A ditadura do politicamente correto (Ou: os gays podem fazer tratamento se quiserem)

Certo, esse é um tema polêmico, muito polêmico, e bem sensível de ser falado nos dias de hoje, onde o politicamente correto domina e você não pode dizer um “a”, que se alguém se sentir ofendido já é motivo para problematizar e criar longas discussões sobre o que é certo e o que não é.

Recentemente saiu a notícia de que um juiz federal deu permissão aos psicólogos para que pudessem tratar os homossexuais que lhe procurassem. É a famosa “cura gay”. Isso, como já era de se esperar, gerou aquela polêmica, e as pessoas logo começaram a dizer: “isso é um absurdo!”, “ser gay não é doença!”, “estamos regredindo!”“estamos de volta aos anos 1800!”, “já estou vendo as caravelas de Pedro Alvares Cabral daqui!”, “daqui a pouco teremos a volta da escravidão!”, etc. Mas o que esses desinformados barulhentos parecem não saber, talvez porque não queiram ver ou talvez porque não queiram saber, porque as matérias que eu li, como essa do link acima está bem claro, é que o juiz não disse que a homossexualidade (ou homossexualismo, dane-se) é uma doença. Em momento nenhum ele disse isso. O que ele disse é que se o homossexual VOLUNTARIAMENTE procurar um psicólogo para tratar disso, ele poderia, e o psicólogo poderia fazer isso sem ter medo de ser descoberto e punido, porque desde 1999 que esse tratamento é proibido no Brasil.

Mas o Conselho Federal de Psicologia (CFP) não gostou da decisão e disse que vai recorrer, porque homossexualidade não é doença, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera assim desde 1990.

É interessante notar que o grupo LGBT luta para ter direitos iguais, se dizem uma minoria e buscam respeito e igualdade. Até aí tudo bem. O problema é que a forma que eles querem que as coisas aconteçam é criando preconceitos com os conservadores e religiosos, querendo leis que beneficiem o seu grupo em detrimento de outros, e que punam até as pessoas que eles achem que estão olhando torto para eles. Eles querem combater o preconceito criando mais preconceito, eles querem combater a intolerância, criando mais intolerância, sendo que do outro lado da moeda. Eles querem ter suas liberdades, mas querem oprimir os que têm opiniões diferentes das deles. Você não pode mais discordar de qualquer coisa considerada “moderna” que logo é taxado de conservador num sentido pejorativo, de preconceituoso ou homofóbico.

Os ativistas gays não aceitam que a homossexualidade é uma doença. Ok, eles tem o direito de pensar assim. O CFP e a OMS também. Mas e quanto aos homossexuais que não acham que ser gay é normal? E quanto aos homossexuais que querem fazer um tratamento? Para o grupo LGBT, para o CFP e a OMS, eles devem ser proibidos não só do tratamento, mas também até de ter essa ideia passando pela sua cabeça. O que esses grupos “modernos” querem é fazer uma ditadura. Uma ditadura de ideais, que só vale as pessoas que pensam como eles. Eles pregam a liberdade, mas desde que seja dentro dos seus moldes. Eles querem que todos deixem de ofendê-los, mas eles podem ofender os outros, se quiserem. Eles querem ter direitos, mas para os que discordarem, os direitos devem ser retirados. Isso é uma ditadura, é a ditadura do politicamente correto.

O negócio é que não vivemos numa ditadura, e sim numa democracia, e com liberdade de opinião. Desde que não se ofenda ninguém, a opinião é válida e deve ser respeitada. Daqui a pouco, graças a essa ditadura do politicamente correto, você não poderá emitir as suas opiniões sem escandalizar alguém a ponto de ser preso. Você não poderá mais ser livre para falar o que quiser, mesmo que não ofenda ninguém, porque a única liberdade que restará serão aquelas que concordarem com os rumos da humanidade.

Exatamente o que eu disse nos tweets acima: democracia. Se alguém for gay e achar que precisa de ajuda, por que impedir? O grupo LGBT, o CFP, a OMS e companhia limitada vão querer obrigar todo mundo a pensar que ser gay é normal? Vão querer obrigar até os próprios gays que acham que precisam de ajuda a pensar assim? Será que eles não têm o direito de procurar ajuda se quiser?

