Impeachment de Dilma: puro jogo político

O impeachment de Dilma não passa de um jogo político. Quando você para pra ver o motivo de Eduardo Cunha ter autorizado o impeachment de Dilma, é simples: ele também está tendo o seu mandato cassado. Ele estava esperando ver se o processo contra ele iria continuar ou não. A bancada do PT, seu rival, votou para que a cassação do seu mandato continuasse. Como vingança ele aprovou o pedido de impeachment já em cima da hora, porque existe um prazo para aceitar ou recusar um pedido de impeachment feito. Mas antes dele autorizar o impeachment, ele tentou negociar com o PT: disse que se recebesse votos no Conselho de Ética não autorizaria e ainda se manteria publicamente a favor da Dilma. Como o PT não lhe ouviu, ele seguiu em frente. Depois veio postar nas redes sociais que ele ouviu a voz do povo quando autorizou o pedido de impeachment. E ainda tem gente que acredita. Se o PT aceitasse o acordo e desse seus votos a ele no Conselho de Ética, ele estaria recebendo votos imerecidamente (porque um cara que é investigado pela Lava-Jato não parece ser ético), e ainda estaria enganando o povo com uma aliança e amizade que todo mundo sabe que não existe.

Essa é a maior prova de que o impeachment de Dilma é só um jogo político e de interesses. Cada um que defenda o que é melhor para si, e não para o Brasil. Eu não votei em Dilma, mas sei que o impeachment dela não resolveria os problemas que o nosso país vem enfrentando (de corrupção e crise financeira), muito pelo contrário, poderia até piorar, porque quando o cenário político é incerto, os investimentos caem e o dólar sobe. É isso o que vem acontecendo nos últimos meses, e é isso que poderá acontecer em maior intensidade se Dilma sair do poder.

Esse caso também nos mostra que não é só no impeachment de Dilma que existe jogo político, e sim na política como um todo. Elegemos vereadores, deputados e senadores para nos representarem de acordo com nossos ideais, crenças e ideias (pelo menos é assim que o população deveria votar), mas quando eles chegam lá, só querem saber de dinheiro e poder. Se esquecem do povo que os elegeu e do país a quem trabalham. Só olham o próprio umbigo. Se é bom para eles, fazem, mesmo que seja ruim para o Brasil. Se é ruim para eles, não fazem, mesmo que seja bom para o Brasil.

E essa é a realidade do país em que vivemos, onde a corrupção não é só a roubalheira de dinheiro, e sim aquela que começa com os interesses e ideais dos políticos, que sobressaem o interesse da população e da administração do país. A corrupção também começa a partir da própria população, em atos simples dia a dia, como furar a fila do ônibus, e quando votam em políticos por dinheiro, emprego, ou favores. Acho que os nossos políticos só se tornarão menos corruptos se o povo brasileiro mudar sua cultura ao longo dos anos e também deixar de ser corrupto no dia a dia. Mas como não se muda cultura de um país em pouco tempo, então podemos esperar que a situação continuará a mesma durante muito tempo.

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