A ditadura do politicamente correto (Ou: os gays podem fazer tratamento se quiserem)

Certo, esse é um tema polêmico, muito polêmico, e bem sensível de ser falado nos dias de hoje, onde o politicamente correto domina e você não pode dizer um “a”, que se alguém se sentir ofendido já é motivo para problematizar e criar longas discussões sobre o que é certo e o que não é.

Recentemente saiu a notícia de que um juiz federal deu permissão aos psicólogos para que pudessem tratar os homossexuais que lhe procurassem. É a famosa “cura gay”. Isso, como já era de se esperar, gerou aquela polêmica, e as pessoas logo começaram a dizer: “isso é um absurdo!”, “ser gay não é doença!”, “estamos regredindo!”“estamos de volta aos anos 1800!”, “já estou vendo as caravelas de Pedro Alvares Cabral daqui!”, “daqui a pouco teremos a volta da escravidão!”, etc. Mas o que esses desinformados barulhentos parecem não saber, talvez porque não queiram ver ou talvez porque não queiram saber, porque as matérias que eu li, como essa do link acima está bem claro, é que o juiz não disse que a homossexualidade (ou homossexualismo, dane-se) é uma doença. Em momento nenhum ele disse isso. O que ele disse é que se o homossexual VOLUNTARIAMENTE procurar um psicólogo para tratar disso, ele poderia, e o psicólogo poderia fazer isso sem ter medo de ser descoberto e punido, porque desde 1999 que esse tratamento é proibido no Brasil.

Mas o Conselho Federal de Psicologia (CFP) não gostou da decisão e disse que vai recorrer, porque homossexualidade não é doença, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera assim desde 1990.

É interessante notar que o grupo LGBT luta para ter direitos iguais, se dizem uma minoria e buscam respeito e igualdade. Até aí tudo bem. O problema é que a forma que eles querem que as coisas aconteçam é criando preconceitos com os conservadores e religiosos, querendo leis que beneficiem o seu grupo em detrimento de outros, e que punam até as pessoas que eles achem que estão olhando torto para eles. Eles querem combater o preconceito criando mais preconceito, eles querem combater a intolerância, criando mais intolerância, sendo que do outro lado da moeda. Eles querem ter suas liberdades, mas querem oprimir os que têm opiniões diferentes das deles. Você não pode mais discordar de qualquer coisa considerada “moderna” que logo é taxado de conservador num sentido pejorativo, de preconceituoso ou homofóbico.

Os ativistas gays não aceitam que a homossexualidade é uma doença. Ok, eles tem o direito de pensar assim. O CFP e a OMS também. Mas e quanto aos homossexuais que não acham que ser gay é normal? E quanto aos homossexuais que querem fazer um tratamento? Para o grupo LGBT, para o CFP e a OMS, eles devem ser proibidos não só do tratamento, mas também até de ter essa ideia passando pela sua cabeça. O que esses grupos “modernos” querem é fazer uma ditadura. Uma ditadura de ideais, que só vale as pessoas que pensam como eles. Eles pregam a liberdade, mas desde que seja dentro dos seus moldes. Eles querem que todos deixem de ofendê-los, mas eles podem ofender os outros, se quiserem. Eles querem ter direitos, mas para os que discordarem, os direitos devem ser retirados. Isso é uma ditadura, é a ditadura do politicamente correto.

O negócio é que não vivemos numa ditadura, e sim numa democracia, e com liberdade de opinião. Desde que não se ofenda ninguém, a opinião é válida e deve ser respeitada. Daqui a pouco, graças a essa ditadura do politicamente correto, você não poderá emitir as suas opiniões sem escandalizar alguém a ponto de ser preso. Você não poderá mais ser livre para falar o que quiser, mesmo que não ofenda ninguém, porque a única liberdade que restará serão aquelas que concordarem com os rumos da humanidade.

Exatamente o que eu disse nos tweets acima: democracia. Se alguém for gay e achar que precisa de ajuda, por que impedir? O grupo LGBT, o CFP, a OMS e companhia limitada vão querer obrigar todo mundo a pensar que ser gay é normal? Vão querer obrigar até os próprios gays que acham que precisam de ajuda a pensar assim? Será que eles não têm o direito de procurar ajuda se quiser?

