A queda dos blogs

Para a melhor leitura desse texto, que ficou muito grande, eu dividi ele em quatro partes (tudo dentro dessa postagem): a queda das visitas, a queda do rendimento, a diminuição do espaço, e como ficarão os meus blogs (spoiler: continua tudo normal por enquanto).

A queda das visitas

Dificilmente eu olho as estatísticas dos meus blogs. Já se foi o tempo em que eu olhava todo o mês (fazia mais isso no início do Fique Sabendo!). Fui dar uma olhada agora, e é desanimador. Foram 10.000 visitas em janeiro, e um pouco mais de 9.000 em dezembro de 2017. Esse gráfico mostra bem o crescimento e a decadência do blog de 2011 para cá (fevereiro de 2018):

Gráfico de visitas do Fique Sabendo - 2011 a 2018

O ponto alto do Fique Sabendo! foi em setembro de 2014, quando teve 48.166 visitas. Depois disso ele continuou dando consistentes visitas na casa dos 30.000, e foi assim até novembro de 2016, quando chegou em dezembro e ele caiu para 27.398 visitas, mas ainda estava ótimo. Apesar desses números, eu sabia que a maior parte via somente de 3 postagens, através do Google, que são tutoriais de como ativar programas pagos (Office, Sony Vegas e Corel Draw). Nessa época eu já não fazia mais postagens semanais, já não tinha mais o costume de postar curiosidades, e já tinha perdido os leitores fieis em troca de visitas momentâneas vindas do Google. Foi uma época que eu já estava cansado dos blogs, e foi por aí também que as coisas começaram a esfriar na blogosfera como um todo.

Até junho de 2017 eu ainda tinha visitas na casa dos 20.000, mas a cada mês que passava elas iam caindo um pouco, e no fundo eu sabia que chegaria um momento que essa queda seria mais forte. A partir de julho as quedas começaram a ser mais bruscas, até que chegamos em dezembro, com 9.556 visitas. Em janeiro teve uma leve recuperação, indo para 10.557, mas isso não é nada. As visitas dos posts que sustentavam o blog caíram, talvez por surgirem posts mais recentes sobre o mesmo tema em outros blogs, ou talvez por outros blogs postarem versões mais recentes desses programas. Eu poderia postar as versões mais recentes, mas não tenho vontade. Apesar de eu (assim como a grande maioria das pessoas) usar o Office com um ativador, acho que compartilhar isso na internet é ultrapassar o limite do erro. E apesar dos números altos de visitas eu não me sentia bem em saber que os posts mais visitados do meu blog era de como piratear programas. Existem blogs específicos sobre isso, e eu não quero que o Fique Sabendo! vire um deles, então decidi não postar mais tutorias desse tipo, mas apenas manter os que já estão postados (apesar que às vezes até tenho vontade de excluí-los de vez, mas aí é que as visitas cairiam mesmo). E para completar, fui notificado pelo Adsense que essas postagens iriam deixar de ser rentabilizadas. Não que faça grande diferença, faz tempo que o Adsense deixou de ser rentável.

A queda do rendimento

O Renê Fraga, do Google Discovery, por exemplo, vinha reclamando sobre isso há um tempo. Como o blog dele é grande, ele conseguia se sustentar do blog, e se dedicava 100% a ele, como um trabalho qualquer. Mas ele disse que estava difícil de se manter, e que se continuasse daquele jeito ele teria que arrumar um emprego e o blog deixaria de ser atualizado como estava sendo. Então fez uma postagem explicando a situação aos leitores e criou um Patreon, onde as pessoas poderiam doar dinheiro. Não deu certo. O Google Discovery já não tinha mais o mesmo apelo de anos atrás. Resultado: ele arrumou um emprego, porque não dava mais para viver dos blogs. E o Google Discovery continua recebendo atualizações, mas só as principais.

Esses dias ele reclamou no Twitter de quem usava o Adblock, e disse: “vocês estão matando a web!”. Isso gerou um tremenda polêmica no Twitter, e no dia seguinte, graças a esse seu tweet, “Adblock” era um dos assuntos mais comentados do Twitter. O negócio foi tão sério que ele excluiu os tweets e bloqueou algumas pessoas que estavam lhe mandando menções com críticas pesadas. Mas já era tarde, já tinham tirado print do tweet onde ele tinha dito isso e espalhado. Quando fui olhar os tweets que apareciam nos TT’s, só vi gente que não conhecia ele, criticando. Gente que dizia que ele era preguiçoso e não queria trabalhar para ganhar dinheiro com blog, gente que dizia que ele era um “blogueirinho”, gente que dizia “Em que ano estamos? Quem mais lê blog hoje em dia?”. Quanta ignorância! Ainda existem grandes blogs de sucesso, como o Tecnoblog e o Meio Bit, e muitos dos grandes sites atuais começaram como blogs e se profissionalizaram ao longo do tempo. Tinha gente que nem sabia de onde tinha vindo a polêmica e perguntava: “de onde veio essa polêmica?”, aí outro que também não conhece Renê Fraga respondia: “de um blogueiro qualquer que disse que o Adblock estava matando a web”. Tinha muitas críticas pesadas de gente que nem conhecia ele. Postei no meu Twitter que também sou contra o Adblock e conversei com Renê Fraga sobre isso pela TL. Aí veio uma pessoa dizendo que “matar a web” era exagero. Eu respondi dizendo que aquilo era uma expressão. Sério, as pessoas levaram “matar a web” ao pé da letra, por isso se criou a polêmica. E isso foi inesperado, porque apesar de Renê Fraga ter mais de 10.000 seguidores no Twitter, os tweets dele não costumam ter muita interação dos seguidores e apenas umas duas curtidas, e esse que seria só mais um tweet comum bombou desse jeito.

