Existem outros métodos educacionais, mas ainda inacessíveis para a população

Um dia desses eu li um texto no LinkedIn que criticava o nosso sistema de ensino e sempre se referia a ele como o “sistema tradicional”. Depois que acabei de ler o texto fiquei curioso para saber se existem outros sistemas e métodos de ensino, e por isso fui pesquisar sobre eles. E sim, existem outros métodos. Não vou entrar em detalhes sobre eles, mas se você quiser saber mais pode ler nesses links:

O que mais me chamou atenção nesses métodos foi o Método Construtivista, que dá destaque ao aluno e seu aprendizado, e não ao professor que só fica falando o tempo todo. É algo mais dinâmico e prático, sempre com outras formas de aprender o assunto e prezando pela aplicação prática deles. Eu achei isso super legal porque esse sistema tradicional está ultrapassado, e é muito chato. Eu sempre fui esforçado na escola, mas não vou lhe dizer que eu gostava de ir. Eu não ia com prazer (será que alguém vai?). Com essa forma de ensino é até um estímulo para o aluno se interessar mais nos estudos. Na teoria, esse método ajuda a criar futuros cidadãos pensantes e críticos, que não aceitam tudo o que dizem como verdade, ele estimula a pesquisa e a curiosidade.

Aqui em Recife eu só achei uma escola que usa esse método do infantil ao Ensino Médio. Achei uma outra em outro bairro da minha cidade, mas que vai só até o 5º ano (4ª série). Para mim não adianta estudar nesse método só o primário e depois ir para o tradicional o resto da vida. E o Ensino Médio é o pior que tem por causa de matérias como Química e Física, que a maioria dos alunos tem dificuldade. É nesse momento que o método deve ser aplicado, e não só quando é criança.

Essa escola que achei, fica num bairro nobre do Recife e vi por uma foto que ela é bem grande. Não achei informações sobre a mensalidade, mas deve ser bem cara (e motivos para isso não falta: é uma escola grande, está num bairro nobre e usa um método diferente). Essa escola usa, na verdade, uma variante do Construtivismo, que é chamada de Sociointeracionista, que preza por atividades em grupos e interação entre os alunos.

Depois vi um vídeo que mostra uma sala de aula de uma escola construtivista (que não é essa de Recife), e mostra algumas crianças com o que parecia ser algum tipo de jogo de tabuleiro. Elas estavam todas interagindo. Numa outra sala, já com alunos maiores, que pareciam estar no 8º ano (7ª série), a sala tinha duas mesas grandes com todos os alunos sentados nelas, um do lado do outro. Não sei se a escola de Recife é assim, mas gostei dessa ideia. Cada um ter sua cadeira numa sala com fileiras estimula o individualismo, enquanto todo mundo junto numa mesa estimula a interação em grupo.

Depois descobri um outro método interessante, que é o  “O Líder em Mim”, que foi feito por Sean Covey, filho de Stephen Covey, autor do ótimo Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, e é aplicado até o 9º ano (8ª série). Já li outros livros que dão dicas e falam de hábitos para ser uma pessoa melhor e obter sucesso na vida profissional e pessoal, mas para mim, nenhum deles bate esse. Primeiro, porque ele fala de “apenas” 7 hábitos, enquanto em outros livros por aí você perde a conta de tantos hábitos e dicas que dão. Assim, com menos hábitos você tem mais facilidade de lembrar de todos. E todos eles são de aplicações práticas, e no livro são dados muitos exemplos. É um livro que eu gosto muito. E ensinar esses hábitos para as crianças, logo de pequenas, é ótimo. Se depois de crescerem elas continuarem a usar os hábitos no dia a dia, todas – em tese – serão pessoas melhores no futuro.

Por ser baseado num best seller, ele é um método bem usado pelo mundo, se comparado a outros métodos mais antigos e igualmente conhecidos por quem faz esse tipo de pesquisa, mas que não vemos muitas escolas aplicando. Numa entrevista de Sean Covey ao Terra, é falado que no Brasil já existem 250 escolas usando o método (em setembro de 2015).

Saber que existem pessoas trabalhando em criar e empregar métodos diferentes de educação é animador, porque a educação é a base de tudo. Se mudarmos a educação para melhor, poderemos formar pessoas melhores. O grande problema é o acesso a esses métodos. São poucas as escolas que usam, e é difícil achar uma perto de casa. Provavelmente as escolas que as usam devem ser caríssimas, como o Colégio Motivo que aplica o método “O Líder em Mim”, mas que tem uma mensalidade de R$ 850,00 à R$ 933,00 para o ensino infantil, e de R$ 1309,00 para o Ensino Médio (em 2015). Seria bom se existissem escolas que usassem esses métodos diferentes e que fossem mais baratas e acessíveis para a população sem tantas condições, e seria ótimo se o governo dos estados e/ou dos municípios investissem em escolas públicas desse tipo para o acesso geral da população que não tem condições de pagar uma escola particular, mesmo que fossem poucas escolas para fazer um teste com elas.

Adoraria que o meu filho do futuro tivesse a oportunidade de estudar numa escola que usasse um método diferenciado, mas com esses preços não dá. Provavelmente não terei condições.

E mesmo se tivesse condições para pagar a escola com folga, ainda ficaria em dúvida se colocaria ou não, por causa do medo do filho ficar metido. Mas isso é tema para outro post.

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Existem outros métodos educacionais, mas ainda inacessíveis para a população

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