Ninguém tá dizendo que ser gay é uma doença. Ninguém tá dizendo que a decisão da Justiça obrigará os gays a se tratarem, e ninguém tá dizendo que os gays serão internados a força, como loucos. O que a Justiça fez foi garantir as liberdades individuais, foi garantir o direito de escolha, a democracia. SE o gay QUISER poderá procurar ajuda. Não tem porque impedir isso. A escolha é dele. Então porque toda essa briga para obrigar todos a pensarem igual? Porque essa ditadura de pensamentos e ideias, do politicamente correto? O juiz tomou uma decisão sensata, e espero que as próximas instâncias a jugarem esse caso também sejam.

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A ditadura do politicamente correto (Ou: os gays podem fazer tratamento se quiserem)

“É muito bom fazer o que gosta”

Essa frase foi dita pelos pais do namorado da minha irmã em conversa com os meus pais. Eles se referiam ao seu filho, namorado da minha irmã, que está fazendo Teologia, e disseram que ele está gostando muito. O namorado da minha irmã não dava para nada. Era ruim em estudos, já tinha sido reprovado duas vezes na escola em séries diferentes, e sempre tirava notas baixas. Ele não consegue se concentrar em nada, e nada interessava ele. É por isso que ele estava fazendo o 3º ano do Ensino Médio com 19 anos. E para completar, ele reprovou de novo. Aí foi fazer um supletivo. Em compensação, na igreja ele era muito dedicado. Realmente gostava de tudo o que fazia. Lia a Bíblia, lia outros livros bíblicos, tinha bons conhecimentos doutrinários, cantava, pregava, e ainda sabia tocar alguns instrumentos. Quando uma igreja nova abriu em outra cidade, ele foi lá ensinar aos jovens a tocar os instrumentos e ajudar a organizar a banda. Ele sabe lidar com as pessoas, é simpático, puxa assunto com todo mundo (apesar que eu acho que ele fala demais e é extrovertido ao extremo). Ele e seus pais já tinham percebido essa sua vocação para a igreja, mas preferiam que ele fizesse alguma faculdade antes de Teologia, para que no futuro ele não dependesse só da igreja para o seu sustento. Mas não teve jeito, ele não conseguia. Então decidiram que o melhor à fazer era mandá-lo para a faculdade de Teologia, em Goiás. E ele está gostando.

Que bom para ele, porque eu nunca fiz nada que realmente gostasse. Escolhi fazer Administração por causa de um curso de 1 ano que eu tinha feito e tinha gostado. O nome do curso era “Administração Prática”, e realmente o negócio era prático. Os professores não ficavam falando de teorias e teorias que não iríamos precisar. Era tudo concentrado em casos que poderiam acontecer na prática. O curso era dividido em 3 módulos: RH (que por incrível que pareça, eu não dei na faculdade, mas sei que se tivesse dado não seria tão prático assim), Contabilidade (dei na faculdade, mas foi muito básico. Arrisco a dizer que aprendi mais nesse curso do que na faculdade) e Marketing (dei na faculdade, mas foi muito teórico). Eu gostei muito desse curso, então por isso escolhi fazer Administração na faculdade. Era a melhor escolha que eu tinha para fazer, porque não me identificava com nenhuma outra profissão. Eu não era bom em matemática para tentar algo de Exatas, como Engenharia, e também não queria ser professor, para tentar algo de Humanas. Então o que fazer? Administração. E como eu já disse aqui, a faculdade é muito teórica. Vemos muitas coisas que são desnecessárias para a prática. Você estuda, por exemplo, teorias de Estoque, Logística e Administração de Materiais, que eu achei bem chatas, porque sabia que se entrasse numa empresa para trabalhar num estoque ou num almoxarifado, eu iria ser treinado e teria um computador para eu acessar o sistema e conferir tudo. Não precisaria saber daquelas teorias e me lembrar de cada conceito em cada coisa que fosse fazer no trabalho.

