram profissionais, e sim muito pessoais. Depois disso a conversa foi interrompida porque ele disse que tinha uma reunião com o pessoal do site, coisa que já tinha me avisado desde o começo.

Agora não sei o que eu faço: fico num site que me deu total liberdade para eu escrever do jeito que eu quiser e quando quiser, mas que é desorganizado e mais parece uma comunidade para amigos conversarem do que um blog de verdade, ou fico num site com tendências profissionais, que está em crescimento, que pode se tornar grande um dia, mas que me cobrará uma frequência de posts e tipos de textos que não tenho certeza se posso entregar? Se fosse analisar somente os sites em si, escolheria facilmente o segundo. As nossas necessidades nos completam (eu preciso de um lugar para publicar meus textos, e eles precisam de alguém que publique esse tipo de texto), mas nossas expectativas são contrárias (eu queria continuar escrevendo apenas as resenhas, e quando tivesse uma para publicar, já que ele só quer filmes atuais, mas eles querem não só isso, mas outros tipos de conteúdos). Ou então, uma terceira opção: abaixar meu facho e continuar com o meu próprio blog do jeito que ele está e com suas limitações.

Depois vou escrever uma nova postagem (ou atualizar esta) para dizer o que decidi.

À procura de um recomeço para um blog

Pensamentos e mudanças no blog de resenhas

Nunca pensei que diria isso, mas estou pensando em mudar o meu estilo de escrever resenhas de filmes e séries. Eu nunca escrevi resenhas críticas como as de profissionais da área, e nunca tive essa intenção. Sempre escrevi de modo mais pessoal, quase sempre em primeira pessoa, sempre dando a minha opinião de forma clara. Meus textos são todos pessoais, são a minha impressão e minha opinião sobre o que eu vi. Não gosto de ler resenhas muito rebuscadas, como acontece muito nas resenhas do Omelete (principalmente as de Hessel e Borgo), por não conseguir entender o que eles realmente acharam do filme até ver a nota que eles deram. Isso porque a crítica profissional deles é um texto tão elaborado e formal, que parece não dizer nada com nada. Eu não quero escrever assim, mas também estou sentindo a necessidade de mudar o meu estilo e sair do total informalismo. Não é que vou deixar de dar minha opinião pessoal de forma clara, e nem deixar de usar a primeira pessoa num texto, mas percebo que tenho que escrever textos mais sucintos e objetivos. Minhas resenhas de séries são sempre grandes, sempre tenho muitas coisas para falar da série inteira. Às vezes comento todos os grandes acontecimentos e o comportamento de todos os personagens. Eu gosto de escrever assim, externando todas as minhas impressões, mas não sei se teria paciência para ler uma resenha escrita dessa forma, se fosse escrito por outra pessoa. Quando estou na internet e vejo que o texto que estou para ler é grande, me dá logo preguiça. Se eu realmente estiver interessado em ler aquilo, respiro fundo e vou, mas se não for de grande interesse de verdade, desisto. Eu não quero que as pessoas façam isso com as minhas resenhas. Daí a necessidade de mudança.

Mas mudar o estilo de escrita não é uma coisa das mais simples. Se eu quero escrever mais resumidamente, preciso de mais conhecimentos técnicos sobre filmes e cinema (só sei o básico dos básicos, que todo mundo que acompanha as notícias e resenhas de outros críticos já sabem), para não ficar só refém da minha opinião pessoal e para poder dar alguma profundidade ao texto. Isso não é fácil.

Um outro pensamento que estou tendo sobre o Mundo Geek é em excluí-lo e achar outro lugar para postar as resenhas, porque faz dois anos que tenho esse blog e não consegui fazê-lo crescer em número de visitas e leitores. Eu acompanho um crítico que fez isso e foi bem sucedido. É Vinicius Machado, que escreve a coluna Sala Sete, que faz parte do Trendr. Ele escreve muito bem. Em uma conversa no Twitter no começo do ano ele falou que também tinha um blog, mas que depois que conheceu o Medium (a plataforma onde o Trendr está hospedado), gostou de lá e ficou. Entrou para o Trendr, e à medida que o site ia crescendo ele ia ganhando mais leitores. E leitores de qualidade, porque o Trendr é uma Publicação (como é chamado um blog no Medium) onde se fala de diversos temas e opiniões reflexivos, e que estimulam o debate nos comentários (e uma das coisas mais legais do Medium é o respeito que os usuários têm pela opinião uns dos outros). A sua coluna de cinema é a coluna oficial do site.

