Medos de coisas que podem virar realidade

Confesso, eu tenho medo de agulha. Não gosto de levar injeção e nem de tirar sangue. Dizem que é só uma picadinha, mas o que eu sinto é dor. Fico mal quando tenho que fazer uma dessas duas coisas. Esses dias fui no laboratório levar meu mijo minha urina para um exame, e só de entrar lá e sentir aquele cheio de vacina, seringa e álcool já me senti mal. No outro dia, quando fui pegar o resultado, tive que aguardar, e a pessoa que chamava para entregar o resultado, era a mesma que chamava para fazer exame de sangue (e na mesma sala). Eu fiquei um pouco nervoso com isso. Mesmo sabendo que eu não estava ali para fazer exame de sangue, parecia que estava, porque tinha todos os elementos: o laboratório, aquele cheiro característico no ar, a chamada naquela sala e a espera. Quando finalmente peguei o meu exame, fui embora e me senti aliviado.

Se tenho medo de agulha, também não gostaria de nunca ter que fazer uma cirurgia na minha vida. A minha mãe disse “cuidado não!”, e disse que as coisas que a gente mais tem medo é o que termina acontecendo. Ela deu o exemplo da minha avó, sua mãe, dizendo que o maior medo que ela tinha era de câncer. Ela nem sequer dizia essa palavra e sempre se referia a ela como “aquela doença incuravi” (antigamente a crença popular dizia que quem dissesse a palavra “câncer” poderia contrair a doença). O que aconteceu é que ela terminou tendo câncer e morrendo disso.

Eu acho que às vezes acontecem sim essas coincidências nas nossas vidas, de o que temos mais medo na vida se concretizar, mas acredito que não deve ser sempre. De qualquer forma, eu disse a minha mãe: “então vou passar a ter medo de ter que ir trabalhar. Quem sabe assim eu não consigo um emprego?”.

Medos de coisas que podem virar realidade

Nos dois ou três primeiros meses parece um gato sendo estuprado, sem sacanagem.

[Sobre o som que sai de um violino de quem está começando].

– Ken Himura

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Essa citação é engraçada e sincera, mas me parece verdadeira. Achei ela num fórum, enquanto pesquisava sobre instrumentos musicais. Fiz questão de postar aqui para registro. Vou me lembrar disso, e se um dia eu aprender a tocar violino digo aqui se é assim mesmo, como disse Ken Himura kkk 😆

Citação

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Uma das coisas que gosto de fazer na internet de vez em quando é ler sobre os costumes e cultura de diversos países. Dá para descobrir essas informações numa simples pesquisa Google (se você pesquisar por um item específico, como “educação”, “festas” ou “Natal”, por exemplo), em canais do YouTube e em blogs específicos de brasileiros que moram nesses países e falam como é lá. Depois de ler sobre alguns países pude concluir que os países desenvolvidos têm algumas características culturais e de comportamento em comum. Não são características ou traços que definem um país, e sim pequenos detalhes que não influenciam em muita coisa, mas que estão presente em todos eles, e que não pude deixar de perceber. Então pelo que eu percebei, nos países desenvolvidos:

  • As pessoas são mais fechadas e reservadas, mais difíceis de fazer amizade. Provavelmente você não encontrará pessoas falando com estranhos numa fila ou na parada do ônibus, por exemplo, enquanto no Brasil isso é comum.
  • As temperaturas desses países são mais frias, principalmente no inverno. Isso me fez pensar: será que existe uma relação entre países com temperaturas frias terem habitantes também mais frios, fechados e reservados? Enquanto eu percebi esse padrão nos países desenvolvidos, também percebi que nos países onde as temperaturas são mais quentes, as pessoas costumam ser mais sorridentes, alegres e supostamente mais sociáveis, mas em geral esses países são subdesenvolvidos (não cheguei a ler sobre esses países, geralmente leio só sobre os desenvolvidos mesmo). Não achei nada que pudesse comprovar isso, mas seria interessante se alguém pudesse fazer um estudo científico disso para ver se existe mesmo essa relação, ou é apenas uma enorme coincidência.
  • As pessoas são mais educadas uns com os outros e respeitam mais as leis e a organização do sistema.
  • As pessoas são sempre pontuais.
  • Se usa mais as escolas e hospitais públicos, de uma maneira geral (sejam eles gratuitos ou pagos).
  • As pessoas são mais honestas, e por isso a confiança entre elas é maior.
  • Existe uma alta porcentagem de pessoas que se consideram sem religião ou ateus. Parece que quanto maior a qualidade de vida de um país, independente do custo de vida, maior o distanciamento da sua população das religiões. É como se já que as pessoas têm tudo, não sentem necessidade de pertencer a nenhuma religião. Mas talvez elas sejam infelizes internamente, como no caso da Nova Zelândia, que apesar de ser um país de primeiro mundo, com alta qualidade de vida, ótima educação e segurança, tem grandes índices de suicídio entre os jovens. O fato das pessoas desses países serem mais fechadas deve contribuir ainda mais para a depressão. Isso mostra o quão importante é Deus e o evangelho na vida de uma pessoa, e não só a qualidade de vida material. É como diz na Bíblia:

