É errado a educação sexual a adolescentes de 13 anos?

Hoje eu li uma notícia que dizia que 150 pais de Rondônia acionaram o Ministério Público para que o livro de Ciências do 8º ano (antiga 7ª série) usado pelas escolas do estado, deixasse de ser usado, porque contém imagens de órgãos sexuais. A queixa é que essas imagens estão muito explícitas.

Na reportagem do link acima você pode ver as imagens do livro. Tem as imagens em melhor qualidade aqui.

Quando eu li essa notícia fiquei meio em dúvida sobre qual era o meu posicionamento sobre esse caso em específico. Eu já disse aqui a minha opinião em outro post sobre o absurdo das cartilhas e livros infantis de educação sexual distribuídos pelo governo à crianças a partir de 6 anos. Mas depois pensei, que nesse caso, os alunos do 8º ano estão na faixa dos 13 anos, e venhamos e convenhamos, adolescentes com 13 anos já não são mais inocentes, não é mesmo? Eu entendo a preocupação desses pais. Existe um desejo de manter a inocência dos filhos pela maior quantidade de tempo possível, mas com 13 anos essa época já passou. Eu não me lembro de ter visto imagens como as desse livro quando eu estava na 7ª série, mas vi algumas bem parecidas quando estava no 1º ano do Ensino Médio, ou seja, só dois anos depois. No meu livro só não tinha a imagem do pênis ereto e nem a parte que ensinam as meninas a examinar as mamas, mas as outras tinha. E no meu livro a 7ª série tinha também.

Existe a preocupação de que essas imagens e ensinamentos possam estimular esses adolescentes ao sexo precoce. Mas sabe, acho que nessa idade não há mais o que esconder, eles já sabem de tudo. Lembro que aprendi (e com certeza hoje em dia ainda deve ser assim) como se gera um bebê na 4ª série (hoje 5º ano). Não demora muito até que essa criança, que já está com 10 anos, comece a puberdade e todos os hormônios e desejos venham à tona. Quando eu estava no final da 5ª série os meninos começaram a ver e compartilhar entre si vídeos pornográficos. Ainda eram coisas leves, mas as pesadas mesmo foi no ano seguinte, na 6ª série, com todos tendo “apenas” 12 anos. O que a sociedade ainda vê como uma criança de 12 anos, na verdade já é um pré-adolescente. Os primeiros hormônios já fazem efeito sobre o corpo e sobre o comportamento. Até os 13 eles ainda têm um comportamento mais infantilizado, mas já não são mais propriamente crianças. Então esses pais estão reclamando que seus filhos de 13 anos estão vendo essas imagens no seu livro de ciências, mas nem devem saber que eles veem coisas piores escondidos. Os pais acharam ruim a imagem de um pênis ereto no livro, mas não devem saber que seus filhos de 13 anos se masturbam e veem o próprio pênis ereto. Parece que esses pais nunca passaram pela adolescência e não sabem como é.

Mas também não adianta dizer que a educação sexual vinda da escola e dos pais resolve tudo. Eu não acredito nisso. Não acredito em quem diz que hoje temos cada vez mais adolescentes grávidas porque elas não tiveram informação, e aí a curiosidade falou mais alto. Oh, coitadinhas! O negócio é o seguinte: com ou sem educação sexual na escola e com ou sem os pais tendo conversas abertas e francas com os seus filhos, a sua curiosidade e o seu instinto de descoberta continuará o mesmo. Eles poderão ouvir várias explicações e ver várias imagens em livros didáticos, mas ainda assim poderão querer ver fotos e vídeos pornográficos. E quanto à gravidez, a única coisa que a educação sexual nas escolas pode ajudar é dizendo que têm que usar preservativo para não pegar doenças sexualmente transmissíveis e não ter uma gravidez indesejada ou antes do tempo. Mas isso não vai impedir que eles vão lá e façam. E também acho ridículo as escolas darem camisinhas aos alunos, porque isso é um estímulo. A educação sexual deve vir de orientações, e não de estímulo. Ao dar camisinha à adolescentes é o mesmo que você estar dizendo: “pode fazer, é bom! Não tem problema, desde que use camisinha”. Isso deturpa os bons valores da sociedade, que infelizmente vão se perdendo a cada ano que se passa.

Já vi também muita gente dizer que os adolescentes engravidam porque não conseguem aguentar, não conseguem se segurar. E eles mesmo ainda justificam que “são os hormônios”. Antigamente quando não tinha esse papo de hormônios, e nem a mesma quantidade de informação que temos hoje, isso não acontecia. Pode perceber que na época dos nossos pais e avós o sexo era feito com responsabilidade e só dentro do casamento. Todos eles passaram pela adolescência e conseguiram segurar as suas vontades, então porque essa geração atual não consegue? É simples: porque não são os hormônios, e sim a liberalização cada vez maior no modo de viver e de pensar da sociedade, que provoca essas mudanças e faz todo mundo ver tudo como coisas normais.

