Adoção

Uma coisa que quero ter independente de casar ou não é um filho. Filho no singular rs. Se eu casar, acho difícil ter um só, porque a mulher sempre quer pelo menos dois. É difícil alguma mulher querer ter um só filho. Se eu não casar, adotarei um filho. Será um menino, porque eu não saberia criar uma menina sozinho. Na verdade, adoção é um tema que eu gosto. Se eu casar, dependendo da esposa, eu adotaria também. Se ficar solteiro, o que é provável, eu farei isso com certeza.

Eu não queria demorar muito, porque não quero ser pai velho. Acho que o ideal seria ser pai até os 30 anos, mas já estou com 20, e tenho a impressão que esses 10 anos se passarão rápido. Eu tenho algumas coisas que gostaria de fazer antes de ter um filho, como estudar mais e fazer um intercâmbio. Não daria para fazer isso tranquilamente tendo um filho. É muito normal os pais trabalharem de dia e estudarem à noite, mas eu não quero fazer isso. Se eu vou adotar, a responsabilidade terá que ser minha, e não da vó, babá ou creche. Filho é uma responsabilidade muito grande e eu penso que se é para fazer, que faça direito. Por outro lado, se eu adiar a paternidade para a realização desses projetos, seria pai velho, o que acho ruim (nada contra quem é) porque as energias vão embora quando você vai ficando mais velho, e eu queria aproveitar a infância do meu filho. Não sei realmente o que vai acontecer primeiro, mas o que vier, me fará abrir mão de outra coisa.

Mas antes de adotar eu tenho algumas coisas para fazer. Primeiro eu já teria que estar trabalhando há alguns anos, já ter um apartamento e ser independente. Eu já teria que saber como é viver sozinho e como cuidar de mim mesmo para poder cuidar de outra pessoa.

Percebi  que o porquê que quero ter um filho é que eu quero ter uma companhia, alguém a quem passar os meus valores e pensamentos, alguém que poderia passar adiante o que aprendi com meus pais.

Mas voltando ao tema de adoção, essa é uma coisa que eu quero fazer. Nos últimos meses (entre setembro e outubro), eu pesquisei muito na internet sobre isso. Li dicas em sites, li artigos científicos e monografias sobre os temas de adoção e adoção tardia, peguei dicas de quem já adotou e disse como é a fase de adaptação. Foram muitas informações, e acho até que foi precipitado, já que isso não vai acontecer agora. Mas eu realmente estava interessado nessas pesquisas, e então aproveitei o ânimo para pegar o máximo de informações possível.

A adoção que eu faria não seria de um bebê, porque eu não teria como cuidar de um, mas de uma criança com uns 3, 4 ou 5 anos. Não sei ainda a idade mínima que vou querer, porque quanto menor a criança, menos tem como saber sobre sua personalidade, e isso é algo que eu quero saber sobre ela, porque será um fator decisivo pra mim. Eu queria um menino mais parecido comigo, introvertido e organizado. Dessa forma seria mais fácil nos darmos bem quando ele crescesse, e quando ele tivesse algum problema, eu poderia entendê-lo melhor. Claro que isso não deixaria tudo perfeito, ou me afastaria de problemas com ele. Eu tenho consciência disso. Mas eu acharia mais fácil lidar com alguém assim do que com um extrovertido, com quem geralmente não me relaciono bem. Quando ele crescesse, chegaria um momento que eu não conseguiria mais lhe segurar e lhe controlar. Isso parece ser algo que acontece com todos os adolescentes, mas acredito que com um extrovertido seria pior.

Descobrir a personalidade de uma criança pequena não é fácil, porque ela ainda está em formação. Com as crianças grandes seria mais fácil de saber, mas em compensação, elas viriam com uma bagagem ainda maior, e a sua educação seria mais difícil. Ela não mudaria alguns comportamentos e não se adaptaria a tudo da sua nova vida. Por isso a minha preferência é que a criança tenha no máximo 5 anos, para eu possa influenciar na sua criação e construir as suas bases.

Por isso, também andei pesquisando sobre testes de personalidade para crianças na internet. Achei alguns, mas não sei se teriam resultados em crianças tão pequenas. Achei outros testes, mas que só podem ser usados por psicólogos.

Falando em psicólogos, uma coisa é certa: antes de adotar uma criança vou me consultar com um para aprender a lidar com crianças. Sou sério e não sei falar com uma criança. Não gosto dessa característica minha (principalmente quando me lembro que o livro O Pequeno Príncipe faz essa crítica sobre os adultos), por isso vou procurar ajuda. Não quero ter uma relação fria e distante com o meu filho. Tenho esses defeitos, mas não quero continuar assim. Quero melhorar. Quero ser um amigo e companheiro para ele. Quero ser o seu exemplo de pessoa.

Pesquisei casos de pais adotivos solteiros e a situação não é nada fácil, e é nessas horas que uma esposa faria falta. E eu não quero ter um filho para lhe deixar com a vó ou com a babá. Se for assim é melhor nem adotar. Quero ter um filho para passar o dia com ele, para criá-lo de verdade (e não só sustentá-lo). Quero ver o seu crescimento. Por isso, o ideal seria que nessa época eu já tivesse o meu negócio próprio, porque aí teria o horário mais flexível. Mas não sei se isso vai ser possível. Provavelmente não.

Outra solução seria eu conseguir ser transferido para um setor da prefeitura onde eu trabalhe meio expediente. Largaria às 1h da tarde, mas o que a criança faria das 11h30, hora que largaria da escola, até a hora que eu largasse do trabalho? Esse é um problema que ainda não achei a solução.

Uma possibilidade que seria muito boa para mim, mas que é totalmente improvável de acontecer, é um home office. Infelizmente o governo não investe nisso.

Mas para tudo se dá um jeito não é mesmo? Com certeza daqui pra lá eu vou conseguir dar um.

Atualizado em 10/04/2016.
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