Então de janeiro para cá eu vinha publicado as minhas resenhas no Medium, na esperança que desse certo lá, mas já se passaram 7 meses e não deu resultado. Durante esse tempo descobri que tinha outros autores que também estavam publicando as suas resenhas lá. Alguns deles tinham mais recomendações (curtidas) nos seus textos que eu, porque eles tinham mais seguidores. Mas percebi que o sucesso não era a plataforma que trazia, e sim o site em que se publica. Se você é um autor sozinho no Medium, é a mesma coisa que ter um blog comum. Poucas pessoas vão ler seus textos. Mas se você está num site grande, o seu alcance é maior. Isso é bom porque traz visibilidade ao autor.

O que eu ganharia com essa visibilidade? Poderia assistir aos filmes em cabines de imprensa. Vinicius Machado participa dessas sessões. Para quem não sabe, cabines de imprensa é uma sessão de cinema que o estúdio/distribuidora organiza para mostrar o filme completo para a imprensa especializada antes da sua data de estreia. É por isso que os sites conseguem publicar suas críticas na data de estreia do filme. E essas sessões são de graça (!), mas você tem que ganhar um convite. Não é preciso você escrever para um grande veículo de comunicação para ganhar um convite. Você só precisa escrever sobre isso na internet, ter uma boa escrita e uma boa base de leitores e seguidores. Acho que hoje eu não tenho nada disso. Participar de uma cabine de imprensa é o sonho a partir de agora. Você não é o único a participar, tem várias outras pessoas e jornalistas lá também, mas nesse vasto mundo da internet, quando você consegue ser convidado, é como se a distribuidora do filme estivesse lhe dizendo: “nós sabemos que você existe e achamos que suas críticas têm seu lugar e sua importância na internet, por isso estamos lhe convidando”. Querendo ou não é um reconhecimento. Para quem começa na internet, sozinho e com um simples blog, e chegar a isso, representa um grande passo que foi dado. Sem contar com a parte de assistir filmes de graça (porque cinema é caro). Imagino que para quem está estudando Jornalismo ou é recém-formado isso tem um peso ainda maior, para quem sabe um dia escrever para um grande portal ou jornal.

Então resumindo: preciso mudar meu estilo de escrita de resenhas para tentar deixá-las mais breves e não tão pessoal, com o objetivo de ganhar um lugar nas cabines de imprensa, mas para isso também preciso ter conhecimentos. Esse é só um primeiro passo, porque se continuar com o meu blog, provavelmente nada mudará. Mas também tenho que procurar sites ou outros blogs que eu ache bons e que poderia me encaixar lá (e se me aceitarem). É isso. E tudo isso porque resolvi tentar melhorar as coisas e deixar de escrever para mim mesmo (parece até que estou procurando mais trabalho para mim rs), porque senão, poderia continuar tudo do jeito que está, que é um jeito mais simples e menos trabalhoso.

Pensamentos e mudanças no blog de resenhas

Medos de coisas que podem virar realidade

Confesso, eu tenho medo de agulha. Não gosto de levar injeção e nem de tirar sangue. Dizem que é só uma picadinha, mas o que eu sinto é dor. Fico mal quando tenho que fazer uma dessas duas coisas. Esses dias fui no laboratório levar meu mijo minha urina para um exame, e só de entrar lá e sentir aquele cheio de vacina, seringa e álcool já me senti mal. No outro dia, quando fui pegar o resultado, tive que aguardar, e a pessoa que chamava para entregar o resultado, era a mesma que chamava para fazer exame de sangue (e na mesma sala). Eu fiquei um pouco nervoso com isso. Mesmo sabendo que eu não estava ali para fazer exame de sangue, parecia que estava, porque tinha todos os elementos: o laboratório, aquele cheiro característico no ar, a chamada naquela sala e a espera. Quando finalmente peguei o meu exame, fui embora e me senti aliviado.

Se tenho medo de agulha, também não gostaria de nunca ter que fazer uma cirurgia na minha vida. A minha mãe disse “cuidado não!”, e disse que as coisas que a gente mais tem medo é o que termina acontecendo. Ela deu o exemplo da minha avó, sua mãe, dizendo que o maior medo que ela tinha era de câncer. Ela nem sequer dizia essa palavra e sempre se referia a ela como “aquela doença incuravi” (antigamente a crença popular dizia que quem dissesse a palavra “câncer” poderia contrair a doença). O que aconteceu é que ela terminou tendo câncer e morrendo disso.