Agora só uma coisa: educação sexual na escola aos 13 anos é aceitável, e diria que é até importante (desde que não se distribua camisinhas ou se faça outros estímulos), mas antes disso não. Ainda continuo com a mesma opinião sobre aquelas cartilhas que o governo chegou a distribuir no passado para crianças, porque aquilo sim é um completo absurdo (e estímulo a algo que as crianças não precisam saber ainda).

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É errado a educação sexual a adolescentes de 13 anos?

Quem manipula quem na educação escolar?

Essa semana eu postei uma rápida opinião sobre a reforma do Ensino Médio nas minhas redes sociais, como essa do Facebook:

No Twitter um amigo me respondeu dizendo que aquilo não era avanço nenhum, e eu perguntei “Por que não?”. Na defensiva ele respondeu: “Por que é um avanço?”. Então respondi dizendo que era um avanço porque agora os alunos não serão mais obrigados a estudar tantas matérias, podendo escolher quais matérias estudar de acordo com a área com que mais se identifica. Continuei dizendo que não adianta o aluno estudar tantas matérias se ele não vai ficar perito em nenhuma e se elas não serão úteis para a sua vida prática. Já se o aluno se aprofundar numa área será mais interessante e estimulante para ele, porque ele estará estudando o que gosta. Então, se na metade do 2º ano o aluno já tiver decidido que irá querer fazer Jornalismo, que escolha estudar Linguagens no Ensino Médio, porque não faria sentido ele estudar Química, Física e Biologia se ele não precisará delas para a prática da sua profissão.

E então ele me respondeu dizendo o porquê que ele não acha que a reforma do Ensino Médio é um avanço (inicialmente eu ia colocar os tweets aqui, mas, mesmo o Twitter sendo uma rede púbica, e tudo o que foi dito está lá para todo mundo ver, decidi que aqui vou colocar apenas o que ele disse para não expô-lo):

Então quer dizer que se eu escolher a área das biológicas eu vou estudar só biologia e química? Isso p mim não faz sentido nenhum. Isso só deixará as pessoas mais burras. Imagine eu, de humanas, conversando com uma pessoa de exatas e não tendo assunto nenhum. E outra: querem tirar Artes!!! Na minha escola mesmo eu tenho exemplos de pessoas que seguiram carreira musical por causa de artes. Como vamos saber o que queremos logo no ensino médio uma coisa que vamos levar para a vida toda? Isso não existe. Educação física é mais que importante na escola. Muitas pessoas só praticam esportes porque se interessaram em fazer NA ESCOLA. Temer é muito sacana mesmo. Umas 2 semanas atrás estava homenageando atletas olímpicos e agora tira ed fisica nas escolas. estão vindo colocar tempo integral nas escolas sem olhar para a infraestrutura da escola. Eu vivencio isso todos os dias, pois minha escola é de tempo integral e não tem infraestrutura para suportar isso. Não é só de vestibular que vive o ensino médio. Tirar sociologia para alunos ficarem BURROS e não saberem o que se passa na sociedade é muito fácil, implantar escola sem partido também é excelente para eles, porque não vão ter mais pessoas para questionar o que estão fazendo na política. NÃO, essa mudança NÃO é boa para as escolas.

Quando eu li isso pensei na mesma hora: isso tá muito com cara de papo de professor. Sim, os professores das escolas e de faculdade são os maiores críticos desse novo sistema. Para eles o ensino deve continuar o maior possível para que os alunos aprendam mais coisas e se tornem mais inteligentes. E não só isso: para os professores se os alunos estudarem menos matérias serão alvos fáceis dos políticos para a manipulação. E então os professores expressam suas opiniões nas salas de aula e fazem a cabeça dos alunos com isso. Hum… manipulação né? Quem está manipulando quem agora? O que estou vendo é os professores manipulando os alunos a pensarem como eles. E os alunos não se dão o trabalho de ler as notícias mais recentes e buscar opiniões de diversos especialistas em educação para formar sua própria opinião. Vejam só, os professores que dizem que os políticos vão manipular os alunos, são na verdade os manipuladores! Se querem que os alunos tenham senso crítico, que lhe estimulem ao debate onde eles (os professores) fiquem neutros, apenas assistindo, e não expondo a sua opinião para que todos vejam como o certo.

A mesma coisa aconteceu na escola da minha irmã. Teve até um dia que os professores fizeram greve para protestar contra o projeto de lei, e eles falaram muitas coisas aos alunos para dizer como esse projeto do governo é ruim e vai prejudicar os estudantes. Claro que os professores pensam assim, porque esse é o emprego deles, que agora está sendo ameaçado. E esse pensamento não é algo exclusivo dos professores do Brasil, mas também do Canadá, que está passando por uma discussão parecida, mas sobre a reforma do Ensino Superior (que aliás, nós também precisamos).