E também teve o estágio que eu fiz, que apesar de curto, me deu uma boa visão sobre como funciona uma empresa e como é a rotina administrativa. Hoje posso dizer que com certeza, trabalhar no escritório, com um computador e papéis é o trabalho que mais combina comigo e com a qual eu mais me identifico, mas eu não chego a dizer “eu amo o que eu faço” ou “eu faço o que gosto”. Eu não amo. Eu não gosto GOSTO realmente do que faço. É só o trabalho que mais me identifico. Na verdade acho que o trabalho de auxiliar administrativo é bem operacional e monótono, mas também não é que eu prefira trabalhar em algo mais perigoso ou que me faça ter que resolver problemas diferentes todos os dias. O negócio é que se trabalho fosse bom ele não teria esse nome.

Mas sem querer parecer prepotente, às vezes acho que eu nasci para ser chefe. Não tenho voz ativa dentro de um grupo de trabalho de escola ou faculdade, e é difícil eu conseguir convencer alguém, mas quando eu consigo, e quando as coisas saem do jeito que eu planejei, geralmente o resultado sai muito bom. Pode parecer que estou me gabando, mas conheço e reconheço os meus defeitos, mas também as minhas qualidades. Acho que essa sinceridade é importante para você se conhecer melhor e poder tirar o maior proveito das suas habilidades e poder melhorar nas deficiências. Vou dar um exemplo: na época do Ensino Médio era bem difícil eu conseguir convencer as pessoas sobre as minhas ideias (na faculdade, apesar de todos os problemas, principalmente na fase do TCC, tive a sorte de ter um bom grupo, que eram boas pessoas, e por isso conseguia conversar mais com o grupo e tomar decisões em conjunto). Em trabalhos de escola nada do que eu falava ou sugeria era aproveitado. Teve apenas duas vezes que consegui fazer duas apresentações de Geografia do jeito que eu queria, e elas ficaram tão boas que depois o professor me elogiou. De todas as outras vezes que tinha apresentação de Geografia (e tinham muitas) eu não tinha tomado decisão nenhuma, e o resultado era ruim. Todo mundo lia o papel ou o slide.

Outro exemplo que eu posso dar, também no Ensino Médio, foi quando eu tentei falar algo uma vez na questão da formatura e ninguém quis dar bola. Eu tinha uma colega extrovertida e que falava alto (o tipo que todo mundo sempre ouve e considera suas opiniões, ao contrário de pessoas introvertidas, caladas e que geralmente falam baixo), e eu disse a minha ideia a ela. Então ela falou bem alto e todos não só escutaram, como pareceram considerar o que ela disse, sendo que eu já tinha dito aquilo e ninguém ligou (eu não falei bem alto para todos ouvir, mas falei com os representantes, que eram quem tomavam as decisões).

Outro exemplo que posso destacar é sobre o próprio TCC: eu era meticuloso com os detalhes, porque o professor exigia que esses detalhes fossem colocados, ou então mandava refazer. Acontece que às vezes a preguiça e pressa tomava conta do grupo e elas não queriam colocar. Era preciso eu insistir muito para que escrevêssemos um pouco mais. Quando o professor via, dizia que estava bom, e quase nunca mandava reescrever. Eu vi muitos grupos que perdiam muito tempo e ficavam com raiva do professor porque quando mostravam a ele, ele mandava fazer de novo. Aconteceu isso com a gente também, mas não na mesma quantidade que eu via acontecendo com os outros grupos. E quando eu queria escrever algo que só eu tinha entendido ser daquela forma e todo mundo tinha entendido o contrário, quando perguntávamos ao professor ele confirmava que o jeito que ele queria e tinha falado foi aquele que eu tinha dito e que era a forma que já estava escrito no TCC, novamente por insistência minha.

Isso me faz pensar que sou bom em organizar, planejar, delegar e cobrar resultados. Isso é liderança. Mas na faculdade eu não era líder do grupo, porque ninguém me reconhecia como tal. Era só um membro, como todos. Numa empresa, tendo um cargo de chefia, talvez esse reconhecimento aparecesse e eu pudesse desempenhar essa função melhor do que na época da faculdade.