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

– Mateus 4:4 (ARC)

Bem, e são essas as características em comum que eu percebi entre os países desenvolvidos. É claro que dizer que os países desenvolvidos são iguais só por causa dessas características que eles têm em comum é um erro, mas também acho elas vão além de uma mera coincidência. Pelo que percebi esses atributos têm mais a ver em como o grau de desenvolvimento de um país e a sua localização no mundo influenciam no comportamento das pessoas. Alguns deles são mais consequências por um país ser de primeiro mundo do que as causas.

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Programas de auditório da TV aberta estão em decadência

Hoje em dia a TV aberta é uma lástima em relação à programas de auditório e programas infantis (os que sobraram). Em relação aos programas de auditório, eles estão numa defasagem tão grande, que não me acho exagerado ao pensar que esse gênero está em decadência na TV aberta.

O que se vê nos últimos anos é um comodismo dos produtores, diretores e apresentadores em produzir novos conteúdos, e coisas que realmente entretam.

O caso de Eliana

Lembro que na época que Eliana fazia o Tudo é Possível eu assistia todos os domingos, porque o programa era muito bom. Depois que ela mudou para o SBT, passou por uma fase ruim, da qual o programa era muito feminino, na época que era dirigido por Leonor Correa. Depois que Ariel assumiu a direção, o programa ganhou novos ares. Voltou a ser um programa para a família, tinha novos quadros com constância e o revezamento entre eles era muito bom. Mas com um tempo as novidades pararam, o programa passou a ter quadros muito repetitivos, que eram os mesmos de sempre, que outrora eram as novidades e eram divertidos de assistir. Agora os programas chegavam a ter 3 quadros por programa, que tem 4 horas de duração. Isso não só deixou o programa repetitivo quanto também cansativo. Cito Eliana aqui, porque eu era fã dela desde criança, e lhe acompanhei até esse momento ao qual me refiro. Depois disso enjoei do programa e deixei de assistir, até hoje. De lá para cá a quantidade de vezes que parei para ver Eliana foram pouquíssimas, e geralmente por causa de algum quadro ou externa específica. Quando o programa Eliana ganha algum quadro novo, ele é de assistencialismo, para tentar pegar o público da Record.

Mas isso não é exclusividade de Eliana. O Domingo Legal, que eu já falei aqui há anos atrás, também está acabado, o Programa Raul Gil é a mesmice de sempre independente da emissora em que se encontra, e o Programa Silvio Santos, que já foi um ótimo e divertido programa para assistir em família, agora é uma vergonha alheia.

O caso de Silvio Santos

Aliás, falando em Silvio Santos, que é tão endeusado por fãs e outros artistas, devo dizer que ele está mesmo é perdendo a cabeça. Já faz anos que não acompanho o seu programa, porque ele passou a fazer piadas cada vez mais picantes e de teor sexual e piadas que ofendem a religião das pessoas. O Jogo dos Pontinhos, que era ótimo no começo, passou a ser um quadro de safadezas, só com piadas de duplo sentido, muitas vezes ditas abertamente, sem nenhum pudor. Aquilo é uma pornografia. Silvio, que viu que suas piadas estavam fazendo as pessoas rirem e viu que estavam sendo toleradas, foi abaixando o nível cada vez mais. Acha que só porque é idoso, é dono de uma emissora e chefe de vários funcionários, que pode falar o que quiser que todos deverão aceitar calados porque ele é o chefe. Com isso eu já vi ele ofendendo mulheres gordas (uma modelo plus size) e negras (ele falou mal do cabelo da atriz que faz Pata, de Chiquititas), e isso no palco do Teleton, que deveria ser o maior lugar de respeito às diferenças! Fora as “piadas” que ele sempre faz no seu programa, que ofende diversas pessoas, estejam elas no palco ou em casa. Mas ninguém está nem aí só porque ele é Silvio Santos, como se isso por si só pudesse lhe trazer alguma imunidade.