Vi outros tweets de muita gente que dizia que usava o Adblock sim, e que não ia ficar vendo vários anúncios saltando na cara ou 50 abas sendo abertas. Aí eu pergunto: que tipo de site essas pessoas acessam? De pornografia e de torrents, só pode. Claro que existem sites e blogs que exageram na quantidade de anúncios, mas sabe o que eu faço quando me incomodo com isso? Deixo de acessá-lo. Ou então ativo uma extensão que tenho no Chrome, o Mercury Reader, que não é um bloqueador de anúncios, mas serve apenas para que você leia o texto numa aparência bonita e sem distrações. Mas as pessoas preferem usar o Adblock e várias outras extensões parecias, que termina prejudicando todos por causa de alguns.

Sobre sites de torrents, eu acho uma hipocrisia a pessoa ir lá baixar filmes e séries de graça e ainda reclamar dos pop-ups que se abrem. Eu não tenho dinheiro para assistir todo o filme que quiser no cinema. No cinema da minha cidade tem promoção dia de segunda e terça, com ingressos sendo vendidos a R$13,00, mas no fim de semana vai para mais de R$ 20,00, e eu acho caro para assistir a um filme uma vez só e ainda cercada de pessoas que às vezes atrapalham com seus cochichos ou com seus celulares. Uma vez ganhei 3 ingressos numa promoção e a gente aqui em casa foi assistir Planeta dos Macacos: A Guerra (excelente filme, aliás). Tive que pagar só um ingresso, que deu R$ 20,00 (porque eram 4 pessoas). No total, se eu não tivesse os outros 3 ingressos, teria que pagar R$ 80,00 para assistir esse filme, e uma vez só. É muito caro! E se for esperar sair DVD, ele lança na faixa dos R$ 30,00 e só depois de um tempo é que abaixa pra R$ 20,00. E mesmo assim, se você quiser comprar os DVDs originais de todos os filmes que quer assistir na vida, vai gastar uma grana. Se for para alugar online, dá para fazer uma boa economia, mas mesmo assim esse é um dinheiro que você só não sentirá falta se tiver uma vida boa financeiramente. Então o que sobra de opções é ou você comprar um DVD pirata por R$ 2,00 ou então baixar da internet, que é de graça. Então levando em consideração todo o custo que você acabou de evitar para poder assistir a um filme, por que se incomodar com os pop-ups que se abrem? Eles são chatos sim, e é verdade que os sites e blogs de torrents exageram, mas eu não vejo motivo para bloqueá-los, até porque você acha que é fácil manter um blog ou site de filmes com a quantidade de filmes e séries que existem? Acha que é fácil manter tudo atualizado? Acha que é fácil fazer legendas por conta própria (tem que traduzir os textos de inglês para português e deixar tudo sincronizado com o vídeo)? Acha que é fácil e rápido comprimir o tamanho de um filme (que normalmente tem o tamanho de mais de 10 GB, mas para ser mais fácil de baixar eles comprimem para 2 GB)? Ninguém vê o lado de quem está por trás do blog ou site.

E saindo dessa área da pirataria e voltando para a área dos blogs comuns e canais do YouTube:

Tem um canal do YouTube que acompanho que disse que demora mais ou menos 3h para editar um vídeo de 10/15 minutos. Veja quanta demora, quanto esforço para conseguir publicar um vídeo! E eles têm vídeos quase todo dia. Os donos de outro canal, o Pipocando, que é o maior canal sobre filmes do Brasil e que se tornou uma empresa só disso, com funcionários que trabalham na filmagem, edição dos vídeos e no roteiro, já disseram uma vez que para fazer um vídeo, da concepção da sua ideia, para escrever o roteiro, gravar e editar demora cerca de 15 horas. E os vídeos deles têm entre 15 e 20 minutos. Veja o trabalho que é fazer um vídeo, com montagens legais, boa qualidade de som e imagem, e no fim de tudo quando aparece um anúncio no vídeo a pessoa reclama e coloca o Adblock. As pessoas se entretêm assistindo esses vídeos e acham que deve ser de graça. Quem vai pagar o salário desse povo que está trabalhando no canal? Claro que eles fazem anúncios pagos que as empresas interessadas pagam, e essa deve ser a maior fonte de renda deles, mas os anúncios do Adsense também não deixam de ser uma fonte de renda. Quando eu gosto de um canal eu assisto um anúncio deles, porque sei que assim esterei contribuindo. Mas tem um canal que eu gosto que coloca 4 anúncios num vídeo de 12-15 minutos. Para não ficar assistindo tudo cortado, eu assisto apenas 1 ou 2 anúncios.

Falei aqui sobre o Adblock, mas acho que essa é só a ponta do iceberg. O próprio Adsense diminuiu a rentabilidade dos anúncios já tem uns anos.

Eu falei de revistas em um dos tweets acima, e ainda tem um detalhe: você compra revistas e jornais, mas apesar de pagar por eles, eles ainda vem com anúncios, e muitos! Então por que reclamar de banners que aparecem num site?

