Medos de coisas que podem virar realidade

Confesso, eu tenho medo de agulha. Não gosto de levar injeção e nem de tirar sangue. Dizem que é só uma picadinha, mas o que eu sinto é dor. Fico mal quando tenho que fazer uma dessas duas coisas. Esses dias fui no laboratório levar meu mijo minha urina para um exame, e só de entrar lá e sentir aquele cheio de vacina, seringa e álcool já me senti mal. No outro dia, quando fui pegar o resultado, tive que aguardar, e a pessoa que chamava para entregar o resultado, era a mesma que chamava para fazer exame de sangue (e na mesma sala). Eu fiquei um pouco nervoso com isso. Mesmo sabendo que eu não estava ali para fazer exame de sangue, parecia que estava, porque tinha todos os elementos: o laboratório, aquele cheiro característico no ar, a chamada naquela sala e a espera. Quando finalmente peguei o meu exame, fui embora e me senti aliviado.

Se tenho medo de agulha, também não gostaria de nunca ter que fazer uma cirurgia na minha vida. A minha mãe disse “cuidado não!”, e disse que as coisas que a gente mais tem medo é o que termina acontecendo. Ela deu o exemplo da minha avó, sua mãe, dizendo que o maior medo que ela tinha era de câncer. Ela nem sequer dizia essa palavra e sempre se referia a ela como “aquela doença incuravi” (antigamente a crença popular dizia que quem dissesse a palavra “câncer” poderia contrair a doença). O que aconteceu é que ela terminou tendo câncer e morrendo disso.

Eu acho que às vezes acontecem sim essas coincidências nas nossas vidas, de o que temos mais medo na vida se concretizar, mas acredito que não deve ser sempre. De qualquer forma, eu disse a minha mãe: “então vou passar a ter medo de ter que ir trabalhar. Quem sabe assim eu não consigo um emprego?”.

Medos de coisas que podem virar realidade

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Uma das coisas que gosto de fazer na internet de vez em quando é ler sobre os costumes e cultura de diversos países. Dá para descobrir essas informações numa simples pesquisa Google (se você pesquisar por um item específico, como “educação”, “festas” ou “Natal”, por exemplo), em canais do YouTube e em blogs específicos de brasileiros que moram nesses países e falam como é lá. Depois de ler sobre alguns países pude concluir que os países desenvolvidos têm algumas características culturais e de comportamento em comum. Não são características ou traços que definem um país, e sim pequenos detalhes que não influenciam em muita coisa, mas que estão presente em todos eles, e que não pude deixar de perceber. Então pelo que eu percebei, nos países desenvolvidos:

  • As pessoas são mais fechadas e reservadas, mais difíceis de fazer amizade. Provavelmente você não encontrará pessoas falando com estranhos numa fila ou na parada do ônibus, por exemplo, enquanto no Brasil isso é comum.
  • As temperaturas desses países são mais frias, principalmente no inverno. Isso me fez pensar: será que existe uma relação entre países com temperaturas frias terem habitantes também mais frios, fechados e reservados? Enquanto eu percebi esse padrão nos países desenvolvidos, também percebi que nos países onde as temperaturas são mais quentes, as pessoas costumam ser mais sorridentes, alegres e supostamente mais sociáveis, mas em geral esses países são subdesenvolvidos (não cheguei a ler sobre esses países, geralmente leio só sobre os desenvolvidos mesmo). Não achei nada que pudesse comprovar isso, mas seria interessante se alguém pudesse fazer um estudo científico disso para ver se existe mesmo essa relação, ou é apenas uma enorme coincidência.
  • As pessoas são mais educadas uns com os outros e respeitam mais as leis e a organização do sistema.
  • As pessoas são sempre pontuais.
  • Se usa mais as escolas e hospitais públicos, de uma maneira geral (sejam eles gratuitos ou pagos).
  • As pessoas são mais honestas, e por isso a confiança entre elas é maior.
  • Existe uma alta porcentagem de pessoas que se consideram sem religião ou ateus. Parece que quanto maior a qualidade de vida de um país, independente do custo de vida, maior o distanciamento da sua população das religiões. É como se já que as pessoas têm tudo, não sentem necessidade de pertencer a nenhuma religião. Mas talvez elas sejam infelizes internamente, como no caso da Nova Zelândia, que apesar de ser um país de primeiro mundo, com alta qualidade de vida, ótima educação e segurança, tem grandes índices de suicídio entre os jovens. O fato das pessoas desses países serem mais fechadas deve contribuir ainda mais para a depressão. Isso mostra o quão importante é Deus e o evangelho na vida de uma pessoa, e não só a qualidade de vida material. É como diz na Bíblia:

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

– Mateus 4:4 (ARC)

Bem, e são essas as características em comum que eu percebi entre os países desenvolvidos. É claro que dizer que os países desenvolvidos são iguais só por causa dessas características que eles têm em comum é um erro, mas também acho elas vão além de uma mera coincidência. Pelo que percebi esses atributos têm mais a ver em como o grau de desenvolvimento de um país e a sua localização no mundo influenciam no comportamento das pessoas. Alguns deles são mais consequências por um país ser de primeiro mundo do que as causas.

Países desenvolvidos têm algumas características em comum

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Eu não gosto desses programas policiais e de sangue, como o Brasil Urgente, de Datena, o Cidade Alerta, de Marcelo Rezende, e outros parecidos. Eles só trazem notícia ruim. É morte, sequestro, assalto, estupro, abusos, tráfico… é só sangue, sangue, sangue e polícia, polícia, polícia. É muito sensacionalismo. Sabemos que o Brasil não é essas mil maravilhas, sabemos que aqui não é um exemplo de local seguro e desejamos que o governo tivesse um cuidado maior com essa área, mas quando você assiste a um programa desse tipo a sua ideia sobre o Brasil, o estado ou cidade onde vive fica ainda mais afetada. Você fica revoltado com o que vê, revoltado com a bandidagem e revoltado com o governo. Você fica com raiva de tudo e de todos, fica desgostoso e tem uma imagem negativa de tudo além da conta. Sabemos dos defeitos do Brasil, vivenciamos assaltos, sabemos do perigo que corremos nas ruas, mas mesmo assim você vive a sua vida normal. Agora quando você assiste a esse tipo de programa, a sua visão muda, e para pior. Isso não é saudável.

O negócio é que bandidagem nunca vai parar de existir. A segurança no Brasil pode melhorar o quanto for, mas sempre existirão notícias ruins para encher esses jornais sanguinários. E se você continua assistindo, mesmo que os níveis de segurança e violência melhorem, você ainda irá ver tudo com uma olhar negativo. Esse tipo de notícia sempre existirá, e ele mostra uma realidade, mas que muitas vezes nos faz acreditar que é muito pior do que realmente é. Ficamos alarmados e com medo de sair de casa depois de vermos um programa desses. Se existissem jornais e programas de televisão que só dessem notícias boas, de pessoas que fazem bem aos outros, que trabalham em causas sociais, que se respeitam e se ajudam, e se fosse sempre assim, cheio de conteúdos todos os dias, assim como esses jornais policiais, a nossa tendência seria não só admirar a atitude daquelas pessoas, como também nos sentiríamos mais felizes e leves, seríamos mais otimistas, e o melhor, faríamos aquilo que vimos os outros fazerem.

O que estou querendo dizer é que esses jornais policias, assim como todo o meio de comunicação, influencia as pessoas que assistem (ou leem, no caso das notícias de jornais impressos ou da internet). São programas que não têm bons conteúdos a oferecer, que têm baixa qualidade, que não nos acrescenta informação útil e que não faz aprendermos nada. Eles só estão ali alardeando aos quatro ventos casos de violência que nos fazem ficar apreensivos e revoltosos. Eles só trazem coisas negativas para quem assiste. Eles só fazem as pessoas se tornarem mais negativas.