Eu tive um professor de Sociologia no 1º período da faculdade, em 2013, que de vez em quando soltava umas opiniões políticas, mas que eram disfarçadas e bem fundamentadas. Um exemplo: uma vez ele disse que se o governo quisesse poderia pegar de volta todas as empresas que foram privatizadas sem ter que pagar por isso, porque as empresas privadas que compraram as públicas já lucraram muito. Ele disse que isso seria bom se acontecesse e justificou citando vários motivos. Todos ficaram calados. Quem vai discutir com o professor, que é a pessoa que já está formada, e que continua estudando para dar suas aulas? Ele tem muito conhecimento, e num debate, aluno nenhum conseguiria ganhar dele. E o que ele fala tem muito sentido. Um ano depois, em 2014, teve eleições para governador, e em um debate de televisão, quando a apresentadora dizia “vamos para o intervalo”, na mesma hora aparecia na tela os assessores de cada candidato. E quem estava lá? Sim, o meu professor. Ele era assessor do candidato do PSOL. Depois disso foi que entendi aquela sua opinião sobre o governo tomar de volta as empresas privatizadas.

Não estou criticando o partido e nem suas ideologias, mas o que estou querendo dizer aqui é que sim, os professores manipulam os alunos. Eles dão suas opiniões, que são tão fundamentadas e corretas, que não tem como os alunos não pensarem como eles.

Eis a minha resposta ao meu amigo:

Eles não vão tirar Filosofia, Sociologia, Ed. Física e Artes, aquilo foi um erro na divulgação e eles corrigiram rapidamente. E outra: ninguém vai ficar mais burro por estar estudando menos matérias, até porque seguindo essa lógica, quem estudasse todas deveria ser muito inteligente. A pessoa vai ser mais inteligente se souber mais sobre uma área só. Eu estou me formando em Administração, mas não sei nada de Engenharia. Sou burro por causa disso? E o engenheiro não deve ser muito bom em Português. Ele é burro por causa disso? Não. Todos são inteligentes nas suas áreas. Um médico pode ser muito bom na sua área, mas pode precisar de ajuda de um psicólogo para sua vida pessoal. Isso não faz ele menos inteligente porque são áreas diferentes. É isso o que essa reforma propõe. Como eu disse, Filosofia e Sociologia vão continuar, mas não é por causa do estudo delas ou de sua falta que a sociedade vai ter melhores pensadores críticos ou não, até porque muitas coisas que os alunos pensam ou passam a pensar no estudo dessas matérias são influências dos professores. Cada um tem o seu pensamento crítico sobre tudo independente do estudo dessas matérias. O governo não vai manipular ninguém, a não ser que a pessoa se deixe ser manipulada. Mas com certeza isso não terá nada a ver com o estudo de duas matérias da escola. Pensamento crítico é algo que a gente vai desenvolvendo com o tempo. Quanto à falta de estrutura das escolas eu concordo que isso será um problema. Escolher qual área vai estudar logo no Ensino Médio também é algo que não acho bom (apesar que na metade do 2° ano a maioria já sabe o que quer, mas mesmo assim).

E reitero: o senso crítico de alguém não se desenvolve estudando Filosofia e Sociologia, e sim com o tempo, porque à medida que envelhecemos, amadurecemos, e também, principalmente com informação. E informação que digo não é saber das coisas por outras pessoas, porque elas sempre passarão a informação carregada com sua opinião pessoal, e sim saber direto da fonte: das notícias. Ler vários textos sobre um tema na internet, de diversos veículos de comunicação, para ter a maior base de informações possível e a partir daí formar sua opinião: é assim que se forma o senso crítico, e não só ouvindo os outros. Aqui no meu blog eu publico a minha opinião sobre tudo, porque é meu espaço, mas não quero que as pessoas me leiam e entendam que eu tenha a verdade absoluta de tudo e que quero que todos pensem igual a mim. Cada um que busque ter a sua própria opinião.

No caso do meu amigo a falta de informação foi tão grande que ele nem sabia que Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física tinha sido colocado de volta na MP poucas horas depois da divulgação dela. E ele não é o único: tem várias e várias outras pessoas assim, que se acham informadas só porque ouviram falar algo de alguém, ou porque leram um amigo reclamando no Facebook, mas não vão lá checar e ver com os seus próprios olhos para confirmar se é aquilo mesmo ou se estão aumentando a história. É por isso que vemos tanta gente criticando e gritando na internet, e também gente fazendo protestos na rua, congestionando as pistas e atrapalhando a vida de centenas ou milhares de pessoas.

Quando a crítica tem fundamento, ok, mas e quando não tem? Porque dizer que a falta de Sociologia e Filosofia nas escolas vai fazer os alunos serem manipulados pelo governo porque faltará senso crítico é muito sem sentido. Se fosse assim todos deveriam ser pensadores e conscientes. Dizer que os alunos ficarão mais burros se não estudarem todas as matérias é um absurdo completo, porque se fosse assim todos deveriam ser experts em todas as matérias. Como dá para ver, isso são os professores manipulando seus alunos.

Quem manipula quem na educação escolar?

Por que estudar tantas matérias na escola?