A diminuição do espaço

Mas como eu disse antes, essa questão da monetização é o de menos, porque não é de agora que o Adsense deixou de render, já faz tempo. Mesmo quando eu estava com as visitas na casa dos 40.000, eu já tinha percebido a queda, e vem sido assim de lá para cá. O maior problema dos blogs de hoje em dia é que eles estão perdendo o seu espaço. Quem criou blog há 10/15 anos atrás, se tornou grande e teve visão de transformar aquilo num negócio, está aí até hoje, e é um dos grandes veículos da sua área, como o Tecnoblog, o Omelete e o Jovem Nerd. Mas os que preferiram ficar como blogs comuns, estão ficando cada vez mais esquecidos. É só ver o exemplo dos metablogs (blogs que davam dicas para outros blogs), que em 2011/2012 além de ter muitas postagens e muitos outros blogs desse tipo surgindo, tinha sempre muitos comentários em cada texto publicado. Foi a época da alta. Depois que surgiram as redes sociais onde as pessoas podiam postar o que quisessem, como Facebook e Instagram, os blogs caíram e com eles os metablogs, que hoje parecem desertos. Da mesma forma, os grandes sites e blogs de hoje, se quiserem continuar relevantes têm que investir em conteúdos para o YouTube e nas mídias sociais. Uma pesquisa já mostrou que o YouTube é o segundo buscador mais usado. Isso mesmo, as pessoas usam o YouTube para fazer pesquisas. Ainda está atrás do Google, mas isso mostra a grande tendência que os vídeos estão se tornando. Quem não se atualizar ficará para trás, assim como os blogs do passado que não se profissionalizaram.

Antigamente tinha blogs de moda, e hoje em dia ainda deve ter (não tenho certeza porque não é uma área de meu interesse), mas sei que hoje tem gente que conseguiu ficar muito famosa apenas pelo Instagram, postando fotos das roupas que usa e dando dicas. A essa geração que fica famosa apenas pelas redes sociais se criou o nome de “influenciador digital”. Isso mostra a força e a importância das redes sociais hoje em dia. Não precisa mais criar um blog para gerar conteúdo, basta postar no Instagram e ter um canal no YouTube.

E como ficarão os meus blogs?

Eu já estava desanimado com os blogs faz tempo, e isso não é novidade, mas agora, vendo esses números de visitas caindo é mais desanimador ainda. Eu coloquei como meta para 2018 ter pelo menos uma postagem nova por mês no Fique Sabendo! e atualizar outras postagens. Pretendo cumprir essa meta, mas não é que eu esteja realmente com vontade de manter o blog ativo. Espero que não chegue um momento que a decadência seja tão grande, a ponto de não valer mais a pena mantê-lo no ar.

Até com o Mundo Geek eu perdi a vontade. Gosto de assistir filmes e séries, mas tenho preguiça de escrever os textos, principalmente quando eu sei que eles vão ficar grandes. Isso porque é trabalhoso escrever uma resenha, e demanda tempo. Eu demoro pelo menos meia hora escrevendo um texto sobre um filme e depois demoro mais uma hora revisando (revisar é a parte mais chata porque quanto mais você lê, parece que mais erros encontra), e ainda pesquisar uma informação ou outra sobre o filme como nome do diretor, dos roteiristas, dos atores, data de lançamento, etc. Antes eu assistia filmes para escrever no blog, mas agora estou tão cansado disso, que decidi que não vou mais assistir filmes para escrever textos, e sim escrever textos sobre algum filme que eu vi e tenha alguma coisa para dizer. Eu já fazia isso, mas agora vai ser definitivo, porque eu estou assistindo aos filmes do Oscar com a intenção de escrever textos, e já assisti alguns, mas na hora de escrever eu não tinha nada para falar sobre o filme. NADA. Não saía nada da minha cabeça a não ser um simples comentário de 2 ou 3 linhas. Então vou continuar assistindo aos filmes do Oscar porque eu quero vê-los mesmo, e quando eu tiver algo para dizer eu escrevo um texto, e quando não, não escrevo. Simples assim. Até porque, o que é o blog para mim? Uma obrigação? Um trabalho? Eu não encaro dessa forma, não gosto de me colocar em responsabilidades. Os blogs são um hobby, então vou tratá-los dessa forma. Então quer dizer que se eu assistir a um filme antigo que está passando agora na Sessão da Tarde e tiver vontade de falar sobre ele, vou escrever um texto e publicar (eu já fazia isso, dependendo do filme).

Quanto ao Que papo é esse?, esse é o meu espaço pessoal e eu gosto dele. Às vezes tenho umas ideias meio loucas. Às vezes penso em voltar a ser anônimo nesse blog, assim como era na época do Tumblr, para não correr o risco de alguém me descobrir, mas deixo essa ideia paranoica para lá, porque esse blog não tem visitas (mas com ele eu não me importo com isso). Às vezes penso em dar uma de Vinicius da vida e excluir todas as postagens e começar de novo kkkkk (Vinicius é um amigo meu que tem o costume de excluir as redes sociais e os e-mails e depois criar tudo de novo. Deve ser também o único leitor desse blog, então não sei porque estou falando dele em 3ª pessoa rs). Chego a pensar nisso porque tem textos que escrevo aqui que são tão sem sentido, que dá até vergonha de manter. Geralmente são os textos mais sobre sentimentos e coisas abstratas. Mas não sei se teria essa coragem, até porque tem outros textos bons que escrevi aqui. Às vezes penso em iniciar um blog pessoal à parte desse só sobre política e economia. Eu gosto de acompanhar esses assuntos, e como não sou especialista neles, esse blog seria pessoal, com apenas comentários e opiniões minhas (quando tivesse uma) sobre o que está acontecendo. Mas aí o Que papo é esse? que já tem poucos posts iria ter menos ainda, e o novo iria ser pouco atualizado. Então por enquanto deixa tudo do jeito que está mesmo rs.