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Vontade de aprender a tocar violino

De vez em quando toca na igreja a orquestra, que é o conjunto de instrumentos não só limitada aos instrumentos de sopro, mas também acrescida de violinos, violoncelos e outros instrumentos. É difícil eles tocarem lá. Todo domingo toca a banda masculina ou a banda feminina, mas que é formada só de instrumentos de sopro. É bonito, mas quando os outros instrumentos tocam juntos (formando a orquestra) fica diferente, fica mais completo, mais bonito. E sempre que toca assim eu acho tão bonito que fico com vontade de aprender a tocar um instrumento, mais especificamente o violino. Ele tem um som suave, doce e clássico que me chama atenção. Acho que é um instrumento que combina comigo, ao invés do violão, guitarra, baixo ou bateria, que são os instrumentos mais procurados pelas pessoas que querem aprender a tocar algo.

Acho que essa minha vontade de querer tocar violino começou quando, num domingo em que a orquestra estava tocando, um menino recebeu uma oportunidade para tocar sozinho lá na frente. Ele é a única criança da orquestra, e devia ter na época uns 8 anos. Ele tocou muito bem, foi muito bonito. Depois o pastor disse que ele estava aprendendo a tocar violino há apenas 1 ano. Em 1 ano aquele menino já tocava muito bem, mesmo o violino sendo considerado um dos instrumentos mais difíceis de aprender. Isso para mim foi inspirador. Mas deixei passar e depois me esqueci. No domingo retrasado lá estava a orquestra tocando de novo, e toda a beleza do seu som fez aquela vontade voltar a aparecer. Dessa vez tomei coragem e fui procurar informação sobre com quem eu devia falar para aprender a tocar. Uma menina simpática que estava guardando o seu violino me respondeu. Depois procurei por preços de violino na internet e fui lendo várias coisas sobre marcas e acessórios, e descobri muitas coisas sobre violino que eu não sabia antes. Infelizmente, nesse momento eu não tenho dinheiro para comprar um instrumento, mas quando eu estiver trabalhando vou juntar e comprar. Da última vez que eu vi a orquestra tocando eu percebi que essa não era só uma admiração da minha parte, de como eu achava bonita a orquestra, ou só uma vontade passageira de aprender a tocar um instrumento, mas sim algo mais forte. Eu realmente quero aquilo.

Isso para mim é animador porque eu tinha vontade de aprender a tocar um instrumento quando tinha lá os meus 13 anos. Queria entrar na banda do grupo dos adolescentes, mas terminou que não deu certo. Eu queria aprender teclado (na verdade, o que eu sempre quis foi piano, até hoje, mas quem sabe um dia), mas a oportunidade que eu tive foi de aprender violão com um vizinho que ensinava. Meu avô paterno comprou o violão para mim, e eu fiquei animado (por mais que nunca tivesse tido a vontade de aprender violão, eu estava aprendendo a tocar um instrumento, então estava animado). Depois o vizinho terminou se mudando e o violão ficou encostado. Um ano depois eu comecei a estudar para as provas do IFPE e do Senai, aí terminei me ocupando. De lá para cá muita coisa mudou na minha vida, e inclusive eu mudei, e uma dessas coisas que mudaram é que eu perdi o interesse em tocar um instrumento. Simplesmente não tinha mais vontade de aprender nada, só me preocupava com os estudos, e depois em arrumar um emprego, que eu nunca consegui. Na igreja eu sou parado por achar que não ter talento para nada. Então quando essa vontade surgiu a primeira vez, quando eu vi aquele menino tocar, eu ignorei. Mas nessa segunda vez eu tive certeza, e estou animado e feliz por isso. Não só estou com vontade de aprender a tocar um instrumento, como também voltarei a participar de algo da igreja. Mas isso é claro, só quando eu estiver trabalhando (e espero que não demore) para poder comprar o violino e poder ir aprender. Mesmo assim, só o fato de ter vontade de fazer isso já é algo que me deixa animado como eu nunca mais estive, e estou feliz por isso!