Ninguém tá dizendo que ser gay é uma doença. Ninguém tá dizendo que a decisão da Justiça obrigará os gays a se tratarem, e ninguém tá dizendo que os gays serão internados a força, como loucos. O que a Justiça fez foi garantir as liberdades individuais, foi garantir o direito de escolha, a democracia. SE o gay QUISER poderá procurar ajuda. Não tem porque impedir isso. A escolha é dele. Então porque toda essa briga para obrigar todos a pensarem igual? Porque essa ditadura de pensamentos e ideias, do politicamente correto? O juiz tomou uma decisão sensata, e espero que as próximas instâncias a jugarem esse caso também sejam.

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A ditadura do politicamente correto (Ou: os gays podem fazer tratamento se quiserem)

“É muito bom fazer o que gosta”

Essa frase foi dita pelos pais do namorado da minha irmã em conversa com os meus pais. Eles se referiam ao seu filho, namorado da minha irmã, que está fazendo Teologia, e disseram que ele está gostando muito. O namorado da minha irmã não dava para nada. Era ruim em estudos, já tinha sido reprovado duas vezes na escola em séries diferentes, e sempre tirava notas baixas. Ele não consegue se concentrar em nada, e nada interessava ele. É por isso que ele estava fazendo o 3º ano do Ensino Médio com 19 anos. E para completar, ele reprovou de novo. Aí foi fazer um supletivo. Em compensação, na igreja ele era muito dedicado. Realmente gostava de tudo o que fazia. Lia a Bíblia, lia outros livros bíblicos, tinha bons conhecimentos doutrinários, cantava, pregava, e ainda sabia tocar alguns instrumentos. Quando uma igreja nova abriu em outra cidade, ele foi lá ensinar aos jovens a tocar os instrumentos e ajudar a organizar a banda. Ele sabe lidar com as pessoas, é simpático, puxa assunto com todo mundo (apesar que eu acho que ele fala demais e é extrovertido ao extremo). Ele e seus pais já tinham percebido essa sua vocação para a igreja, mas preferiam que ele fizesse alguma faculdade antes de Teologia, para que no futuro ele não dependesse só da igreja para o seu sustento. Mas não teve jeito, ele não conseguia. Então decidiram que o melhor à fazer era mandá-lo para a faculdade de Teologia, em Goiás. E ele está gostando.

Que bom para ele, porque eu nunca fiz nada que realmente gostasse. Escolhi fazer Administração por causa de um curso de 1 ano que eu tinha feito e tinha gostado. O nome do curso era “Administração Prática”, e realmente o negócio era prático. Os professores não ficavam falando de teorias e teorias que não iríamos precisar. Era tudo concentrado em casos que poderiam acontecer na prática. O curso era dividido em 3 módulos: RH (que por incrível que pareça, eu não dei na faculdade, mas sei que se tivesse dado não seria tão prático assim), Contabilidade (dei na faculdade, mas foi muito básico. Arrisco a dizer que aprendi mais nesse curso do que na faculdade) e Marketing (dei na faculdade, mas foi muito teórico). Eu gostei muito desse curso, então por isso escolhi fazer Administração na faculdade. Era a melhor escolha que eu tinha para fazer, porque não me identificava com nenhuma outra profissão. Eu não era bom em matemática para tentar algo de Exatas, como Engenharia, e também não queria ser professor, para tentar algo de Humanas. Então o que fazer? Administração. E como eu já disse aqui, a faculdade é muito teórica. Vemos muitas coisas que são desnecessárias para a prática. Você estuda, por exemplo, teorias de Estoque, Logística e Administração de Materiais, que eu achei bem chatas, porque sabia que se entrasse numa empresa para trabalhar num estoque ou num almoxarifado, eu iria ser treinado e teria um computador para eu acessar o sistema e conferir tudo. Não precisaria saber daquelas teorias e me lembrar de cada conceito em cada coisa que fosse fazer no trabalho.