Ainda continuo pensando em blogs porque gosto de escrever, mas certamente a época já passou, tanto para os blogs pessoais quanto para blogs sobre um tema específico. Quem é grande continua sendo grande, e quem é pequeno é mais difícil crescer agora. É um triste fim. No fim acho que os blogs não chegarão a acabar, mas só vai continuar com eles as pessoas que querem escrever de determinada forma que uma rede social não permita por causa das suas limitações, e que uma plataforma de blogs seja o lugar ideal para abrigar seus textos. E os leitores desses blogs poderão ser pessoas que também gostem de escrever e que têm seus próprios blogs. Vai ser algo mais limitado e pequeno. Se antes na área de tecnologia, por exemplo, eram os blogs que tinham a maioria dos tutoriais, hoje temos aí o TechTudo, que vem sempre com tutoriais e estão sempre nas primeiras posições do Google, no lugar que antes eram dos blogs. Mas quem sabe se como algo pequeno e limitado os blogs voltem a essência da comunidade e parcerias que tinham no começo e que foi se perdendo ao longo do tempo? Dessa época eu sinto falta. Ou num cenário mais pessimista, os blogueiros que ainda insistirem em manter seus blogs ficarão sozinhos como um deserto, sem ninguém lendo e se interessando pelos seus textos, porque o lugar onde todos estarão é nas redes sociais e lendo as informações que quer diretamente dos grandes sites ou grandes blogs.

Anúncios
A queda dos blogs

As mesmas palavras

Nesses dias reli dois textos meus que escrevi há pouco mais de 2 anos. Eu esperava encontrar algum pensamento antigo, que hoje eu já tivesse mudado, mas me surpreendi quando vi que eu ainda tinha aqueles mesmos pensamentos, e ainda usava as mesmas palavras para justificar aquelas ideias. Então percebi que mudei pouco nesses últimos anos, e que a minha vida vem sendo estática. Nenhum avanço, nenhum progresso. Mas também, quem disse que eu tinha que mudar de pensamento sempre? Não vou me cobrar isso. Mudar posições, opiniões e pensamentos são coisas que acontecem naturalmente, de acordo com os acontecimentos da vida. No meu caso, não tenho muitos acontecimentos, porque minha vida é com bem poucas atividades externas.

Vou dizer de quais textos estou falando: o que eu digo que prefiro não casar e o dos 50 fatos. Pelo que eu me lembrava, o texto que eu falava que preferia não casar era mais uma justificativa para não casar, mas quando li, vi que não. Era uma ponderação sobre o lado positivo e negativo de casar (apesar que só as últimas linhas falam do lado positivo), justamente as coisas que eu penso ainda hoje. Eu não disse: “Porque eu não quero casar” e sim “Porque eu prefiro não casar”. Se eu tivesse que mudar alguma coisa nesse texto seria apenas o título. Agora eu diria: “Pontos positivos e negativos do casamento”, porque hoje eu quero casar (querer já é um avanço), mas ainda tenho um sentimento negativo quanto a isso que me rodeia. Eu não vou dar justificativas aqui, porque tudo isso está naquele texto, mas o que eu sinto em relação ao casamento é insegurança de que vá dá certo, é medo de ter a minha vida e intimidade roubadas ou compartilhadas com outra pessoa (sou muito reservado), o medo de perder a individualidade, a minha vida privada. É medo de não conseguir realizar os meus sonhos porque agora eu terei uma família para cuidar. É medo de eu não conseguir me relacionar bem com ela. (Eu sei, tenho que ir num psicólogo, porque são muitos medos rs).

Eu tive uma conversa com um amigo antes de reler esse texto no começo desse mês ou no fim do mês passado, mais ou menos, e ele me perguntou se eu ainda não queria casar, e me lembrou do texto. Eu falei para ele tudo o que pensava, e então depois fui revisitar esse texto. Foi aí que eu vi que as mesmas palavras que eu tinha usado na conversa com o meu amigo, eram as mesmas palavras que eu tinha usado no texto de mais de 2 anos atrás. As mesmas ideias, as mesmas justificativas, os mesmos medos. E foi aí também que vi que tanto eu quanto meu amigo estávamos equivocados quanto ao não querer casar, porque o texto que escrevi não era sobre isso, e sim dos pontos positivos e negativos e que por isso eu preferia não casar.

O outro texto, sobre os 50 fatos, eu fiquei surpreso como o quanto daquelas ideias ainda permanecem comigo. 2 anos parece ser algo antigo, mas aí eu penso: “Calma, foram só 2 anos. Se fosse 10 anos, aí sim poderia ser considerado muito tempo!”. Uma das coisas que me surpreenderam, porque eu não lembrava, foi que nesse texto eu fiz uma lista de países que gostaria de visitar (está no fato 44). Mais recentemente fiz um post assim, e a maioria dos países coincidem. Pelo menos esse não é um tema sério, e sim mais questão de desejos, então nesse ponto não vejo nada de ruim.

Mas, enfim, fiz esse post apenas para registrar a minha surpresa, mas não necessariamente isso seja algo ruim. Ruim é quem muda de ideia da noite para o dia o tempo todo. Acontece que eu geralmente só revisito os posts antigos quando escrevo uma nova opinião sobre um determinado tema, que é diferente do que eu tinha escrito antes. Então já estava acostumado com isso, porque sempre que eu visitava um post antigo, era porque eu tava mudando de opinião. Essa foi a primeira vez que revisitei dois posts apenas com a intenção de lê-los e então me deparei com essa constatação de que eu ainda penso daquele jeito, por isso a surpresa. Mas isso não é um grande problema (só a questão do casamento que ainda me incomoda, e sinto que ainda vou carregar isso por mais algum tempo).

As mesmas palavras

Ser o herói da sua própria história não é prender bandidos ou escalar montanhas, é superar os tiranos da sua vida, onde estejam e quem quer que eles sejam. É expor totalmente isso para que todos possam ver e entender que na vida, a coisa mais importante que você pode ser é você mesmo.