Vontade de aprender a tocar violino

Brasil não é o pior país do mundo e nem da América do Sul

É muito comum, muito mesmo, ouvirmos comentários como esses:

A saúde está uma calamidade. Claro, é Brasil!

As pistas estão esburacadas. Isso é Brasil!

O transporte público é de má qualidade. É Brasil!

Esses políticos são todos corruptos, um bando de bandidos, nenhum presta. Tinha que ser o Brasil mesmo!

Os corrutos não são punidos, isso é Brasil!

Dentre outros…

O negócio é que na boca dos brasileiros o Brasil é um péssimo país. Na boca deles o Brasil é o pior país que existe porque não é parecido com os Estados Unidos, o grande modelo de nação poderosa e desenvolvida que todos têm em seu imaginário (e que nem sempre é isso tudo). Mas eu não vejo bem assim. É claro que temos muitos problemas, e eles são revoltantes e desanimadores. A nossa colocação no ranking mundial da qualidade de educação, do IDH, da violência e da corrupção são sempre decepcionantes. Mas estamos longe de ser esse país péssimo que tantos falam por aí. Você pode perceber isso facilmente se analisar os nossos países vizinhos, aqui da América do Sul, que ficam pertinho da gente, do nosso lado. A Argentina vive uma crise de 20 anos. No ano passado a inflação de lá chegou a 40% e a expectativa para esse ano é para que ela chegue a 21%, segundo os especialistas. A Venezuela vive uma ditadura socialista disfarçada de democracia. A Bolívia idem.

Não estou dizendo que o Brasil é as 1000 maravilhas. Temos problemas, e muitos. Esses problemas são grandes e profundos, são escândalos de nível mundial, de coisas nunca imaginadas nessa magnitude, como a Lava-Jato, e que atinge a vida de todos nós. Mas também não somos tão derrotados. Pelo menos, mesmo com todos os nossos defeitos, e mesmo com a nojeira dos nossos políticos, ainda somos uma democracia. Ainda temos esse poder nas mãos (apesar que o povo sempre escolhe os políticos e os partidos de sempre). Situação pior vivem os cidadãos dos países vizinhos da América do Sul. Pior situação vivem as pessoas do Oriente Médio, que estão sempre à mercê de uma guerra ou de um homem-bomba. Não posso dizer que o Brasil é o melhor país da América do Sul, e nem tampouco do mundo, mas com certeza ele não é o pior.

Brasil não é o pior país do mundo e nem da América do Sul

Quando eu era criança falava “ontem ontem” porque era assim que eu entendia a minha mãe falar. Só quando já estava no Ensino Fundamental II, não sei em qual série especificamente, foi que vi numa aula de português que a escrita era “anteontem”. Achei “anteontem” tão estranho e formal que nunca mais falei. De lá para cá só falo “antes de ontem”. No começo foi estranho trocar essas palavras e falar diferente, mas não tanto quanto “anteontem” soava quanto eu falava.

Nota

O verdadeiro significado do Natal

jesus-o-verdadeiro-significado-do-natal

Eu disse em outro post sobre como gosto de filmes de Natal, e sobre como eles falam de união e amor. Enquanto lhe escrevi percebi uma coisa: que é exatamente isso o que Deus quer de nós, e é exatamente isso o que Jesus pregou. Engraçado que, apesar de todas esses símbolos que temos hoje do Natal serem falsos, eles trazem a mesma mensagem do verdadeiro sentido do Natal, que é o nascimento de Jesus. Jesus é amor, Deus é amor. Deus deu o seu único Filho por nós, para morrer no nosso lugar. Isso porque, como somos pecadores, merecíamos morrer, mas Jesus veio para morrer no nosso lugar, levar toda a culpa por nós e nos perdoar dos nossos pecados. Essa é a maior prova de amor que existe, e é disso que devemos nos lembrar no Natal. O que Jesus pregou foi paz, amor, união, e devemos nos lembrar disso não só hoje, mas todos os dias.

O verdadeiro significado do Natal