Mas é claro, ninguém começa por cima. Você tem que começar por baixo, e esse é o certo. Eu mesmo não desejo começar por cima. Quero começar por baixo, conhecer a empresa, as operações, ganhar conhecimento prático e experiência para poder merecer um cargo, até porque se chegasse lá em cima logo de cara não saberia fazer nada e iria ser um desastre. Esse é um motivo por eu ter sonhado tantas vezes por um emprego na McDonald’s ou outras redes de fast food, porque elas dão chance de crescimento. Além de pegarem pessoas sem experiência, você ainda teria um emprego numa grande empresa que aproveita os profissionais. Melhor que trabalhar de auxiliar administrativo numa empresa pequena ou média e morrer naquela mesma função (porque em setor administrativo em empresas pequenas ou médias é difícil crescer, já que muitas vezes o seu chefe já é o próprio dono, como no caso da empresa em que estagiei, que era de médio porte e o dono era o diretor do setor financeiro, onde eu ficava com os outros funcionários). Mas infelizmente eu não consegui emprego nem na McDonald’s e nem em outras empresas de fast food e do comércio, e não foi por falta de tentativas.

Por outro lado, tudo o que eu disse foi uma idealização, algo que eu penso como um sonho que poderia dar certo. Mas a verdade é que sou muito inseguro, e essa é uma característica que um chefe não pode ter. Talvez eu seja inseguro pela minha falta de experiência, ou talvez essa seja uma característica minha que precise ser trabalhada (ou as duas coisas).

Agora só me resta esperar para que o concurso que eu passei finalmente me chame. Estou tentando manter as esperanças, porque o tempo está passando e ainda faltam muitas pessoas para serem chamadas. Esse concurso não é grande coisa, mas agradeço a Deus por essa porta aberta, e que com certeza será um ótimo início, para que quem sabe eu possa melhorar um dia (tendo um negócio próprio, porque onde vou trabalhar não tem plano de cargos e carreiras, infelizmente, então se eu ficar lá, vou me aposentar lá, no mesmo cargo).

Eu só espero que um dia eu consiga ter um negócio próprio bem sucedido, ou pelo menos ter um emprego que eu possa dizer que goste dele (ou as duas coisas, se for possível rs).

“É muito bom fazer o que gosta”

Medos de coisas que podem virar realidade

Confesso, eu tenho medo de agulha. Não gosto de levar injeção e nem de tirar sangue. Dizem que é só uma picadinha, mas o que eu sinto é dor. Fico mal quando tenho que fazer uma dessas duas coisas. Esses dias fui no laboratório levar meu mijo minha urina para um exame, e só de entrar lá e sentir aquele cheio de vacina, seringa e álcool já me senti mal. No outro dia, quando fui pegar o resultado, tive que aguardar, e a pessoa que chamava para entregar o resultado, era a mesma que chamava para fazer exame de sangue (e na mesma sala). Eu fiquei um pouco nervoso com isso. Mesmo sabendo que eu não estava ali para fazer exame de sangue, parecia que estava, porque tinha todos os elementos: o laboratório, aquele cheiro característico no ar, a chamada naquela sala e a espera. Quando finalmente peguei o meu exame, fui embora e me senti aliviado.

Se tenho medo de agulha, também não gostaria de nunca ter que fazer uma cirurgia na minha vida. A minha mãe disse “cuidado não!”, e disse que as coisas que a gente mais tem medo é o que termina acontecendo. Ela deu o exemplo da minha avó, sua mãe, dizendo que o maior medo que ela tinha era de câncer. Ela nem sequer dizia essa palavra e sempre se referia a ela como “aquela doença incuravi” (antigamente a crença popular dizia que quem dissesse a palavra “câncer” poderia contrair a doença). O que aconteceu é que ela terminou tendo câncer e morrendo disso.

Eu acho que às vezes acontecem sim essas coincidências nas nossas vidas, de o que temos mais medo na vida se concretizar, mas acredito que não deve ser sempre. De qualquer forma, eu disse a minha mãe: “então vou passar a ter medo de ter que ir trabalhar. Quem sabe assim eu não consigo um emprego?”.