Por que estudar tantas matérias na escola? Qual a utilidade que elas terão na vida prática dos alunos? São matérias que não servem para nada, e isso mostra o quanto o nosso sistema educacional é ruim por mantê-las. É necessário que seja feito um plano para a melhoria da educação, e nesse plano deve haver uma mudança nas matérias que são dadas aos alunos. Deveriam existir apenas algumas matérias básicas obrigatórias e comuns à todos, e as outras matérias se tornariam optativas, dando aos alunos a escolha de quais matérias estudar, de acordo com qual se identifica mais. Os alunos seriam obrigados a escolher 3 matérias optativas para estudar. E por que só 3? Porque mais que isso seria encher demais a cabeça deles com informações inúteis. E além disso, se eles tivessem que escolher muitas matérias, seria provável que dentre essas matérias teria alguma que eles não iriam gostar, e então essa mudança não faria sentido. O objetivo é fazer o aluno estudar, além das matérias básicas, matérias com que se identifica mais. As escolas, públicas e particulares, seriam obrigadas a ofertar todas as matérias para que os alunos possam escolher.

Então, no caso do Ensino Médio, que é a fase mais crítica do ensino, como ficaria? Para começar, se o Ensino Médio é crítico, é justamente por causa do modelo atual. Com essa mudança as coisas ficariam melhores. As matérias básicas obrigatórias seriam:

  • Português
  • Matemática
  • Geografia
  • História
  • Biologia
  • Literatura (Literatura porque é necessário o ensino das nossas obras antigas, para valorizar nossa cultura).
  • Idioma estrangeiro (os alunos devem escolher entre Inglês e Espanhol).

As matérias optativas seriam:

  • Química
  • Física
  • Filosofia
  • Sociologia
  • Empreendedorismo
  • Artes
  • Cinema e Teatro
  • Música
  • Educação Física
  • Informática

Por que Educação Física seria uma optativa? Porque nem todo mundo gosta de praticar esportes. Eu mesmo nunca gostei de Educação Física, e tinha que ficar correndo de um lado para o outro na quadra que nem besta só para não perder nota, porque não sabia jogar nada. E essa é a situação de muitos alunos, principalmente aqueles mais aplicados aos estudos, os chamados nerds. Para eles seria mais interessante outras matérias dessas optativas, como Artes ou Música, por exemplo.

Percebam que as matérias básicas obrigatórias a todos são todas dadas desde o Ensino Fundamental 1, com exceção de Literatura, o que prova as suas importâncias para o ensino básico.

Ah, e outra coisa: essas matérias optativas não são divididas por grupos ou categorias, o que quer dizer que o estudante pode querer estudar apenas Química, mas não Física. O aluno pode querer estudar Educação Física, Música e Cinema e Teatro para fugir das outras matérias mais teóricas, mas qual seria o problema disso? Essas matérias propostas aqui incentivam a cultura aos alunos, e pode fazê-los descobrir uma paixão ou talento por aquilo, que antes não sabiam que tinham. Esse sistema estimula o aluno a se conhecer melhor, a conhecer as suas habilidades e a desenvolvê-las. O melhor dessas matérias optativas é que todas elas podem ser trabalhadas com teoria e prática, tornando o ensino mais dinâmico e prazeroso para os alunos.

Isso sim é bom, e útil. O que não pode continuar é esse sistema educacional atual que não dá prazer ao aluno para estudar, e que na verdade mais lhe estimula a não estudar, a bagunçar na sala de aula, ou a desistir da escola. O atual sistema faz o aluno ficar preso e engessado num modelo antigo que não trará benefícios nenhum à sua vida futura.

E quanto aos vestibulares e ao Enem, eles teriam que se adaptar ao novo modelo, fazendo a prova baseada apenas nas matérias básicas obrigatórias, e não colocando nenhuma das optativas. Isso porque mesmo que os alunos pudessem escolher quais matérias optativas ele irá fazer no vestibular (como acontece hoje nas matérias de idiomas, em que os alunos têm que escolher entre Inglês e Espanhol), o sentido delas seria perdido, porque as suas aulas práticas e dinâmicas dariam lugar a aulas teóricas com o intuito apenas de fazer o aluno passar no vestibular.

Por que estudar tantas matérias na escola?

Um projeto de escola

Eu vejo que tem gente que tem tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, e mesmo assim não faz nada de bom para o mundo. Se eu tivesse a oportunidade de ter esse dinheiro todo saberia o que fazer. Depois que descobri que existem outras formas de ensino, eu fiquei interessado no assunto. Convenhamos que a escola é um lugar chato. Os alunos não gostam de estudar aquelas matérias, e estão lá porque é obrigatório. As matérias são difíceis, e nem todos os professores são bons. Mas, e se existisse uma forma de ensino que fosse mais dinâmica e prática? E se nessa forma de ensino os alunos não tivessem que ficar passivos só ouvindo o professor falar, e fizessem parte da construção da aprendizagem? E se a escola também preparasse os alunos como pessoas que vivem no mundo, que um dia precisarão enfrentá-lo sozinhos? Se ela ensinasse aos alunos valores básicos que lhes ajudariam a serem pessoas melhores e que soubessem interagir melhor entre si? E se esse ensinamento de valores diminuísse o bullying?