E também teve o estágio que eu fiz, que apesar de curto, me deu uma boa visão sobre como funciona uma empresa e como é a rotina administrativa. Hoje posso dizer que com certeza, trabalhar no escritório, com um computador e papéis é o trabalho que mais combina comigo e com a qual eu mais me identifico, mas eu não chego a dizer “eu amo o que eu faço” ou “eu faço o que gosto”. Eu não amo. Eu não gosto GOSTO realmente do que faço. É só o trabalho que mais me identifico. Na verdade acho que o trabalho de auxiliar administrativo é bem operacional e monótono, mas também não é que eu prefira trabalhar em algo mais perigoso ou que me faça ter que resolver problemas diferentes todos os dias. O negócio é que se trabalho fosse bom ele não teria esse nome.

Mas sem querer parecer prepotente, às vezes acho que eu nasci para ser chefe. Não tenho voz ativa dentro de um grupo de trabalho de escola ou faculdade, e é difícil eu conseguir convencer alguém, mas quando eu consigo, e quando as coisas saem do jeito que eu planejei, geralmente o resultado sai muito bom. Pode parecer que estou me gabando, mas conheço e reconheço os meus defeitos, mas também as minhas qualidades. Acho que essa sinceridade é importante para você se conhecer melhor e poder tirar o maior proveito das suas habilidades e poder melhorar nas deficiências. Vou dar um exemplo: na época do Ensino Médio era bem difícil eu conseguir convencer as pessoas sobre as minhas ideias (na faculdade, apesar de todos os problemas, principalmente na fase do TCC, tive a sorte de ter um bom grupo, que eram boas pessoas, e por isso conseguia conversar mais com o grupo e tomar decisões em conjunto). Em trabalhos de escola nada do que eu falava ou sugeria era aproveitado. Teve apenas duas vezes que consegui fazer duas apresentações de Geografia do jeito que eu queria, e elas ficaram tão boas que depois o professor me elogiou. De todas as outras vezes que tinha apresentação de Geografia (e tinham muitas) eu não tinha tomado decisão nenhuma, e o resultado era ruim. Todo mundo lia o papel ou o slide.

Outro exemplo que eu posso dar, também no Ensino Médio, foi quando eu tentei falar algo uma vez na questão da formatura e ninguém quis dar bola. Eu tinha uma colega extrovertida e que falava alto (o tipo que todo mundo sempre ouve e considera suas opiniões, ao contrário de pessoas introvertidas, caladas e que geralmente falam baixo), e eu disse a minha ideia a ela. Então ela falou bem alto e todos não só escutaram, como pareceram considerar o que ela disse, sendo que eu já tinha dito aquilo e ninguém ligou (eu não falei bem alto para todos ouvir, mas falei com os representantes, que eram quem tomavam as decisões).

Outro exemplo que posso destacar é sobre o próprio TCC: eu era meticuloso com os detalhes, porque o professor exigia que esses detalhes fossem colocados, ou então mandava refazer. Acontece que às vezes a preguiça e pressa tomava conta do grupo e elas não queriam colocar. Era preciso eu insistir muito para que escrevêssemos um pouco mais. Quando o professor via, dizia que estava bom, e quase nunca mandava reescrever. Eu vi muitos grupos que perdiam muito tempo e ficavam com raiva do professor porque quando mostravam a ele, ele mandava fazer de novo. Aconteceu isso com a gente também, mas não na mesma quantidade que eu via acontecendo com os outros grupos. E quando eu queria escrever algo que só eu tinha entendido ser daquela forma e todo mundo tinha entendido o contrário, quando perguntávamos ao professor ele confirmava que o jeito que ele queria e tinha falado foi aquele que eu tinha dito e que era a forma que já estava escrito no TCC, novamente por insistência minha.

Isso me faz pensar que sou bom em organizar, planejar, delegar e cobrar resultados. Isso é liderança. Mas na faculdade eu não era líder do grupo, porque ninguém me reconhecia como tal. Era só um membro, como todos. Numa empresa, tendo um cargo de chefia, talvez esse reconhecimento aparecesse e eu pudesse desempenhar essa função melhor do que na época da faculdade.