Eu acho que às vezes acontecem sim essas coincidências nas nossas vidas, de o que temos mais medo na vida se concretizar, mas acredito que não deve ser sempre. De qualquer forma, eu disse a minha mãe: “então vou passar a ter medo de ter que ir trabalhar. Quem sabe assim eu não consigo um emprego?”.

Medos de coisas que podem virar realidade

Nos dois ou três primeiros meses parece um gato sendo estuprado, sem sacanagem.

[Sobre o som que sai de um violino de quem está começando].

– Ken Himura

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Essa citação é engraçada e sincera, mas me parece verdadeira. Achei ela num fórum, enquanto pesquisava sobre instrumentos musicais. Fiz questão de postar aqui para registro. Vou me lembrar disso, e se um dia eu aprender a tocar violino digo aqui se é assim mesmo, como disse Ken Himura kkk 😆

Citação

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Uma das coisas que gosto de fazer na internet de vez em quando é ler sobre os costumes e cultura de diversos países. Dá para descobrir essas informações numa simples pesquisa Google (se você pesquisar por um item específico, como “educação”, “festas” ou “Natal”, por exemplo), em canais do YouTube e em blogs específicos de brasileiros que moram nesses países e falam como é lá. Depois de ler sobre alguns países pude concluir que os países desenvolvidos têm algumas características culturais e de comportamento em comum. Não são características ou traços que definem um país, e sim pequenos detalhes que não influenciam em muita coisa, mas que estão presente em todos eles, e que não pude deixar de perceber. Então pelo que eu percebei, nos países desenvolvidos:

  • As pessoas são mais fechadas e reservadas, mais difíceis de fazer amizade. Provavelmente você não encontrará pessoas falando com estranhos numa fila ou na parada do ônibus, por exemplo, enquanto no Brasil isso é comum.
  • As temperaturas desses países são mais frias, principalmente no inverno. Isso me fez pensar: será que existe uma relação entre países com temperaturas frias terem habitantes também mais frios, fechados e reservados? Enquanto eu percebi esse padrão nos países desenvolvidos, também percebi que nos países onde as temperaturas são mais quentes, as pessoas costumam ser mais sorridentes, alegres e supostamente mais sociáveis, mas em geral esses países são subdesenvolvidos (não cheguei a ler sobre esses países, geralmente leio só sobre os desenvolvidos mesmo). Não achei nada que pudesse comprovar isso, mas seria interessante se alguém pudesse fazer um estudo científico disso para ver se existe mesmo essa relação, ou é apenas uma enorme coincidência.
  • As pessoas são mais educadas uns com os outros e respeitam mais as leis e a organização do sistema.
  • As pessoas são sempre pontuais.
  • Se usa mais as escolas e hospitais públicos, de uma maneira geral (sejam eles gratuitos ou pagos).
  • As pessoas são mais honestas, e por isso a confiança entre elas é maior.
  • Existe uma alta porcentagem de pessoas que se consideram sem religião ou ateus. Parece que quanto maior a qualidade de vida de um país, independente do custo de vida, maior o distanciamento da sua população das religiões. É como se já que as pessoas têm tudo, não sentem necessidade de pertencer a nenhuma religião. Mas talvez elas sejam infelizes internamente, como no caso da Nova Zelândia, que apesar de ser um país de primeiro mundo, com alta qualidade de vida, ótima educação e segurança, tem grandes índices de suicídio entre os jovens. O fato das pessoas desses países serem mais fechadas deve contribuir ainda mais para a depressão. Isso mostra o quão importante é Deus e o evangelho na vida de uma pessoa, e não só a qualidade de vida material. É como diz na Bíblia:

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

– Mateus 4:4 (ARC)

Bem, e são essas as características em comum que eu percebi entre os países desenvolvidos. É claro que dizer que os países desenvolvidos são iguais só por causa dessas características que eles têm em comum é um erro, mas também acho elas vão além de uma mera coincidência. Pelo que percebi esses atributos têm mais a ver em como o grau de desenvolvimento de um país e a sua localização no mundo influenciam no comportamento das pessoas. Alguns deles são mais consequências por um país ser de primeiro mundo do que as causas.

Países desenvolvidos têm algumas características em comum