Parece utópico, mas é possível, porque existem métodos de ensino dessa forma. Não tem como garantir que esses métodos são 100%, porque eles sempre têm defeitos e pontos negativos, e poderão não funcionar com todos os alunos. Mas é preciso tentar, é preciso mudar, porque esse modelo de escola atual está ultrapassado.

Eu gostaria de montar uma escola assim. O problema é que isso me exigiria muito dinheiro. Além do dinheiro do terreno, ou casas, e depois da construção da escola, eu ainda teria que ter muito dinheiro sobrando para contratar todos os professores de uma vez só antes das aulas começarem, e ainda trazer treinamento para eles aprenderem os métodos (e treinamento é caro). Eu ainda queria que todas as turmas tivessem 20 alunos, para que fosse mais fácil de controlar os alunos e para que o professor pudesse acompanhar de perto o desenvolvimento deles. E mais: desses 20 alunos, 10 seriam pagos, e os outros 10 seriam bolsistas. Seria assim porque não faz sentido eu querer ajudar a mudar a educação e querer dar a minha contribuição para a sociedade através de uma escola com um sistema de educação diferente, se só quem terá acesso a ela são pessoas que podem pagar caro. Eu quero que todos tenham acesso, e por isso essas vagas para bolsistas seriam ofertadas às famílias de baixa renda, que gostariam de dar uma educação melhor aos seus filhos, mas não têm condições. Com esses 10 alunos bolsistas por turma, eu não só estaria deixando de receber, como também aumentaria os gastos, porque a escola teria que pagar o seu material escolar. E eu queria que tivesse todas as séries, do maternal ao 3º ano do Ensino Médio, nem que fosse apenas uma turma por série.

Então, como dá para ver, esse é um projeto muito grandioso. A escola pode não ser muito grande, mas exigirá um investimento inicial e mensal muito grande. Inicialmente tive essa ideia para que fosse uma ONG, onde todas as vagas seriam gratuitas, mas então pensei que não teria como sustentá-la sozinho (já levando em consideração que eu fosse uma pessoa com muito dinheiro), e correr atrás de doações não é fácil. Por isso defini que pelo menos 50% das vagas fossem pagas, para que ajudasse no custo da escola.

Para que eu tivesse tanto dinheiro para iniciar algo assim, acredito que teria que ser empresário antes, ter algumas empresas antes, para que eu tenha vários locais de onde ganhar capital.

Essa escola também serviria para a evangelização, pois dessa forma eu também daria a minha contribuição para o Reino de Deus, cumprindo o “ide” de Jesus. Seria uma escola evangélica e isso estaria no seu nome para evitar maiores problemas com os pais, alunos e professores. A matéria de Religião, além do objetivo da evangelização, também contribuiria na formação de valores que eu citei acima (porque se você segue os conselhos bíblicos você se torna uma pessoa melhor).

Outro método usado para a construção de valores, seria a da Escola da Inteligência, de Augusto Cury (ou outro programa parecido que eu venha a achar daqui para lá e que ache melhor), que ensina aos alunos de todas as séries a como se tornar pessoas melhores, baseada na teoria que ele escreveu. No texto que escrevi falando dos outros métodos de ensino, eu também falei do O Líder em Mim, baseado no livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. O livro é ótimo, por isso eu estava pendendo para esse método mais do que para o de Augusto Cury, e por mais um motivo: ele consegue integrar os hábitos em todas as matérias, enquanto a Escola da Inteligência só acrescenta uma matéria para que seja falado sobre isso. Mas depois de uma pesquisa mais aprofundada, descobri que existem muitos pontos negativos nesse método de O Líder em Mim. Dentre as reclamações dos pais e professores mais recorrentes, é que as crianças não aprendem os hábitos propriamente dizendo, elas decoram e repetem aquilo sempre como se fossem robôs. Os professores trabalham muito mais porque têm que organizar eventos para divulgar o projeto O Líder em Mim para outras escolas (o que quer dizer que sua escola termina sendo usada de palanque para fazer marketing do método gratuitamente para a empresa dona dos direitos), e nesse evento, as crianças parecem confiantes no que dizem, mas na verdade, tudo aquilo foi só muito ensaio e decoreba mesmo. Elas apenas aparentam ser aquilo que o programa promete, mas não se tornam de fato. Outra reclamação é que as aulas comuns muitas vezes tinham que ser ignoradas para que fosse dado o conteúdo do O Líder em Mim, e para que fosse feita a preparação para o grande evento, que é anual. Isso foi um pouco decepcionante para mim, porque o livro é ótimo. Como vi muitos professores dizendo, o problema não é os 7 hábitos, e sim o método que é usado para o ensino deles na escola. Então não adianta usar um método que não mude nada na vida dos alunos na prática, por isso por enquanto a minha escolha continua sendo a da Escola da Inteligência.