Mas é claro, ninguém começa por cima. Você tem que começar por baixo, e esse é o certo. Eu mesmo não desejo começar por cima. Quero começar por baixo, conhecer a empresa, as operações, ganhar conhecimento prático e experiência para poder merecer um cargo, até porque se chegasse lá em cima logo de cara não saberia fazer nada e iria ser um desastre. Esse é um motivo por eu ter sonhado tantas vezes por um emprego na McDonald’s ou outras redes de fast food, porque elas dão chance de crescimento. Além de pegarem pessoas sem experiência, você ainda teria um emprego numa grande empresa que aproveita os profissionais. Melhor que trabalhar de auxiliar administrativo numa empresa pequena ou média e morrer naquela mesma função (porque em setor administrativo em empresas pequenas ou médias é difícil crescer, já que muitas vezes o seu chefe já é o próprio dono, como no caso da empresa em que estagiei, que era de médio porte e o dono era o diretor do setor financeiro, onde eu ficava com os outros funcionários). Mas infelizmente eu não consegui emprego nem na McDonald’s e nem em outras empresas de fast food e do comércio, e não foi por falta de tentativas.

Por outro lado, tudo o que eu disse foi uma idealização, algo que eu penso como um sonho que poderia dar certo. Mas a verdade é que sou muito inseguro, e essa é uma característica que um chefe não pode ter. Talvez eu seja inseguro pela minha falta de experiência, ou talvez essa seja uma característica minha que precise ser trabalhada (ou as duas coisas).

Agora só me resta esperar para que o concurso que eu passei finalmente me chame. Estou tentando manter as esperanças, porque o tempo está passando e ainda faltam muitas pessoas para serem chamadas. Esse concurso não é grande coisa, mas agradeço a Deus por essa porta aberta, e que com certeza será um ótimo início, para que quem sabe eu possa melhorar um dia (tendo um negócio próprio, porque onde vou trabalhar não tem plano de cargos e carreiras, infelizmente, então se eu ficar lá, vou me aposentar lá, no mesmo cargo).

Eu só espero que um dia eu consiga ter um negócio próprio bem sucedido, ou pelo menos ter um emprego que eu possa dizer que goste dele (ou as duas coisas, se for possível rs).

“É muito bom fazer o que gosta”

Mas acho que de certa forma todos somos rejeitados, isso até que a gente ache alguém que combine com a gente, alguém que nos desafie a ser o melhor que pudermos, alguém que nos entenda, mesmo quando damos o pior de nós. Foi aí que comecei a perceber como isso era raro.

– Kevin Arnold, em Anos Incríveis (3ª temporada, episódio 5).

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Essa citação foi dita no final do episódio, que falava de uma briga de Kevin com seu melhor amigo Paul (e depois deles fazerem as pazes), Achei profundo e sentimental, porque fala uma verdade. Acho que ela serve tanto para ser aplicada em boas amizades, as verdadeiras, que são raras, como também com um amor, aquele que você irá levar para a vida toda.

Citação

A Escrava Isaura foi uma ótima novela da Record

A Escrava Isaura

Semana passada acabou a reprise de A Escrava Isaura, uma ótima novela. Lembro que assisti a primeira exibição, quando era criança, mas já não lembrava mais de nada, a não ser algumas poucas cenas. Apenas lembrava que tinha sido uma ótima novela, e que todo mundo aqui em casa tinha gostado. Então, quando a Record anunciou que iria reprisá-la a partir de janeiro desse ano resolvi assistir, e como eu não lembrava de nada, foi praticamente como estar assistindo pela primeira vez.

A Escrava Isaura é um exemplo para a própria Record de como fazer uma novela de qualidade. Ela tem bons cenários internos e externos, ótimos atores e um ótimo figurino. Aliás, as roupas são belíssimas e variadas, principalmente as das mulheres. Você não vê (ou não percebe) as mulheres repetindo os vestidos. Essa é uma área que a Record peca em suas novelas de hoje em dia, investindo muito na construção de cenários e cidade cenográfica, e deixando os personagens com apenas uma ou duas roupas no corpo, quase como um uniforme (como em O Rico e Lázaro, novela exibida atualmente).

Logo de início, nos primeiros capítulos, você tem que se acostumar com a qualidade de imagem e de som. Mesmo assistindo no sinal digital você percebe que de longe as imagens daquela época (em 2004, ano da novela) não eram tão boas quanto as de hoje. Isso parece ser uma coisa óbvia de se dizer, mas estamos tão acostumados com a imagem e as tecnologias de hoje, que só percebemos isso quando vemos alguma coisa mais antiga. Quando a câmera filma as árvores de longe não conseguimos ver as folhas, coisa comum na tecnologia Full HD de hoje. Claro que esse foi só um exemplo, mas mostra a qualidade de imagem da época. E quanto à qualidade do som, ela também é diferente, e você percebe isso nos primeiros capítulos. Mas depois que você se acostuma (bem rapidamente) nem nota mais essas diferenças que datam a novela.