– Bob Stone, no filme Um Espião e Meio

Citação

Metas para 2018

Depois de ter passado 2017 sem ter feito nada do que queria, como vai ser 2018? Não muito diferente, eu acho kkk. Dessa vez decidi assumir a palavra “metas”, e quem sabe se assim (e talvez com um pouquinho de cobrança de mim mesmo – mas só um pouco, porque não quero me cobrar e nem fazer pressão em mim mesmo para nada, porque a vida já é complicada o suficiente para isso) eu consiga fazer alguma coisa! Vamos às metas para 2018 (que não são tão diferentes das de 2017):

  • Cumprir a meta de livros do Skoob, é claro. Por enquanto ela está em 15 livros, mas ao longo do ano eu devo ir adicionando mais (como geralmente faço).
  • Escrever novos posts no Fique Sabendo!: Dessa vez vou colocar como meta, pelo menos 1 post por mês. É pouco, mas já vai ser mais do que as 3 postagens que publiquei em 2017. Quero também atualizar os tutoriais do Blogger e Twitter.
  • Assistir séries diferentes: estou pensando em deixar de assistir uma das séries de super-heróis que acompanho, porque está ficando chata e enjoada, e começar a assistir outros gêneros de série sem ser de super-heróis. Tem muita coisa boa por aí, e a qualidade delas é bem melhor do que essas séries de heróis da TV aberta. Vou também voltar a assistir as séries infanto-juvenis da Nickelodeon e Disney (já comecei no no fim do ano passado, na verdade). Elas são leves, inocentes e engraçadas.
  • Assistir mais filmes e escrever resenhas sobre eles: 2017 foi um ano bem parado no Mundo Geek também, apesar de eu ter escrito mais nele do que no Fique Sabendo!. A meta aqui é resgatar o ano de 2015, que foi o ano mais produtivo em termos de assistir filmes, escrever resenhas sobre eles e de ler livros.
  • Escrever e publicar as resenhas imediatamente: um dos problemas de 2017 é que eu não escrevia os textos na mesma hora que acabava de assistir e por isso terminava adiando e acumulando. Até hoje tenho uma lista de textos para escrever de filmes e séries que já assisti faz tempo. Em 2018 a meta é escrever e publicar na hora (ou no máximo com um dia) para não acumular.
  • Seguir mais pessoas no Twitter para ganhar mais seguidores: nunca liguei muito para seguidores do Twitter porque sempre tive poucos, mas não é que eu não deseje ter mais. Em 2017 tive um grande crescimento, acho que foi cerca de 30 novos seguidores. Nunca tinha ganhado tantos seguidores assim. Mas quando fui comparar com outras pessoas, elas ganharam 100, 200 seguidores. Até o fim de 2017 eu tinha 142. A minha meta é chegar em 300 nesse ano. Só não sei se vou ter coragem de seguir muita gente e poluir a minha TL com coisas que não gosto (vou seguir pessoas que postem temas que gosto é claro, mas às vezes elas postam outras coisas também). A solução seria silenciar (algo que eu acho que muita gente faz: segue por conveniência e silencia).
  • Ler a Bíblia inteira em 1 ano: já tentei antes, mas sem a meta de 1 ano, e terminei parando em certo momento. Recomecei recentemente. Vou usar o ótimo aplicativo Bible para ajudar. É um ótimo site/aplicativo, com visual bonito, ótima organização e cheio de planos de leitura e devocionais. Já tinha visto ele no Google Play mas nunca me interessei em instalar. Quem me convenceu foi Vinicius, um amigo. Vou usar o plano “Vamos Ler a Bíblia Juntos” que é um plano dividido em 12 meses.
  • Começar a dormir mais cedo: ultimamente venho dormido cada vez mais tarde, chegando facilmente às 2h30 da manhã. Como resultado, toda a minha rotina se atrasa: eu acordo mais tarde, tomo café da manhã mais tarde, tomo banho mais tarde, almoço mais tarde, preciso de mais tempo da noite para fazer as coisas na internet e durmo mais tarde. É um ciclo que não tem fim. Minha meta para 2018 é gradualmente ir dormindo mais cedo até chegar o horário da meia-noite (que ainda é tarde, considerando que antigamente eu dormia de 10h, 11h), e então poder me acordar mais cedo no dia seguinte e assim organizar minha rotina diária. Os meus horários atuais estão todos loucos e parece que me acostumei com eles, mesmo sabendo que é errado. Tenho que parar com isso.

E claro, espero também começar a trabalhar. Caso comece, posso pagar o plano anual daquele site para aprender novas palavras em inglês de novo. Dessa vez não vou me arriscar a colocar como meta “assistir séries em inglês e com legendas em inglês”, porque isso é muito difícil. Talvez eu assista um episódio ou outro assim, mas não como uma meta.

É isso. No final desse ano ou no início do ano que vem eu volto para dizer se cumpri ou não as metas.

Metas para 2018

O que não consegui cumprir em 2017: tudo!