O método de ensino propriamente dizendo que usaria seria o Construtivismo, que como disse no início desse artigo, faz o aluno deixar de ser passivo na sala de aula.

Eu gostaria de ajudar as pessoas de alguma forma, de dar a minha contribuição. Eu poderia não mudar o mundo, mas poderia ajudar a mudar a realidade de um bairro ou de algumas famílias. Essa seria a minha contribuição para a sociedade e para as pessoas, porque se eu tivesse condições de fazer, por que não? Pelo menos não estaria gastando todo o dinheiro que tivesse só no meu bem estar, sabendo que existem pessoas precisando, e sabendo que eu poderia fazer algo para ajudar. Estou escrevendo esse texto, porque se um dia esse projeto se tornar realidade, eu o lerei de novo, e me lembrarei que essas palavras foram escritas na época que eu era apenas um jovem sonhador.

Um projeto de escola

O dia em que o português se adequará ao modo brasileiro de falar

Eu gostaria de ver o dia (se é que ele vai existir) em que no português vai se adaptar ao jeito brasileiro de falar. Nesses 516 anos de Brasil a língua portuguesa mudou muito por aqui por causa das influências dos indígenas e dos africanos. Hoje ele continua sofrendo influências de outras línguas, principalmente do inglês. Não só o nosso português de hoje é diferente do tempo em que o Brasil foi descoberto, ou ainda, diferente do português de 1 século atrás (basta ver a linguagem rebuscada dos nossos livros literários), como também é diferente do português de Portugal. Tanto é, que o nosso português é chamado de “Português Brasileiro” para diferenciar do de Portugal. Mas de vez de assumirmos as nossas diferenças e fazermos uma gramática independente da de Portugal e baseada na forma que falamos e na nossa cultura, fazemos acordos ortográficos, como o de 2009, para engessar ainda mais a língua, com o objetivo de deixá-la uniforme. Mas para que essa uniformidade? Isso não nos beneficia em nada, beneficia apenas os gramáticos, que são os únicos que devem falar corretamente o dia todo (imagine como deve ser chato falar com uma pessoa dessas). Só servem para encher os seus egos por terem o poder de dizerem o jeito “certo” de falar. Mas para a população em geral o Português é uma matéria chata com a sua grande quantidade de regras (claro que existem as pessoas que gostam) que não são usadas no dia a dia, e muitas vezes nem em comunicações escritas e formais, a não ser que passe por um revisor formado em Letras. São regras que não correspondem à realidade da língua falada. Até quando isso vai durar?

Nem preciso pegar um exemplo de regra gramatical para exemplificar o que estou dizendo. Vou pegar apenas um exemplo simples: o “vós”. Ninguém usa o vós. Então por que ele continua existindo? Ele deveria ser substituído pelo “vocês”. E a conjugação dos verbos com o pronome “tu”? Deveria ter uma alternativa de conjugação diferente, e ainda ser permitido o “você”. Mas o “vós” e a conjugação atual do “tu” não deveriam ser esquecidos para que quando as pessoas lessem textos antigos em que se usam essas conjugações, como a Bíblia, entendam o que está sendo dito. Mas eles devem ser ensinados como algo antigo, que não se usa mais hoje em dia, porque agora a forma de falar é outra. Para exemplificar, a conjugação dos verbos deveria ser assim:

Presente

Informal (e como devia ser) Formal (como é)
Eu faço Eu faço
Tu/Você faz Tu fazes
Ele faz Ele faz
A gente faz / Nós fazemos Nós fazemos
Vocês fazem / Vós fazeis Vós fazeis
Eles fazem Eles fazem

Pretérito imperfeito

Informal (e como devia ser) Formal (como é)
Eu fazia Eu fazia
Tu/Você fazia Tu fazias
Ele fazia Ele fazia
A gente fazia / Nós fazíamos Nós fazíamos
Vocês faziam / Vós fazíeis Vós fazíeis
Eles faziam Eles faziam

Certo, esses dois exemplos já bastam. Percebam que as conjugações da coluna esquerda mostram o jeito que a gente fala, que é um modo mais simples de falar, mais fácil de ensinar e aprender, e mais natural do que a que a gramática diz que é certa. Na semana passada ouvi dois professores de português dizerem que “a língua é viva”, e que ela se adéqua às mudanças no modo de falar das pessoas. Eu não acredito nisso, senão, não só a conjugação de verbos teria mudado, como também várias regras gramaticais de regência e concordância também já teriam. A gramática e os gramáticos só aceitam uma mudança quando eles querem, quando lhes é conveniente. Quando não, continua do jeito que está, se não pior. Não estou dizendo aqui que as regras devem ser tiradas de vez da gramática e que o nosso modo de falar deve ser simplório, mas sim que muitas regras são desnecessárias e não são usadas na prática, e essas sim deveriam desaparecer. Estou dizendo que a gramática deveria se adequar ao jeito brasileiro de falar português, se tornando assim, algo mais real para nós, brasileiros.

