Um projeto de escola

Eu vejo que tem gente que tem tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, e mesmo assim não faz nada de bom para o mundo. Se eu tivesse a oportunidade de ter esse dinheiro todo saberia o que fazer. Depois que descobri que existem outras formas de ensino, eu fiquei interessado no assunto. Convenhamos que a escola é um lugar chato. Os alunos não gostam de estudar aquelas matérias, e estão lá porque é obrigatório. As matérias são difíceis, e nem todos os professores são bons. Mas, e se existisse uma forma de ensino que fosse mais dinâmica e prática? E se nessa forma de ensino os alunos não tivessem que ficar passivos só ouvindo o professor falar, e fizessem parte da construção da aprendizagem? E se a escola também preparasse os alunos como pessoas que vivem no mundo, que um dia precisarão enfrentá-lo sozinhos? Se ela ensinasse aos alunos valores básicos que lhes ajudariam a serem pessoas melhores e que soubessem interagir melhor entre si? E se esse ensinamento de valores diminuísse o bullying?

Parece utópico, mas é possível, porque existem métodos de ensino dessa forma. Não tem como garantir que esses métodos são 100%, porque eles sempre têm defeitos e pontos negativos, e poderão não funcionar com todos os alunos. Mas é preciso tentar, é preciso mudar, porque esse modelo de escola atual está ultrapassado.

Eu gostaria de montar uma escola assim. O problema é que isso me exigiria muito dinheiro. Além do dinheiro do terreno, ou casas, e depois da construção da escola, eu ainda teria que ter muito dinheiro sobrando para contratar todos os professores de uma vez só antes das aulas começarem, e ainda trazer treinamento para eles aprenderem os métodos (e treinamento é caro). Eu ainda queria que todas as turmas tivessem 20 alunos, para que fosse mais fácil de controlar os alunos e para que o professor pudesse acompanhar de perto o desenvolvimento deles. E mais: desses 20 alunos, 10 seriam pagos, e os outros 10 seriam bolsistas. Seria assim porque não faz sentido eu querer ajudar a mudar a educação e querer dar a minha contribuição para a sociedade através de uma escola com um sistema de educação diferente, se só quem terá acesso a ela são pessoas que podem pagar caro. Eu quero que todos tenham acesso, e por isso essas vagas para bolsistas seriam ofertadas às famílias de baixa renda, que gostariam de dar uma educação melhor aos seus filhos, mas não têm condições. Com esses 10 alunos bolsistas por turma, eu não só estaria deixando de receber, como também aumentaria os gastos, porque a escola teria que pagar o seu material escolar. E eu queria que tivesse todas as séries, do maternal ao 3º ano do Ensino Médio, nem que fosse apenas uma turma por série.

Então, como dá para ver, esse é um projeto muito grandioso. A escola pode não ser muito grande, mas exigirá um investimento inicial e mensal muito grande. Inicialmente tive essa ideia para que fosse uma ONG, onde todas as vagas seriam gratuitas, mas então pensei que não teria como sustentá-la sozinho (já levando em consideração que eu fosse uma pessoa com muito dinheiro), e correr atrás de doações não é fácil. Por isso defini que pelo menos 50% das vagas fossem pagas, para que ajudasse no custo da escola.

Para que eu tivesse tanto dinheiro para iniciar algo assim, acredito que teria que ser empresário antes, ter algumas empresas antes, para que eu tenha vários locais de onde ganhar capital.

Essa escola também serviria para a evangelização, pois dessa forma eu também daria a minha contribuição para o Reino de Deus, cumprindo o “ide” de Jesus. Seria uma escola evangélica e isso estaria no seu nome para evitar maiores problemas com os pais, alunos e professores. A matéria de Religião, além do objetivo da evangelização, também contribuiria na formação de valores que eu citei acima (porque se você segue os conselhos bíblicos você se torna uma pessoa melhor).

Outro método usado para a construção de valores, seria a da Escola da Inteligência, de Augusto Cury (ou outro programa parecido que eu venha a achar daqui para lá e que ache melhor), que ensina aos alunos de todas as séries a como se tornar pessoas melhores, baseada na teoria que ele escreveu. No texto que escrevi falando dos outros métodos de ensino, eu também falei do O Líder em Mim, baseado no livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. O livro é ótimo, por isso eu estava pendendo para esse método mais do que para o de Augusto Cury, e por mais um motivo: ele consegue integrar os hábitos em todas as matérias, enquanto a Escola da Inteligência só acrescenta uma matéria para que seja falado sobre isso. Mas depois de uma pesquisa mais aprofundada, descobri que existem muitos pontos negativos nesse método de O Líder em Mim. Dentre as reclamações dos pais e professores mais recorrentes, é que as crianças não aprendem os hábitos propriamente dizendo, elas decoram e repetem aquilo sempre como se fossem robôs. Os professores trabalham muito mais porque têm que organizar eventos para divulgar o projeto O Líder em Mim para outras escolas (o que quer dizer que sua escola termina sendo usada de palanque para fazer marketing do método gratuitamente para a empresa dona dos direitos), e nesse evento, as crianças parecem confiantes no que dizem, mas na verdade, tudo aquilo foi só muito ensaio e decoreba mesmo. Elas apenas aparentam ser aquilo que o programa promete, mas não se tornam de fato. Outra reclamação é que as aulas comuns muitas vezes tinham que ser ignoradas para que fosse dado o conteúdo do O Líder em Mim, e para que fosse feita a preparação para o grande evento, que é anual. Isso foi um pouco decepcionante para mim, porque o livro é ótimo. Como vi muitos professores dizendo, o problema não é os 7 hábitos, e sim o método que é usado para o ensino deles na escola. Então não adianta usar um método que não mude nada na vida dos alunos na prática, por isso por enquanto a minha escolha continua sendo a da Escola da Inteligência.

O método de ensino propriamente dizendo que usaria seria o Construtivismo, que como disse no início desse artigo, faz o aluno deixar de ser passivo na sala de aula.

Eu gostaria de ajudar as pessoas de alguma forma, de dar a minha contribuição. Eu poderia não mudar o mundo, mas poderia ajudar a mudar a realidade de um bairro ou de algumas famílias. Essa seria a minha contribuição para a sociedade e para as pessoas, porque se eu tivesse condições de fazer, por que não? Pelo menos não estaria gastando todo o dinheiro que tivesse só no meu bem estar, sabendo que existem pessoas precisando, e sabendo que eu poderia fazer algo para ajudar. Estou escrevendo esse texto, porque se um dia esse projeto se tornar realidade, eu o lerei de novo, e me lembrarei que essas palavras foram escritas na época que eu era apenas um jovem sonhador.

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