Medos de coisas que podem virar realidade

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Uma das coisas que gosto de fazer na internet de vez em quando é ler sobre os costumes e cultura de diversos países. Dá para descobrir essas informações numa simples pesquisa Google (se você pesquisar por um item específico, como “educação”, “festas” ou “Natal”, por exemplo), em canais do YouTube e em blogs específicos de brasileiros que moram nesses países e falam como é lá. Depois de ler sobre alguns países pude concluir que os países desenvolvidos têm algumas características culturais e de comportamento em comum. Não são características ou traços que definem um país, e sim pequenos detalhes que não influenciam em muita coisa, mas que estão presente em todos eles, e que não pude deixar de perceber. Então pelo que eu percebei, nos países desenvolvidos:

  • As pessoas são mais fechadas e reservadas, mais difíceis de fazer amizade. Provavelmente você não encontrará pessoas falando com estranhos numa fila ou na parada do ônibus, por exemplo, enquanto no Brasil isso é comum.
  • As temperaturas desses países são mais frias, principalmente no inverno. Isso me fez pensar: será que existe uma relação entre países com temperaturas frias terem habitantes também mais frios, fechados e reservados? Enquanto eu percebi esse padrão nos países desenvolvidos, também percebi que nos países onde as temperaturas são mais quentes, as pessoas costumam ser mais sorridentes, alegres e supostamente mais sociáveis, mas em geral esses países são subdesenvolvidos (não cheguei a ler sobre esses países, geralmente leio só sobre os desenvolvidos mesmo). Não achei nada que pudesse comprovar isso, mas seria interessante se alguém pudesse fazer um estudo científico disso para ver se existe mesmo essa relação, ou é apenas uma enorme coincidência.
  • As pessoas são mais educadas uns com os outros e respeitam mais as leis e a organização do sistema.
  • As pessoas são sempre pontuais.
  • Se usa mais as escolas e hospitais públicos, de uma maneira geral (sejam eles gratuitos ou pagos).
  • As pessoas são mais honestas, e por isso a confiança entre elas é maior.
  • Existe uma alta porcentagem de pessoas que se consideram sem religião ou ateus. Parece que quanto maior a qualidade de vida de um país, independente do custo de vida, maior o distanciamento da sua população das religiões. É como se já que as pessoas têm tudo, não sentem necessidade de pertencer a nenhuma religião. Mas talvez elas sejam infelizes internamente, como no caso da Nova Zelândia, que apesar de ser um país de primeiro mundo, com alta qualidade de vida, ótima educação e segurança, tem grandes índices de suicídio entre os jovens. O fato das pessoas desses países serem mais fechadas deve contribuir ainda mais para a depressão. Isso mostra o quão importante é Deus e o evangelho na vida de uma pessoa, e não só a qualidade de vida material. É como diz na Bíblia:

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

– Mateus 4:4 (ARC)

Bem, e são essas as características em comum que eu percebi entre os países desenvolvidos. É claro que dizer que os países desenvolvidos são iguais só por causa dessas características que eles têm em comum é um erro, mas também acho elas vão além de uma mera coincidência. Pelo que percebi esses atributos têm mais a ver em como o grau de desenvolvimento de um país e a sua localização no mundo influenciam no comportamento das pessoas. Alguns deles são mais consequências por um país ser de primeiro mundo do que as causas.

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Eu não gosto desses programas policiais e de sangue, como o Brasil Urgente, de Datena, o Cidade Alerta, de Marcelo Rezende, e outros parecidos. Eles só trazem notícia ruim. É morte, sequestro, assalto, estupro, abusos, tráfico… é só sangue, sangue, sangue e polícia, polícia, polícia. É muito sensacionalismo. Sabemos que o Brasil não é essas mil maravilhas, sabemos que aqui não é um exemplo de local seguro e desejamos que o governo tivesse um cuidado maior com essa área, mas quando você assiste a um programa desse tipo a sua ideia sobre o Brasil, o estado ou cidade onde vive fica ainda mais afetada. Você fica revoltado com o que vê, revoltado com a bandidagem e revoltado com o governo. Você fica com raiva de tudo e de todos, fica desgostoso e tem uma imagem negativa de tudo além da conta. Sabemos dos defeitos do Brasil, vivenciamos assaltos, sabemos do perigo que corremos nas ruas, mas mesmo assim você vive a sua vida normal. Agora quando você assiste a esse tipo de programa, a sua visão muda, e para pior. Isso não é saudável.