Recentemente veio a tona a polêmica envolvendo a participação de Maisa e Dudu Camargo no Programa Silvio Santos, que rendeu a semana inteira (e ainda rende). Enquanto as pessoas se dividiam entre achar Maisa grossa ou dizer que ela reagiu bem, e outras em rechaçar Dudu Camargo, não vi ninguém falar mal de Silvio Santos, que foi quem começou aquela “brincadeira”. Desde o momento que Silvio falou que levou os dois ali por estarem solteiros, já deu para ver que Maisa não gostou e a partir daí ficou visivelmente desconfortável e constrangida. Ela ainda tentou sorrir e parecer natural em alguns momentos, tentando manter a calma, mas a situação estava ruim e Silvio não deixava de forçar a barra. Depois o próprio Dudu resolveu entrar na “brincadeira”, o que só fez pesar ainda mais o clima. Eles não conhecem o que é limite.

Não estou defendo Dudu, só para deixar claro. Ele é muito inconveniente e fala merda o tempo todo e em todo o lugar. Mas como eu disse, ninguém falou mal de Silvio. Sabe o que é que aconteceu agora? Silvio chamou os dois de novo para gravar juntos, e dessa vez Maisa não aguentou e deixou o palco. Silvio Santos só quer mídia. Ele, assim como Dudu Camargo, é do tipo: “falem bem ou mal, mas falem de mim”. O problema é que eles estão envolvendo outra pessoa nesse seu joguinho de procura pela fama rápida. O negócio foi forte ao ponto de cortarem essa parte do programa, que não será exibido. Se fosse ao ar, com certeza Dudu Camargo seria mais uma vez amplamente criticado e pisado (mas ele gosta mesmo assim, porque ganha mais mídia), porque provavelmente deveria ter se comportado mal de novo, mas ninguém se ligaria que se Silvio não tivesse chamado eles dois de novo, eles não precisariam passar por isso novamente. Mas Silvio, que não quer saber de nada, a não ser fazer e falar o que quer porque é o dono e o chefe, vai lá manda chamar os dois e pronto. Isso é sensacionalismo, é desrespeito às pessoas, é imoral. É um nojo. Mas os endeusadores de Silvio custam a admitir isso. Descontam toda a sua raiva em Dudu Camargo, que sim, merece tal tratamento, mas se esquecem que o pivô de tudo é Silvio Santos, que está num nível cada vez mais baixo.

O caso dos programas da Record

Os programas de auditório da Record não são melhores que os do SBT. Na Record todos os programas seguem a receita básica do sensacionalismo e do choro. E o pior é que dá audiência, e é por isso que eles continuam fazendo. É incrível como além de esticar uma reportagem de assistencialismo ao máximo, eles sempre têm que colocar uma trilha sonora de fundo que induza o telespectador ao choro, sempre deixam os finais de frases e finais de cenas em preto e branco e em câmera lenta, principalmente quando a pessoa está chorando, para passar a emoção ao telespectador. Tudo bem que ali exstem pessoas que estão sendo ajudadas, mas a forma que eles fazem isso é realmente deprimente, mostrando o seu desespero pela audiência. Parece que eles não ajudam porque querem ou porque gostam, e sim porque aquilo dá audiência, e por isso fazem aquela edição porca, que faz uma simples reportagem durar uma hora ou mais, e então seguram a audiência dessa forma. Em outras palavras, eles ganham em cima da desgraça alheia. Isso é muito baixo. No dia que esse tipo de pauta deixar de dar audiência, quero ver um artista ou emissora de televisão continuar ajudando essas pessoas que precisam. Pior é que o SBT também vem colocado emoção e assistencialismo nos seus programas, numa tentativa frustrada de pegar público da Record. O SBT não faz uma edição tão sensacionalista quanto a da Record, mas também estica ao máximo um quadro desse tipo.