No final de 2016 eu fiz uma lista de coisas que eu gostaria de fazer em 2017. Eu não chamei de metas, porque sabia que não conseguiria cumprir, e não queria ficar me cobrando por isso. Pois bem, o ano se passou, e quando tava no final de 2017 percebi que não cumpri nenhum daqueles desejos. Vou relembrar aqui o que eu disse que queria que acontecesse (apesar, que como eu disse, não ficar me cobrando por isso) e como ficou a situação em cada caso:

  • Conseguir ler pela primeira vez todos os livros da meta do Skoob: eu comecei o ano animado e foi nesse começo que li a maior parte dos livros que li no ano. Depois dos primeiros meses comecei a diminuir o ritmo. Em julho deixei de ler de vez porque comecei a estudar para uns concursos que eu ia fazer. Em outubro, quando fiquei livre, não voltei e ler os livros. Eu tinha iniciado um sobre D. Pedro I, que ganhei numa promoção da Amazon, mas o meu ritmo de leitura era lento nele. Na penúltima semana do ano, faltando metade do livro para acabar, resolvi terminá-lo logo. No total eu li apenas 6 livros em 2017, menos do que o que eu li em 2016 (9) e muito menos do que eu li em 2015 e 2014 (17). Isso é uma vergonha!
  • Voltar a ler quadrinhos: não voltei, e sinceramente, já nem tenho mais vontade. Os quadrinhos são muito místicos e monstruosos, e a leitura é cansativa. Tem uns que são bons e têm ótimas histórias, outros são engraçados, mas não é o meu entretenimento favorito.
  • Pagar a versão paga de um site para estudar inglês: paguei, mas parei muitas vezes durante o ano. O tempo que mais passei parado foi entre julho (quando comecei a estudar para os concursos) e o meio de dezembro. Foram praticamente 6 meses parado. Por sorte o plano é de R$ 90 anual, e por isso a minha perda não foi tão grande. Esse ano eu ainda tenho dois meses com o site, e estou aproveitando, porque dessa vez não vou ter dinheiro para renovar (infelizmente, porque é um ótimo site, ajuda muito para aprender palavras novas).
  • Dar mais atenção ao Fique Sabendo! postando mais e atualizando postagens antigas: não fiz nem um coisa e nem outra. Em 2017 o blog teve apenas 7 postagens, sendo que minhas foram apenas 3. A verdade é que já não me interesso mais tanto em escrever um blog de tecnologia como antes. Mas mesmo assim reconheço que é necessário mantê-lo ativo de alguma forma. Para piorar a situação, perdi um dos autores, e frustrado com a situação da blogosfera atual tomei a decisão de não aceitar novos autores e continuar com o blog sozinho.
  • Não comecei a trabalhar.
  • Assistir novas séries: não assisti novas séries e fiquei nas mesmas de sempre, e as que foram novas foram as de super-heróis da Netflix. As de super-heróis da CW já estou ficando enjoado.
  • Assistir Friends com legendas em inglês: assisti em inglês e com legendas em inglês apenas mais 3 episódios, totalizando 6. É muito difícil assistir algo assim, o que requer coragem e tempo. Para assistir 22 minutos eu demorava 1h30min porque ficava pausando e anotando as palavras e frases que eu não sabia. Se não for para pausar e anotar, eu acho que não adianta de nada. Ninguém vai aprender só ouvindo o que não entende.
O que não consegui cumprir em 2017: tudo!

O Rico e Lázaro foi uma novela de altos e baixos

O Rico e Lázaro - Logo

Demorou, mas aqui está o texto com a minha opinião sobre a novela O Rico e Lázaro, que estreou na Record em março desse ano e terminou em novembro. Essa foi a primeira novela bíblica da Record que eu assisti, então não sabia bem o que esperar.

O início da novela me surpreendeu começando já com lindas cenas de guerra e uma fotografia excelente. O trabalho técnico estava muito bem feito, parecia coisa de produção americana. Os cenários e a cidade cenográfica ficaram muito bons.

Babilônia - O Rico e Lázaro
Babilônia

Mas não gostei quando apenas na segunda semana já estavam reprisando cenas dos capítulos anteriores em formato de lembrança. Infelizmente essa foi uma “técnica” usada durante a novela inteira. Várias cenas foram reprisadas diversas vezes durante a novela.

Uma coisa que gostei é que nas partes bíblicas eles mostravam os versículos no canto da tela, para quem quiser ler depois. Me parece que em A Terra Prometida (que assisti as últimas cenas enquanto esperava o primeiro capítulo de O Rico e Lázaro começar) também teve isso, diferente de Os Dez Mandamentos (que estou assistindo agora na reprise que está passando, porque na época da primeira exibição, além de eu ter certo preconceito com as novelas bíblicas, eu assistia Chiquititas).

Sobre esse preconceito com as novelas bíblicas, era o seguinte: eu achava que as novelas e as séries que a Record faziam fugiam muito do contexto bíblico e por isso não dava para ser levadas a sério. Como os comerciais de O Rico e Lázaro estavam muito bonitos, resolvi dar uma chance. É verdade sim que a novela cria vários personagens que não existem na Bíblia, cria várias situações que a Bíblia não menciona e cria novas histórias, inclusive com os personagens bíblicos. Mas nas partes bíblicas elas são bem fieis. O resto é uma forma de esticar a história. Passei a aceitar isso melhor porque se você pensar bem, a vida de todos é complexa e cheia de acontecimentos. É claro que o que aconteceu na vida daquelas pessoas (Nabucodonosor, Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) não foi só o que tem escrito na Bíblia. O que tem na Bíblia são as histórias mais importantes, as principais, as que tem a ver com Deus de alguma forma, e de uma forma bem resumida, até. E o que aconteceu no resto da vida dessas pessoas? Como era o dia a dia delas? Podemos imaginar um pouco disso vendo a novela.

Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego - O Rico e Lázaro
Na frente, Daniel, atrás, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego

Em dado momento fiquei curioso para saber mais sobre a Babilônia, que é onde a novela se passa, e pesquisei mais sobre essa cidade. Descobri que várias coisas que a novela tinha colocado eram realmente verdadeiras, inclusive alguns personagens coadjuvantes. Ou seja, a novela não era fiel só aos escritos bíblicos, mas também aos fatos históricos. Descobri que a Babilônia ficava onde hoje é o Iraque, e que existem ruínas, que apesar de mal cuidadas e de não receber muita atenção do governo por diversos motivos (e sendo até assaltados por ladrões), tem locais que podem ser visitados (o que me fez ter vontade de ir ao Iraque só para conhecer mais sobre a Babilônia). Então acho que devemos separar bem as coisas. Não dá para levar a novela totalmente a sério achando que tudo ali aconteceu. É mais fácil discernir o que é verdade do que foi invenção narrativa se você conhece a Bíblia. E mais: você não deve assistir a novela com o objetivo de aprender, justamente porque nem tudo o que ela conta é verdade. Claro que é interessante ver uma representação de partes da Bíblia, e com isso podemos aprender alguma coisa que não sabíamos ou até ter nossa curiosidade atiçada para pesquisar e aprender mais sobre aquilo. Mas tem coisa ali que é coisa de novela comum, são recursos narrativos. Então a minha postura ao assistir O Rico e Lázaro, e que é também a minha recomendação ao assistir qualquer novela ou série bíblica da Record, era de assistir a novela por entretenimento e não necessariamente para aprendizagem. Eu assistia O Rico e Lázaro como uma novela comum, com a vantagem de que ela não tinha todas aquelas safadezas e imoralidades das novelas da Globo. Não é que não tenham histórias de traição ou menção a atos sexuais, por exemplo (até porque essa foi uma novela com classificação indicativa de 12 anos, onde muita coisa já pode ser mostrada), mas isso é feito de forma bem mais leve que a Globo, que só falta mostrar os atores nus nesse tipo de cena. E também a novela está sempre girando em torno de Deus, dos seus mandamentos, de um comportamento considerado aceitável e moral. Claro que existem os personagens que estão fracos na fé e os que são totalmente errados, mas a novela mostra no final o que acontece com eles, dando uma mensagem positiva no fim de tudo.

Nabocudonosor e Amitis - O Rico e Lázaro
Nabucodonosor e a Rainha Amitis, sua esposa

Outra coisa é a confusão que pode ter causado em muita gente acerca do título “O Rico e Lázaro”, que faz referência à parábola contada por Jesus, por se misturar aos tempos de Nabucodonosor e Daniel. A ideia da novela foi a seguinte: dar vida aos personagens citados por Jesus na sua parábola. Se o rico e Lázaro realmente tivessem existido, como teria sido a vida deles aqui na terra para cada um ter o seu destino? É isso o que a novela se propõe. E para deixar as coisas mais interessantes, eles ambientaram essa história na época do exílio dos judeus na Babilônia. O interessante é que apesar de já sabermos que Lázaro é quem vai para o céu, a novela mostra ele como uma pessoa cheia de defeitos. No começo isso me incomodava porque Lázaro (que antes se chamava Asher) tinha a fé fraca e frequentemente questionava o poder de Deus. Mas no final ficou bom, por causa da lição que a novela dá, de que temos que ter fé em Deus sempre, e que Ele sempre cuida de nós.

Em comparação com Os Dez Mandamentos, aí é que vemos que essa novela foi fraca mesmo, porque Os Dez Mandamentos sempre se mantém ativa, com vários acontecimentos. A única coisa que O Rico e Lázaro ganha para Os Dez Mandamentos é na qualidade e detalhes dos cenários, da cidade cenográfica e na qualidade do áudio, que foi melhorada. As coroas dos reis, rainhas e príncipes também ficaram bem melhores em O Rico e Lázaro do que a coroa oficial do faraó em Os Dez Mandamentos, que mais parecia de isopor. Em compensação, em O Rico e Lázaro economizaram nas roupas. Os personagens tinham apenas duas roupas o tempo todo, e quando se passava alguns anos na história, eles apareciam com outras duas, mas que geralmente eram da mesma cor e/ou do mesmo estilo das antigas. Isso mostra preguiça e economia exagerada com algo básico como os figurinos. E fica muito feio na tela. Em A Escrava Isaura, por exemplo, as mulheres sempre estavam com vestidos bonitos e diferentes, e olhe que eram muitas personagens femininas. Se algum se repetiu eu nem percebi, porque a variedade era muito grande.

Lázaro - O Rico e Lázaro
Lázaro

As melhores partes da novela eram as partes bíblicas. Elas eram muitas vezes as mais emocionantes e tensas. O resto foi tudo razoável. Teve uma época que só tinha romancezinhos e formação de casais, e era muito chato. Tinha um acontecimento ou outro que não era interessante e chegava até a ser bizarro. Foram poucos os acontecimentos não-bíblicos que foram realmente bons. Só no final de julho, mais ou menos, foi que a novela começou a ficar melhor como um todo, mas mesmo assim ainda com alguns problemas. E ainda tinham os irmãos Tamir e Shamir, que faziam o alívio cômico, que eram bem sem graça. Na continuação você meio que se acostuma com eles, mas era meio irritante o tempo que a novela dedicava a eles. E para piorar ainda surgiram as suas esposas gêmeas depois. Outro personagem que não gostei foi Fassur.

No final, com o pouco tempo que sobrou, mal deu para desenvolver as histórias, inclusive as bíblicas. Daniel na cova dos leões, que era algo que eu esperava muito, foi muito rápido e nem sequer mostrou os dias que Daniel dormiu na cova com os leões. Ficou forçado a forma como tudo aconteceu e o jeito que o Rei Dário ficou aperrado com tudo isso, porque na novela ele tinha acabado de chegar e de conhecer Daniel. O ideal seria que ao invés de esticar tanto o meio da novela, que tivessem resumido um pouco mais, para sobrar histórias para contar na época de Dário e fazer o espectador identificar a amizade e consideração existente entre Dário e Daniel.