O negócio é que bandidagem nunca vai parar de existir. A segurança no Brasil pode melhorar o quanto for, mas sempre existirão notícias ruins para encher esses jornais sanguinários. E se você continua assistindo, mesmo que os níveis de segurança e violência melhorem, você ainda irá ver tudo com uma olhar negativo. Esse tipo de notícia sempre existirá, e ele mostra uma realidade, mas que muitas vezes nos faz acreditar que é muito pior do que realmente é. Ficamos alarmados e com medo de sair de casa depois de vermos um programa desses. Se existissem jornais e programas de televisão que só dessem notícias boas, de pessoas que fazem bem aos outros, que trabalham em causas sociais, que se respeitam e se ajudam, e se fosse sempre assim, cheio de conteúdos todos os dias, assim como esses jornais policiais, a nossa tendência seria não só admirar a atitude daquelas pessoas, como também nos sentiríamos mais felizes e leves, seríamos mais otimistas, e o melhor, faríamos aquilo que vimos os outros fazerem.

O que estou querendo dizer é que esses jornais policias, assim como todo o meio de comunicação, influencia as pessoas que assistem (ou leem, no caso das notícias de jornais impressos ou da internet). São programas que não têm bons conteúdos a oferecer, que têm baixa qualidade, que não nos acrescenta informação útil e que não faz aprendermos nada. Eles só estão ali alardeando aos quatro ventos casos de violência que nos fazem ficar apreensivos e revoltosos. Eles só trazem coisas negativas para quem assiste. Eles só fazem as pessoas se tornarem mais negativas.

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Vontade de aprender a tocar violino

De vez em quando toca na igreja a orquestra, que é o conjunto de instrumentos não só limitada aos instrumentos de sopro, mas também acrescida de violinos, violoncelos e outros instrumentos. É difícil eles tocarem lá. Todo domingo toca a banda masculina ou a banda feminina, mas que é formada só de instrumentos de sopro. É bonito, mas quando os outros instrumentos tocam juntos (formando a orquestra) fica diferente, fica mais completo, mais bonito. E sempre que toca assim eu acho tão bonito que fico com vontade de aprender a tocar um instrumento, mais especificamente o violino. Ele tem um som suave, doce e clássico que me chama atenção. Acho que é um instrumento que combina comigo, ao invés do violão, guitarra, baixo ou bateria, que são os instrumentos mais procurados pelas pessoas que querem aprender a tocar algo.

Acho que essa minha vontade de querer tocar violino começou quando, num domingo em que a orquestra estava tocando, um menino recebeu uma oportunidade para tocar sozinho lá na frente. Ele é a única criança da orquestra, e devia ter na época uns 8 anos. Ele tocou muito bem, foi muito bonito. Depois o pastor disse que ele estava aprendendo a tocar violino há apenas 1 ano. Em 1 ano aquele menino já tocava muito bem, mesmo o violino sendo considerado um dos instrumentos mais difíceis de aprender. Isso para mim foi inspirador. Mas deixei passar e depois me esqueci. No domingo retrasado lá estava a orquestra tocando de novo, e toda a beleza do seu som fez aquela vontade voltar a aparecer. Dessa vez tomei coragem e fui procurar informação sobre com quem eu devia falar para aprender a tocar. Uma menina simpática que estava guardando o seu violino me respondeu. Depois procurei por preços de violino na internet e fui lendo várias coisas sobre marcas e acessórios, e descobri muitas coisas sobre violino que eu não sabia antes. Infelizmente, nesse momento eu não tenho dinheiro para comprar um instrumento, mas quando eu estiver trabalhando vou juntar e comprar. Da última vez que eu vi a orquestra tocando eu percebi que essa não era só uma admiração da minha parte, de como eu achava bonita a orquestra, ou só uma vontade passageira de aprender a tocar um instrumento, mas sim algo mais forte. Eu realmente quero aquilo.