Os programas da Globo

Não acompanho os programas de auditório da Globo, de um modo geral. Não gosto de Faustão e nem de Amor e Sexo. Assisto e gosto do Encontro, mas não sei se posso considerá-lo um programa na categoria “programa de auditório”. Nas últimas semanas dei uma olhada no Caldeirão do Huck. Faz tempo, muito tempo, que eu queria tirar um sábado para ver esse programa, mas nunca tinha coragem, porque programas de auditório em si já me desestimulam (prefiro programas mais curtos, de no máximo 1 hora, e preferencialmente de formato fechado). Voltando ao Caldeirão do Huck, assisti algumas semanas do programa, vi diferentes quadros e gostei do que vi. É um programa muito decente, e tem só 2h30min de duração. Lá tem assistencialismo, mas não tem sensacionalismo. A reportagem mostra apenas o que tem que mostrar. Nada de chororô ou de edição que fique contemplando isso. É um programa em que pessoas são ajudadas, mas as vemos felizes. É um programa em que seus quadros de assistencialismo fazem o que têm que fazer e ponto. Esse é um ótimo exemplo de programa, onde é mostrado que dá para fazer assistencialismo sem forçar a barra. E Luciano Huck, que vejo muita gente dizendo ser um apresentador ruim, acho um bom apresentador, tanto no palco quanto nas externas. O programa dele sempre tem reportagens legais e ele não é aquele tipo de apresentador metido que quase nunca sai para a rua, mesmo estando na Globo, que em teoria, é a emissora menos populista de todas. Tudo isso me fez gostar do Caldeirão e de Luciano Huck. Ele e sua equipe fazem um programa de qualidade. E está aí, mais uma vez, um ótimo exemplo de que é possível fazer um programa de auditório curto e de qualidade, já que os fãs do SBT teimam em dizer que o motivo do fracasso do Domingo Legal é a sua duração pequena (eles se esquecem que o Domingo Legal já era 3º lugar desde a estreia do Domingo Show, da Record). Na Globo nenhum programa, seja ele de qual tipo for, tem mais de 3 horas, e todos são bem feitos, seja tecnicamente ou em relação a conteúdos (ou as duas coisas). Então sim, é possível.

Mesmo assim, o Caldeirão do Huck é apenas um programa que considero bom dentre tantas emissoras e tantas programações. Outro programa que eu poderia dizer que se salva é o Programa da Sabrina, mais por causa das externas do que dos quadros feitos no palco, e mesmo ela não sendo lá essa coisa toda como apresentadora. Agora são dois, mas é só (e mesmo assim eu não os acompanho).

Há décadas atrás, os programas de auditório eram mais comuns. Tinham mais conteúdos, maiores duração, mais variedades. Com o passar do tempo tudo isso foi diminuindo e se acabando. Os atuais programas que continuam no ar estão por insistência das emissoras, porque nos dias de hoje, não conheço mais ninguém que se sente no sofá para assistir um programa de auditório inteiro. Programas de 4h atualmente são considerados grandes demais, numa época em que tudo é cada vez mais veloz e prático, e ninguém tem mais paciência para assistir grandes programas. É por isso que vemos a Band, SBT e Record apostando cada vez mais em realities, porque são formatos fechados, programas sobre uma coisa só, com duração mais curta, e que dá para chamar atenção de um público específico para assistir. Mas os programas de auditório continuam, por insistência das emissoras, como eu disse, seja por motivo de conseguirem a audiência desejada por pior que o conteúdo seja, seja pelo faturamento ou pela falta de coisas melhores para colocar no lugar (ou as três coisas juntas). Mas não sei até quando isso vai durar. Olhando o histórico dos programas de auditório das últimas décadas até hoje vemos a sua decadência. Hoje a decadência não é só da quantidade dos programas e da sua duração no ar, mas também a decadência moral dos conteúdos, que é de passar vergonha ou tédio.