O dia em que o português se adequará ao modo brasileiro de falar

O absurdo dos livros que ensinam e estimulam a sexualidade da criança

Quando você acha que já viu de tudo, se surpreende. Eu estava pesquisando na internet se desenhos infantis para meninas podem influenciar meninos a terem comportamentos femininos. Não achei muito resultado sobre isso, mas o que achei foi de pessoas dizendo que não tem problema nenhum. Eu já devia esperar por isso, porque hoje em dia tudo é normal, e nada traz problema. Mas eu, como um cristão, não aceito determinadas opiniões e pontos de vista. Tem coisa que para mim não é normal e que pode sim trazer problema, de acordo com meus princípios. Difícil é encontrar alguém que compartilhe da minha visão e fale sobre esses temas. Acho que para mim seria o ideal, porque teria uma opinião que eu poderia julgar mais confiável e correta. No meio dessa pesquisa terminei achando outro assunto nos resultados de busca que me chamou atenção: alguns livros “educativos” que ensinam crianças de 9 a 10 anos a fazer sexo. Não são livros de educação sexual, em que se fala sobre as mudanças do corpo de forma educativa, verdadeira e delicada. São livros que dizem o que é sexo, como fazer, quanto tempo dura, posições, etc. Tem algumas imagens na internet, e eu achei um absurdo. Fiquei chocado quando vi, não acreditava que aquilo realmente tinha sido publicado.

O livro que traz os conteúdos citados acima é o Aparelho Sexual & Cia: Um guia inusitado para crianças descoladas (olha só o nome do livro!), que foi publicado originalmente na França, e que foi traduzido e publicado aqui no Brasil pela Companhia das Letras. Eu não achei nada educativo, porque aquilo mais parece uma pornografia para crianças. Além de todo o conteúdo que passa dos limites, ele vem com desenhos para auxiliar no entendimento do conteúdo. A criança vai aprender passo a passo como é que se faz sexo.

Isso é nada educativo. Isso é estimular a criança ao sexo, fazê-la ter ainda mais curiosidade e vontade de fazer, e consequentemente, ser precoce.

Tem também uma cartilha que foi distribuída pelo governo há anos atrás (não sei se ainda está sendo distribuída hoje. Acho que não, por causa de toda a polêmica que causou) chamado O Caderno das Coisas Importantes, que além de estimular a masturbação e ficadas, ainda ensina a como usar drogas de forma correta para não se contaminar com doenças. Acredite!

Tem também um outro chamado Mamãe, como eu nasci?, um livro brasileiro que tem uma temática parecida com o livro francês. Ele foi distribuído pela Prefeitura de São Paulo na gestão de Haddad e pela Prefeitura de Recife para os alunos de 10 anos há alguns anos atrás, por volta de 2012. Lembro que isso foi uma polêmica muito grande por aqui, e por isso logo foi suspenso. Nele é falado sobre sexo, e também é estimulado a criança a se masturbar (e ainda dizendo que não tem problema nenhum em fazer isso, porque é bom). Tem até desenhos mostrando uma menina e um menino de masturbando (nesse link você também vê imagens de outras cartilhas absurdas). Nele também é estimulado o homossexualismo, mostrando casais de pessoas de mesmo sexo se relacionando.

Fiquei sem acreditar em tudo o que vi. Até onde estamos chegando? O que até há algumas décadas atrás era tabu, hoje não só se fala abertamente na televisão e em grupos sociais, como também é mostrado dessa maneira para as crianças. Isso não é educação, é pornografia e estímulo ao sexo precoce. É por isso que eu disse em outra postagem, que eu tenho medo dos rumos que o futuro pode dar em relação ao tema sexo. Nas décadas passadas ninguém imaginava que chegaríamos a esse ponto, e chegamos. Por que não imaginar que o liberalismo não irá mais longe no futuro? Pode parecer absurdo, mas eu penso que em décadas do futuro, as crianças não aprenderão mais o que é sexo por meio desses livros (que já poderão até ser considerado ultrapassados), e sim por meio de vídeos “educativos” onde tudo será mostrado explicitamente. Porque é assim, quando você acha que não tem como piorar, piora, e quando acha que já viu de tudo, surgem essas novidades. O que pensar do futuro, então?! Estamos chegando aos fins dos tempos mesmo.