Outra coisa que você percebe é o texto bem elaborado da novela, que parece poesia, às vezes numa linguagem dramática (como a cena em que Tomásia é jogada para fora da igreja e ela jura se vingar de todos, por exemplo). Mas o texto também tem um problema: ele é muito repetitivo. É comum existirem duas cenas dos personagens falando sobre o mesmo assunto, muitas vezes com as mesmas respostas, só mudando algumas palavras e a posição dos atores. É como se eles tivessem gravado duas versões de cenas, para depois escolher apenas uma para ir ao ar, mas ao invés disso, as duas eram mantidas. Isso deixava os capítulos repetitivos, e ficou assim durante muito tempo. Só do meio para o final foi que essas repetições passaram a ser não tão notáveis (mas não que deixaram de existir).

Outro problema é que em determinado momento a trama em si começa a ficar repetitiva, com Leôncio sempre procurando um jeito de maltratar Isaura. As situações se repetem, assim como as reações de todos os personagens, e os acontecimentos são mais demorados. Essa parte pode ter desanimado ou ter causado impaciência em alguns telespectadores.

Voltando a falar dos pontos positivos, apesar da novela não ser baseada em uma história real, não deixa de ser uma aula de história. Vemos como era o linguajar do povo naquela época, quais palavras eles usavam (inclusive para xingamentos), como o português ainda era conservado (o que para nós hoje é formal), como era a cultura dos brasileiros brancos da época, como se divertiam, como as mulheres eram tratadas, como foi o movimento abolicionista, como era a Justiça (onde os grandes senhores de terra era que mandavam em tudo e conseguiam subornar todos para alcançar seus objetivos), como os escravos eram tratados e como sofriam (apesar de que não acredito que os escravos respondiam aos senhores como a novela mostra, o risco era grande. No caso da novela, é apenas uma questão de criar diálogos e formar conexões entre os personagens), como eram os quilombos, e como a cultura africana conseguiu se manter entre os negros brasileiros passando de geração em geração. Tem muitas questões históricas que podemos observar e aprender em A Escrava Isaura, e que com certeza foram objeto de pesquisa de toda a equipe para fazê-la e torná-la mais próxima da realidade da época.

A Escrava Isaura foi uma ótima novela, em tudo. O livro é um clássico brasileiro (apesar de não ser destaque nos estudos de Literatura na escola), e a novela da Record tem grandes atributos.

Nota:

5/5

Algumas observações sobre alguns personagens (tem spoiler):

  • Rosa é uma cobra, ela não presta, de jeito nenhum. Sempre reclamando de tudo e de todos, não sabe o que quer da vida (e quando conseguia o que queria achava ruim e continuava reclamando).
  • Malvina é tão besta que dá agonia. Em determinado momento, já no final da novela, quando você acha que ela está melhorando, se surpreende com seu comportamento.
  • Helena é uma personagem que eu não gostei. São poucos os momentos em que ela está feliz. Na novela toda ela vive chorando, com um drama muito chato. Ela tinha um grande amor por Gabriel, e nada podia mudar aquilo, mas de uma hora para outra ela esquece tudo e passa a amar Diogo da mesma forma que amava Gabriel (acho que isso foi erro do roteiro). As cenas dela sempre remoendo esse drama do amor proibido é bem chato (fica pior quando ela está no convento).
  • Tomásia é uma ótima personagem. Corajosa, destemida, faz o que quer e fala o que quer. Ela manda na sua vida e não se sujeita a nenhum homem. É uma personagem de atitude e personalidade forte. Totalmente diferente do padrão ideal da mulher daquela época. Apesar do seu ódio e sentimento de vingança, muitas vezes ela tem atitudes admiráveis.
A Escrava Isaura foi uma ótima novela da Record

