Experiência de compra no site da Walmart e de entrega pela Total Express

Como disse no post anterior, comprei o notebook novo no site do Walmart. Teve frete grátis com prazo de 21 dias úteis. Achei que esse prazo longo demais seria porque o frete foi grátis e já tinha me preparado para receber o produto só em 10 de janeiro (tinha feito a compra no dia 9 de dezembro, num sábado, mas o pagamento só foi confirmado na segunda-feira, dia 11).

A entrega do produto é feita por uma transportadora, a Total Express, também chamada de Tex Courier. A Walmart manda e-mails informando o trajeto do produto (apesar que com algum atraso), mas se você quiser acompanhar o rastreamento no site, não tem informação nenhuma. Tive que pesquisar pelo site do rastreio (que é esse aqui). Se o rastreio é feito por fora do site da Walmart, ela poderia ao menos informar por onde podemos acompanhar. No caso da Total Express, tem dois sites, um com esse nome, e outro com o nome “Tex Courier” (que nem sei se se trata da mesma empresa). Durante um tempo eu acessei o site errado e por isso não conseguia ver o rastreamento.

Mas depois eu descobri o site certo e comecei a acompanhar. O notebook chegou em Recife rápido, e eu imaginei que baseado nas minhas experiências anteriores de compras online, na semana seguinte ele chegaria em casa. No dia 21 de dezembro ele entrou em “processo de entrega”, o que me fez imaginar que ele chegaria no mesmo dia. Mas não chegou. E nem no dia 22. Dia 23 e 24 foram sábado e domingo, e dia 25, Natal. Dia 26 não chegou, e só veio chegar apenas no dia 27. Foram 3 dias úteis em que o produto ficou em “processo de entrega” para poder finalmente chegar. Fui pesquisar na internet sobre essa transportadora e o que mais vi foram reclamações no Reclame Aqui sobre demora na entrega justamente por causa desse tal “processo de entrega”. E tem reclamações que são de anos atrás, e mesmo assim eles continuam com o mesmo problema. Vi algumas outras reclamações de que o rastreio diz que a pessoa estava ausente no momento da entrega, mas a pessoa nega e diz que estava o tempo todo no local e ninguém chegou, e então a transportadora responde que fará uma nova tentativa em 24h. Isso me fez imaginar que talvez seja por problemas de atraso como esses que a Walmart deu um prazo de 21 dias (apesar que não sei como é o prazo para outros produtos).

Quanto a minha entrega, eu não tive qualquer problema, e ele chegou em 12 dias úteis, o que é um prazo dentro do normal. O maior problema mesmo é o “processo de entrega” que fica dias assim. Como eu fico em casa todo dia e o dia todo, não tive maiores problemas com isso, mas tem situações em que todo mundo da casa trabalha ou sai, e então quando o rastreamento da sua compra online diz que está em entrega você separa aquele dia para ficar em casa a fim de receber o produto. Já fiz 4 compras pela internet, sendo 3 delas no Mercado Livre e com entrega pelos Correios, que sempre entregaram dentro no prazo. Os Correios, quando diz que está em entrega, quer dizer que vai chegar naquele mesmo dia. A outra compra foi o celular da minha mãe no site da Saraiva, que também foi entregue por uma transportadora, a Jadlog, e não tivemos nenhum problema. Então baseado nas experiências anteriores, quando o rastreamento mostra “entrega” esperamos que chegue no mesmo dia, e não 3 dias úteis depois. Para quem é ocupado isso é ruim. Nas respostas das reclamações do Reclame Aqui a transportadora responde que quando o produto entra em “processo de entrega” ele pode chegar até 72h úteis depois. Mas em nenhum momento eu vi essa informação no site do rastreio. As coisas ficam muito mal informadas. Essa é a forma que eles operam, e como entregam no prazo, esse detalhe nunca foi mudado.