O absurdo dos livros que ensinam e estimulam a sexualidade da criança

Existem outros métodos educacionais, mas ainda inacessíveis para a população

Um dia desses eu li um texto no LinkedIn que criticava o nosso sistema de ensino e sempre se referia a ele como o “sistema tradicional”. Depois que acabei de ler o texto fiquei curioso para saber se existem outros sistemas e métodos de ensino, e por isso fui pesquisar sobre eles. E sim, existem outros métodos. Não vou entrar em detalhes sobre eles, mas se você quiser saber mais pode ler nesses links:

O que mais me chamou atenção nesses métodos foi o Método Construtivista, que dá destaque ao aluno e seu aprendizado, e não ao professor que só fica falando o tempo todo. É algo mais dinâmico e prático, sempre com outras formas de aprender o assunto e prezando pela aplicação prática deles. Eu achei isso super legal porque esse sistema tradicional está ultrapassado, e é muito chato. Eu sempre fui esforçado na escola, mas não vou lhe dizer que eu gostava de ir. Eu não ia com prazer (será que alguém vai?). Com essa forma de ensino é até um estímulo para o aluno se interessar mais nos estudos. Na teoria, esse método ajuda a criar futuros cidadãos pensantes e críticos, que não aceitam tudo o que dizem como verdade, ele estimula a pesquisa e a curiosidade.

Aqui em Recife eu só achei uma escola que usa esse método do infantil ao Ensino Médio. Achei uma outra em outro bairro da minha cidade, mas que vai só até o 5º ano (4ª série). Para mim não adianta estudar nesse método só o primário e depois ir para o tradicional o resto da vida. E o Ensino Médio é o pior que tem por causa de matérias como Química e Física, que a maioria dos alunos tem dificuldade. É nesse momento que o método deve ser aplicado, e não só quando é criança.

Essa escola que achei, fica num bairro nobre do Recife e vi por uma foto que ela é bem grande. Não achei informações sobre a mensalidade, mas deve ser bem cara (e motivos para isso não falta: é uma escola grande, está num bairro nobre e usa um método diferente). Essa escola usa, na verdade, uma variante do Construtivismo, que é chamada de Sociointeracionista, que preza por atividades em grupos e interação entre os alunos.

Depois vi um vídeo que mostra uma sala de aula de uma escola construtivista (que não é essa de Recife), e mostra algumas crianças com o que parecia ser algum tipo de jogo de tabuleiro. Elas estavam todas interagindo. Numa outra sala, já com alunos maiores, que pareciam estar no 8º ano (7ª série), a sala tinha duas mesas grandes com todos os alunos sentados nelas, um do lado do outro. Não sei se a escola de Recife é assim, mas gostei dessa ideia. Cada um ter sua cadeira numa sala com fileiras estimula o individualismo, enquanto todo mundo junto numa mesa estimula a interação em grupo.

Depois descobri um outro método interessante, que é o  “O Líder em Mim”, que foi feito por Sean Covey, filho de Stephen Covey, autor do ótimo Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, e é aplicado até o 9º ano (8ª série). Já li outros livros que dão dicas e falam de hábitos para ser uma pessoa melhor e obter sucesso na vida profissional e pessoal, mas para mim, nenhum deles bate esse. Primeiro, porque ele fala de “apenas” 7 hábitos, enquanto em outros livros por aí você perde a conta de tantos hábitos e dicas que dão. Assim, com menos hábitos você tem mais facilidade de lembrar de todos. E todos eles são de aplicações práticas, e no livro são dados muitos exemplos. É um livro que eu gosto muito. E ensinar esses hábitos para as crianças, logo de pequenas, é ótimo. Se depois de crescerem elas continuarem a usar os hábitos no dia a dia, todas – em tese – serão pessoas melhores no futuro.

Por ser baseado num best seller, ele é um método bem usado pelo mundo, se comparado a outros métodos mais antigos e igualmente conhecidos por quem faz esse tipo de pesquisa, mas que não vemos muitas escolas aplicando. Numa entrevista de Sean Covey ao Terra, é falado que no Brasil já existem 250 escolas usando o método (em setembro de 2015).

Saber que existem pessoas trabalhando em criar e empregar métodos diferentes de educação é animador, porque a educação é a base de tudo. Se mudarmos a educação para melhor, poderemos formar pessoas melhores. O grande problema é o acesso a esses métodos. São poucas as escolas que usam, e é difícil achar uma perto de casa. Provavelmente as escolas que as usam devem ser caríssimas, como o Colégio Motivo que aplica o método “O Líder em Mim”, mas que tem uma mensalidade de R$ 850,00 à R$ 933,00 para o ensino infantil, e de R$ 1309,00 para o Ensino Médio (em 2015). Seria bom se existissem escolas que usassem esses métodos diferentes e que fossem mais baratas e acessíveis para a população sem tantas condições, e seria ótimo se o governo dos estados e/ou dos municípios investissem em escolas públicas desse tipo para o acesso geral da população que não tem condições de pagar uma escola particular, mesmo que fossem poucas escolas para fazer um teste com elas.

Adoraria que o meu filho do futuro tivesse a oportunidade de estudar numa escola que usasse um método diferenciado, mas com esses preços não dá. Provavelmente não terei condições.

E mesmo se tivesse condições para pagar a escola com folga, ainda ficaria em dúvida se colocaria ou não, por causa do medo do filho ficar metido. Mas isso é tema para outro post.

Existem outros métodos educacionais, mas ainda inacessíveis para a população