Pensamentos e mudanças no blog de resenhas

Nunca pensei que diria isso, mas estou pensando em mudar o meu estilo de escrever resenhas de filmes e séries. Eu nunca escrevi resenhas críticas como as de profissionais da área, e nunca tive essa intenção. Sempre escrevi de modo mais pessoal, quase sempre em primeira pessoa, sempre dando a minha opinião de forma clara. Meus textos são todos pessoais, são a minha impressão e minha opinião sobre o que eu vi. Não gosto de ler resenhas muito rebuscadas, como acontece muito nas resenhas do Omelete (principalmente as de Hessel e Borgo), por não conseguir entender o que eles realmente acharam do filme até ver a nota que eles deram. Isso porque a crítica profissional deles é um texto tão elaborado e formal, que parece não dizer nada com nada. Eu não quero escrever assim, mas também estou sentindo a necessidade de mudar o meu estilo e sair do total informalismo. Não é que vou deixar de dar minha opinião pessoal de forma clara, e nem deixar de usar a primeira pessoa num texto, mas percebo que tenho que escrever textos mais sucintos e objetivos. Minhas resenhas de séries são sempre grandes, sempre tenho muitas coisas para falar da série inteira. Às vezes comento todos os grandes acontecimentos e o comportamento de todos os personagens. Eu gosto de escrever assim, externando todas as minhas impressões, mas não sei se teria paciência para ler uma resenha escrita dessa forma, se fosse escrito por outra pessoa. Quando estou na internet e vejo que o texto que estou para ler é grande, me dá logo preguiça. Se eu realmente estiver interessado em ler aquilo, respiro fundo e vou, mas se não for de grande interesse de verdade, desisto. Eu não quero que as pessoas façam isso com as minhas resenhas. Daí a necessidade de mudança.

Mas mudar o estilo de escrita não é uma coisa das mais simples. Se eu quero escrever mais resumidamente, preciso de mais conhecimentos técnicos sobre filmes e cinema (só sei o básico dos básicos, que todo mundo que acompanha as notícias e resenhas de outros críticos já sabem), para não ficar só refém da minha opinião pessoal e para poder dar alguma profundidade ao texto. Isso não é fácil.

Um outro pensamento que estou tendo sobre o Mundo Geek é em excluí-lo e achar outro lugar para postar as resenhas, porque faz dois anos que tenho esse blog e não consegui fazê-lo crescer em número de visitas e leitores. Eu acompanho um crítico que fez isso e foi bem sucedido. É Vinicius Machado, que escreve a coluna Sala Sete, que faz parte do Trendr. Ele escreve muito bem. Em uma conversa no Twitter no começo do ano ele falou que também tinha um blog, mas que depois que conheceu o Medium (a plataforma onde o Trendr está hospedado), gostou de lá e ficou. Entrou para o Trendr, e à medida que o site ia crescendo ele ia ganhando mais leitores. E leitores de qualidade, porque o Trendr é uma Publicação (como é chamado um blog no Medium) onde se fala de diversos temas e opiniões reflexivos, e que estimulam o debate nos comentários (e uma das coisas mais legais do Medium é o respeito que os usuários têm pela opinião uns dos outros). A sua coluna de cinema é a coluna oficial do site.

Então de janeiro para cá eu vinha publicado as minhas resenhas no Medium, na esperança que desse certo lá, mas já se passaram 7 meses e não deu resultado. Durante esse tempo descobri que tinha outros autores que também estavam publicando as suas resenhas lá. Alguns deles tinham mais recomendações (curtidas) nos seus textos que eu, porque eles tinham mais seguidores. Mas percebi que o sucesso não era a plataforma que trazia, e sim o site em que se publica. Se você é um autor sozinho no Medium, é a mesma coisa que ter um blog comum. Poucas pessoas vão ler seus textos. Mas se você está num site grande, o seu alcance é maior. Isso é bom porque traz visibilidade ao autor.