Programas de auditório da TV aberta estão em decadência

Sobre a entrevista de Joesley Batista à Época

E basicamente é isso o que eu acho sobre a entrevista de Joesley à Época. Ele falou tanto em Temer, Cunha e sua turma, a ponto de chamar Temer de chefe da maior quadrilha (e Lula, onde fica nessa história?), que desconfio que esse foco dele em Temer & Cia deve ter sido motivado por algo pessoal que lhe atingiu, e então ele resolveu se vingar dessa forma.

O cara era propina pra lá, propina pra cá, e agora vem dizer que é porque “aquela gente é perigosa” e ele não podia ficar distante, mas também não tão próximo. Vê se isso tem cabimento? Dando uma desculpa esfarrapada para justificar as propinas. E ele, rico do jeito que é e cheio de interesse em coisas do governo que lhe beneficiasse, vai dizer que só negociou a vida toda com Temer e o pessoal do PMDB? Duvido. Ele deve ter negociado com Dilma também, e até Lula. Ele sabe muito mais que isso que disse na entrevista, mas resolveu revelar só o que lhe era conveniente.

O que esse corrupto merecia era estar preso. Não entendi esse acordo que ele fez com a justiça que lhe permitiu ficar solto e ainda ir para outro país. Foi praticamente o mesmo que buscar asilo político em outro país.

Só deixando claro que não estou defendendo Temer. Como disse no tweet, não duvido de que o que Joesley disse seja verdade. Só acho estranho esse foco todo em Temer e na sua turma do PMDB. Esse Joesley não é nenhum satinho para sair falando de todo mundo e tentando se livrar da culpa, enquanto está aí solto e em outro país.

Sobre a entrevista de Joesley Batista à Época

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Eu não gosto desses programas policiais e de sangue, como o Brasil Urgente, de Datena, o Cidade Alerta, de Marcelo Rezende, e outros parecidos. Eles só trazem notícia ruim. É morte, sequestro, assalto, estupro, abusos, tráfico… é só sangue, sangue, sangue e polícia, polícia, polícia. É muito sensacionalismo. Sabemos que o Brasil não é essas mil maravilhas, sabemos que aqui não é um exemplo de local seguro e desejamos que o governo tivesse um cuidado maior com essa área, mas quando você assiste a um programa desse tipo a sua ideia sobre o Brasil, o estado ou cidade onde vive fica ainda mais afetada. Você fica revoltado com o que vê, revoltado com a bandidagem e revoltado com o governo. Você fica com raiva de tudo e de todos, fica desgostoso e tem uma imagem negativa de tudo além da conta. Sabemos dos defeitos do Brasil, vivenciamos assaltos, sabemos do perigo que corremos nas ruas, mas mesmo assim você vive a sua vida normal. Agora quando você assiste a esse tipo de programa, a sua visão muda, e para pior. Isso não é saudável.

O negócio é que bandidagem nunca vai parar de existir. A segurança no Brasil pode melhorar o quanto for, mas sempre existirão notícias ruins para encher esses jornais sanguinários. E se você continua assistindo, mesmo que os níveis de segurança e violência melhorem, você ainda irá ver tudo com uma olhar negativo. Esse tipo de notícia sempre existirá, e ele mostra uma realidade, mas que muitas vezes nos faz acreditar que é muito pior do que realmente é. Ficamos alarmados e com medo de sair de casa depois de vermos um programa desses. Se existissem jornais e programas de televisão que só dessem notícias boas, de pessoas que fazem bem aos outros, que trabalham em causas sociais, que se respeitam e se ajudam, e se fosse sempre assim, cheio de conteúdos todos os dias, assim como esses jornais policiais, a nossa tendência seria não só admirar a atitude daquelas pessoas, como também nos sentiríamos mais felizes e leves, seríamos mais otimistas, e o melhor, faríamos aquilo que vimos os outros fazerem.

O que estou querendo dizer é que esses jornais policias, assim como todo o meio de comunicação, influencia as pessoas que assistem (ou leem, no caso das notícias de jornais impressos ou da internet). São programas que não têm bons conteúdos a oferecer, que têm baixa qualidade, que não nos acrescenta informação útil e que não faz aprendermos nada. Eles só estão ali alardeando aos quatro ventos casos de violência que nos fazem ficar apreensivos e revoltosos. Eles só trazem coisas negativas para quem assiste. Eles só fazem as pessoas se tornarem mais negativas.