Isso para mim é animador porque eu tinha vontade de aprender a tocar um instrumento quando tinha lá os meus 13 anos. Queria entrar na banda do grupo dos adolescentes, mas terminou que não deu certo. Eu queria aprender teclado (na verdade, o que eu sempre quis foi piano, até hoje, mas quem sabe um dia), mas a oportunidade que eu tive foi de aprender violão com um vizinho que ensinava. Meu avô paterno comprou o violão para mim, e eu fiquei animado (por mais que nunca tivesse tido a vontade de aprender violão, eu estava aprendendo a tocar um instrumento, então estava animado). Depois o vizinho terminou se mudando e o violão ficou encostado. Um ano depois eu comecei a estudar para as provas do IFPE e do Senai, aí terminei me ocupando. De lá para cá muita coisa mudou na minha vida, e inclusive eu mudei, e uma dessas coisas que mudaram é que eu perdi o interesse em tocar um instrumento. Simplesmente não tinha mais vontade de aprender nada, só me preocupava com os estudos, e depois em arrumar um emprego, que eu nunca consegui. Na igreja eu sou parado por achar que não ter talento para nada. Então quando essa vontade surgiu a primeira vez, quando eu vi aquele menino tocar, eu ignorei. Mas nessa segunda vez eu tive certeza, e estou animado e feliz por isso. Não só estou com vontade de aprender a tocar um instrumento, como também voltarei a participar de algo da igreja. Mas isso é claro, só quando eu estiver trabalhando (e espero que não demore) para poder comprar o violino e poder ir aprender. Mesmo assim, só o fato de ter vontade de fazer isso já é algo que me deixa animado como eu nunca mais estive, e estou feliz por isso!

Vontade de aprender a tocar violino

Brasil não é o pior país do mundo e nem da América do Sul

É muito comum, muito mesmo, ouvirmos comentários como esses:

A saúde está uma calamidade. Claro, é Brasil!

As pistas estão esburacadas. Isso é Brasil!

O transporte público é de má qualidade. É Brasil!

Esses políticos são todos corruptos, um bando de bandidos, nenhum presta. Tinha que ser o Brasil mesmo!

Os corrutos não são punidos, isso é Brasil!

Dentre outros…

O negócio é que na boca dos brasileiros o Brasil é um péssimo país. Na boca deles o Brasil é o pior país que existe porque não é parecido com os Estados Unidos, o grande modelo de nação poderosa e desenvolvida que todos têm em seu imaginário (e que nem sempre é isso tudo). Mas eu não vejo bem assim. É claro que temos muitos problemas, e eles são revoltantes e desanimadores. A nossa colocação no ranking mundial da qualidade de educação, do IDH, da violência e da corrupção são sempre decepcionantes. Mas estamos longe de ser esse país péssimo que tantos falam por aí. Você pode perceber isso facilmente se analisar os nossos países vizinhos, aqui da América do Sul, que ficam pertinho da gente, do nosso lado. A Argentina vive uma crise de 20 anos. No ano passado a inflação de lá chegou a 40% e a expectativa para esse ano é para que ela chegue a 21%, segundo os especialistas. A Venezuela vive uma ditadura socialista disfarçada de democracia. A Bolívia idem.

Não estou dizendo que o Brasil é as 1000 maravilhas. Temos problemas, e muitos. Esses problemas são grandes e profundos, são escândalos de nível mundial, de coisas nunca imaginadas nessa magnitude, como a Lava-Jato, e que atinge a vida de todos nós. Mas também não somos tão derrotados. Pelo menos, mesmo com todos os nossos defeitos, e mesmo com a nojeira dos nossos políticos, ainda somos uma democracia. Ainda temos esse poder nas mãos (apesar que o povo sempre escolhe os políticos e os partidos de sempre). Situação pior vivem os cidadãos dos países vizinhos da América do Sul. Pior situação vivem as pessoas do Oriente Médio, que estão sempre à mercê de uma guerra ou de um homem-bomba. Não posso dizer que o Brasil é o melhor país da América do Sul, e nem tampouco do mundo, mas com certeza ele não é o pior.

Brasil não é o pior país do mundo e nem da América do Sul