O Rico e Lázaro
O Rico e Lázaro

Por causa de todos esses problemas eu não achei essa novela isso tudo, no geral. Ela foi boa nas partes bíblicas, mas sem graça, arrastada, repetitiva e óbvia nas partes não bíblicas. Os acontecimentos eram fracos e lentos, e a parte cômica era sem graça. Não foi uma novela bem desenvolvida e em vários momentos fica claro a falta de criatividade dos autores da novela. A parte que vai de julho até novembro eu dou nota 8, mas a parte que vem antes dela dou 6 ou 7. No geral, mesmo a novela tendo acabado melhor do que a parte do meio, eu daria nota 7,5. O Rico e Lázaro foi muito boa em alguns aspectos, mas ruins em outros. Foi uma novela de altos e baixos.

O Rico e Lázaro foi uma novela de altos e baixos

Experiência de compra no site da Walmart e de entrega pela Total Express

Como disse no post anterior, comprei o notebook novo no site do Walmart. Teve frete grátis com prazo de 21 dias úteis. Achei que esse prazo longo demais seria porque o frete foi grátis e já tinha me preparado para receber o produto só em 10 de janeiro (tinha feito a compra no dia 9 de dezembro, num sábado, mas o pagamento só foi confirmado na segunda-feira, dia 11).

A entrega do produto é feita por uma transportadora, a Total Express, também chamada de Tex Courier. A Walmart manda e-mails informando o trajeto do produto (apesar que com algum atraso), mas se você quiser acompanhar o rastreamento no site, não tem informação nenhuma. Tive que pesquisar pelo site do rastreio (que é esse aqui). Se o rastreio é feito por fora do site da Walmart, ela poderia ao menos informar por onde podemos acompanhar. No caso da Total Express, tem dois sites, um com esse nome, e outro com o nome “Tex Courier” (que nem sei se se trata da mesma empresa). Durante um tempo eu acessei o site errado e por isso não conseguia ver o rastreamento.

Mas depois eu descobri o site certo e comecei a acompanhar. O notebook chegou em Recife rápido, e eu imaginei que baseado nas minhas experiências anteriores de compras online, na semana seguinte ele chegaria em casa. No dia 21 de dezembro ele entrou em “processo de entrega”, o que me fez imaginar que ele chegaria no mesmo dia. Mas não chegou. E nem no dia 22. Dia 23 e 24 foram sábado e domingo, e dia 25, Natal. Dia 26 não chegou, e só veio chegar apenas no dia 27. Foram 3 dias úteis em que o produto ficou em “processo de entrega” para poder finalmente chegar. Fui pesquisar na internet sobre essa transportadora e o que mais vi foram reclamações no Reclame Aqui sobre demora na entrega justamente por causa desse tal “processo de entrega”. E tem reclamações que são de anos atrás, e mesmo assim eles continuam com o mesmo problema. Vi algumas outras reclamações de que o rastreio diz que a pessoa estava ausente no momento da entrega, mas a pessoa nega e diz que estava o tempo todo no local e ninguém chegou, e então a transportadora responde que fará uma nova tentativa em 24h. Isso me fez imaginar que talvez seja por problemas de atraso como esses que a Walmart deu um prazo de 21 dias (apesar que não sei como é o prazo para outros produtos).

Quanto a minha entrega, eu não tive qualquer problema, e ele chegou em 12 dias úteis, o que é um prazo dentro do normal. O maior problema mesmo é o “processo de entrega” que fica dias assim. Como eu fico em casa todo dia e o dia todo, não tive maiores problemas com isso, mas tem situações em que todo mundo da casa trabalha ou sai, e então quando o rastreamento da sua compra online diz que está em entrega você separa aquele dia para ficar em casa a fim de receber o produto. Já fiz 4 compras pela internet, sendo 3 delas no Mercado Livre e com entrega pelos Correios, que sempre entregaram dentro no prazo. Os Correios, quando diz que está em entrega, quer dizer que vai chegar naquele mesmo dia. A outra compra foi o celular da minha mãe no site da Saraiva, que também foi entregue por uma transportadora, a Jadlog, e não tivemos nenhum problema. Então baseado nas experiências anteriores, quando o rastreamento mostra “entrega” esperamos que chegue no mesmo dia, e não 3 dias úteis depois. Para quem é ocupado isso é ruim. Nas respostas das reclamações do Reclame Aqui a transportadora responde que quando o produto entra em “processo de entrega” ele pode chegar até 72h úteis depois. Mas em nenhum momento eu vi essa informação no site do rastreio. As coisas ficam muito mal informadas. Essa é a forma que eles operam, e como entregam no prazo, esse detalhe nunca foi mudado.

E no dia da entrega, o cara veio entregar numa moto, onde outras encomendas estavam presas no bagageiro. É claro que a minha encomenda não tinha ficado no bagageiro da moto todos aqueles dias desde que o rastreamento mostrou o “processo de entrega”.  O que eles deveriam mudar para melhorar isso, seria mostrar “em entrega” apenas no dia da entrega, para que as pessoas mais ocupadas possam separar apenas 1 dia para esperar, e não 3. Antes disso, poderiam inventar outra palavra para dar nome ao processo antes da “entrega” de fato, que não fosse “processo de entrega” para não confundir as pessoas. É apenas um detalhe. A minha encomenda chegou antes do prazo estabelecido, chegou numa quantidade de dias normal, então não vou reclamar da empresa dizendo que ela é ruim ou faz um mal serviço. Mas se melhorassem esse detalhe no sistema deles, seria melhor para todos, tanto para os consumidores, que saberiam o dia exato da entrega, quanto para eles mesmos, que receberiam menos reclamações desse tipo no Reclame Aqui.

Experiência de compra no site da Walmart e de entrega pela Total Express