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Vontade de aprender a tocar violino

De vez em quando toca na igreja a orquestra, que é o conjunto de instrumentos não só limitada aos instrumentos de sopro, mas também acrescida de violinos, violoncelos e outros instrumentos. É difícil eles tocarem lá. Todo domingo toca a banda masculina ou a banda feminina, mas que é formada só de instrumentos de sopro. É bonito, mas quando os outros instrumentos tocam juntos (formando a orquestra) fica diferente, fica mais completo, mais bonito. E sempre que toca assim eu acho tão bonito que fico com vontade de aprender a tocar um instrumento, mais especificamente o violino. Ele tem um som suave, doce e clássico que me chama atenção. Acho que é um instrumento que combina comigo, ao invés do violão, guitarra, baixo ou bateria, que são os instrumentos mais procurados pelas pessoas que querem aprender a tocar algo.

Acho que essa minha vontade de querer tocar violino começou quando, num domingo em que a orquestra estava tocando, um menino recebeu uma oportunidade para tocar sozinho lá na frente. Ele é a única criança da orquestra, e devia ter na época uns 8 anos. Ele tocou muito bem, foi muito bonito. Depois o pastor disse que ele estava aprendendo a tocar violino há apenas 1 ano. Em 1 ano aquele menino já tocava muito bem, mesmo o violino sendo considerado um dos instrumentos mais difíceis de aprender. Isso para mim foi inspirador. Mas deixei passar e depois me esqueci. No domingo retrasado lá estava a orquestra tocando de novo, e toda a beleza do seu som fez aquela vontade voltar a aparecer. Dessa vez tomei coragem e fui procurar informação sobre com quem eu devia falar para aprender a tocar. Uma menina simpática que estava guardando o seu violino me respondeu. Depois procurei por preços de violino na internet e fui lendo várias coisas sobre marcas e acessórios, e descobri muitas coisas sobre violino que eu não sabia antes. Infelizmente, nesse momento eu não tenho dinheiro para comprar um instrumento, mas quando eu estiver trabalhando vou juntar e comprar. Da última vez que eu vi a orquestra tocando eu percebi que essa não era só uma admiração da minha parte, de como eu achava bonita a orquestra, ou só uma vontade passageira de aprender a tocar um instrumento, mas sim algo mais forte. Eu realmente quero aquilo.

Isso para mim é animador porque eu tinha vontade de aprender a tocar um instrumento quando tinha lá os meus 13 anos. Queria entrar na banda do grupo dos adolescentes, mas terminou que não deu certo. Eu queria aprender teclado (na verdade, o que eu sempre quis foi piano, até hoje, mas quem sabe um dia), mas a oportunidade que eu tive foi de aprender violão com um vizinho que ensinava. Meu avô paterno comprou o violão para mim, e eu fiquei animado (por mais que nunca tivesse tido a vontade de aprender violão, eu estava aprendendo a tocar um instrumento, então estava animado). Depois o vizinho terminou se mudando e o violão ficou encostado. Um ano depois eu comecei a estudar para as provas do IFPE e do Senai, aí terminei me ocupando. De lá para cá muita coisa mudou na minha vida, e inclusive eu mudei, e uma dessas coisas que mudaram é que eu perdi o interesse em tocar um instrumento. Simplesmente não tinha mais vontade de aprender nada, só me preocupava com os estudos, e depois em arrumar um emprego, que eu nunca consegui. Na igreja eu sou parado por achar que não ter talento para nada. Então quando essa vontade surgiu a primeira vez, quando eu vi aquele menino tocar, eu ignorei. Mas nessa segunda vez eu tive certeza, e estou animado e feliz por isso. Não só estou com vontade de aprender a tocar um instrumento, como também voltarei a participar de algo da igreja. Mas isso é claro, só quando eu estiver trabalhando (e espero que não demore) para poder comprar o violino e poder ir aprender. Mesmo assim, só o fato de ter vontade de fazer isso já é algo que me deixa animado como eu nunca mais estive, e estou feliz por isso!

Vontade de aprender a tocar violino