O que eu ganharia com essa visibilidade? Poderia assistir aos filmes em cabines de imprensa. Vinicius Machado participa dessas sessões. Para quem não sabe, cabines de imprensa é uma sessão de cinema que o estúdio/distribuidora organiza para mostrar o filme completo para a imprensa especializada antes da sua data de estreia. É por isso que os sites conseguem publicar suas críticas na data de estreia do filme. E essas sessões são de graça (!), mas você tem que ganhar um convite. Não é preciso você escrever para um grande veículo de comunicação para ganhar um convite. Você só precisa escrever sobre isso na internet, ter uma boa escrita e uma boa base de leitores e seguidores. Acho que hoje eu não tenho nada disso. Participar de uma cabine de imprensa é o sonho a partir de agora. Você não é o único a participar, tem várias outras pessoas e jornalistas lá também, mas nesse vasto mundo da internet, quando você consegue ser convidado, é como se a distribuidora do filme estivesse lhe dizendo: “nós sabemos que você existe e achamos que suas críticas têm seu lugar e sua importância na internet, por isso estamos lhe convidando”. Querendo ou não é um reconhecimento. Para quem começa na internet, sozinho e com um simples blog, e chegar a isso, representa um grande passo que foi dado. Sem contar com a parte de assistir filmes de graça (porque cinema é caro). Imagino que para quem está estudando Jornalismo ou é recém-formado isso tem um peso ainda maior, para quem sabe um dia escrever para um grande portal ou jornal.

Então resumindo: preciso mudar meu estilo de escrita de resenhas para tentar deixá-las mais breves e não tão pessoal, com o objetivo de ganhar um lugar nas cabines de imprensa, mas para isso também preciso ter conhecimentos. Esse é só um primeiro passo, porque se continuar com o meu blog, provavelmente nada mudará. Mas também tenho que procurar sites ou outros blogs que eu ache bons e que poderia me encaixar lá (e se me aceitarem). É isso. E tudo isso porque resolvi tentar melhorar as coisas e deixar de escrever para mim mesmo (parece até que estou procurando mais trabalho para mim rs), porque senão, poderia continuar tudo do jeito que está, que é um jeito mais simples e menos trabalhoso.

Pensamentos e mudanças no blog de resenhas

Medos de coisas que podem virar realidade

Confesso, eu tenho medo de agulha. Não gosto de levar injeção e nem de tirar sangue. Dizem que é só uma picadinha, mas o que eu sinto é dor. Fico mal quando tenho que fazer uma dessas duas coisas. Esses dias fui no laboratório levar meu mijo minha urina para um exame, e só de entrar lá e sentir aquele cheio de vacina, seringa e álcool já me senti mal. No outro dia, quando fui pegar o resultado, tive que aguardar, e a pessoa que chamava para entregar o resultado, era a mesma que chamava para fazer exame de sangue (e na mesma sala). Eu fiquei um pouco nervoso com isso. Mesmo sabendo que eu não estava ali para fazer exame de sangue, parecia que estava, porque tinha todos os elementos: o laboratório, aquele cheiro característico no ar, a chamada naquela sala e a espera. Quando finalmente peguei o meu exame, fui embora e me senti aliviado.

Se tenho medo de agulha, também não gostaria de nunca ter que fazer uma cirurgia na minha vida. A minha mãe disse “cuidado não!”, e disse que as coisas que a gente mais tem medo é o que termina acontecendo. Ela deu o exemplo da minha avó, sua mãe, dizendo que o maior medo que ela tinha era de câncer. Ela nem sequer dizia essa palavra e sempre se referia a ela como “aquela doença incuravi” (antigamente a crença popular dizia que quem dissesse a palavra “câncer” poderia contrair a doença). O que aconteceu é que ela terminou tendo câncer e morrendo disso.

Eu acho que às vezes acontecem sim essas coincidências nas nossas vidas, de o que temos mais medo na vida se concretizar, mas acredito que não deve ser sempre. De qualquer forma, eu disse a minha mãe: “então vou passar a ter medo de ter que ir trabalhar. Quem sabe assim eu não consigo um emprego?”.

Medos de coisas que podem virar realidade

Nos dois ou três primeiros meses parece um gato sendo estuprado, sem sacanagem.

[Sobre o som que sai de um violino de quem está começando].

– Ken Himura

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Essa citação é engraçada e sincera, mas me parece verdadeira. Achei ela num fórum, enquanto pesquisava sobre instrumentos musicais. Fiz questão de postar aqui para registro. Vou me lembrar disso, e se um dia eu aprender a tocar violino digo aqui se é assim mesmo, como disse Ken Himura kkk 😆

Citação