E no dia da entrega, o cara veio entregar numa moto, onde outras encomendas estavam presas no bagageiro. É claro que a minha encomenda não tinha ficado no bagageiro da moto todos aqueles dias desde que o rastreamento mostrou o “processo de entrega”.  O que eles deveriam mudar para melhorar isso, seria mostrar “em entrega” apenas no dia da entrega, para que as pessoas mais ocupadas possam separar apenas 1 dia para esperar, e não 3. Antes disso, poderiam inventar outra palavra para dar nome ao processo antes da “entrega” de fato, que não fosse “processo de entrega” para não confundir as pessoas. É apenas um detalhe. A minha encomenda chegou antes do prazo estabelecido, chegou numa quantidade de dias normal, então não vou reclamar da empresa dizendo que ela é ruim ou faz um mal serviço. Mas se melhorassem esse detalhe no sistema deles, seria melhor para todos, tanto para os consumidores, que saberiam o dia exato da entrega, quanto para eles mesmos, que receberiam menos reclamações desse tipo no Reclame Aqui.

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Experiência de compra no site da Walmart e de entrega pela Total Express

Notebook novo

O notebook

notebook

E e finalmente chegou o meu notebook novo, depois de 12 dias úteis, no dia 27 de dezembro. A previsão era de 21 dias úteis (!), mas ainda bem que chegou antes, porque eu já não aguentava mais a ansiedade. Para mim um notebook é uma ferramenta importante porque além de eu digitar muito por causa dos blogs, eu prefiro usar ele para fazer tudo na internet do que o celular, simplesmente porque o celular descarrega e você tem que parar de usá-lo para colocar para carregar. O notebook eu uso sempre na tomada, então não passo por esse problema.

O notebook que estou em mãos é um Lenovo Ideapad 320 da cor branca, que segundo o site da Lenovo foi feito como uma edição limitada de black friday, apesar que eu comprei após a black friday. Ele é feio porque é todo branco com apenas a tela preta. Eu preferia que fosse ou todo branco ou todo preto, mas pelo preço que ele tava e com as configurações que ele tem, não dá para reclamar. Se trata de um Core i5 4GB de memória RAM, que geralmente se acha na casa dos R$ 2000,00 para cima, e eu consegui por R$ 1.530,00 no Walmart. Para chegar a esse preço a Lenovo tirou o leitor de DVD e CD, colocaram uma tela em HD ao invés de Full HD, e um HD de 500 GB ao invés de 1 TB. Como espaço não é problema para mim, porque eu tenho um HD externo de 1 TB, eu não ligo para um HD menor no notebook. Quanto a tela ser apenas em HD, o meu netbook anterior tinha tela de 10” com resolução menor que HD, e eu não via problema. Vejo muita gente que diz que tela HD em notebook é coisa do passado, e que Full HD é bem melhor, mas como nunca tive a oportunidade de usar uma tela Full HD, acho que não sentirei falta. E quanto ao drive de CD e DVD, eu não uso isso há muito tempo. Acho até que é algo ultrapassado, a não ser para quem tem um uso específico. Esse ainda é considerado um notebook leve com 1.75 kg. Eu particularmente não acho tão leve assim, porque o meu notebook anterior tinha 1.6 kg e eu já achava ele pesado. Leve para mim é 1.3 kg, como o Macbook Air.

Falando no Macbook Air, esse era o próximo notebook que eu queria ter, e o preço dele no Mercado Livre, apesar de ainda ser caro, é super em conta se comparado ao preço oficial da Apple de R$ 7.000,00 ou o preço que você encontra em outras lojas online como o Submarino, que está por R$ 4.000,00, mas apenas à vista ou em 1x no cartão. No Mercado Livre dá para encontrar por R$ 3.800,00 e parcelar sem juros. Apesar do Core i5 dele ser de 5ª geração, contra o Core i5 do notebook que eu comprei, que é de 7ª geração, temos que levar em consideração que ele roda o macOS, que é o principal motivo de eu desejá-lo.

Mas eu esperava que o meu antigo netbook Intel Atom 2GB de memória, que rodava o Windows 7 e travava tanto que eu tinha que reiniciar o tempo todo apertando o botão, durasse até quando eu estivesse trabalhando e pudesse juntar o dinheiro para comprar o tão sonhado Macbook Air. Não foi o que aconteceu, e ele quebrou faz algumas semanas. A tela dele já estava com defeito há 6 meses e de um tempo para cá a energia também ficava caindo. Eu só usava ele na tomada, e o que estava acontecendo era que a corrente elétrica caia e ele ficava pela bateria e depois voltava a energia sozinho, até que em certo dia a corrente elétrica deixou de funcionar e não voltou mais. Percebi que quando a bateria descarregasse o notebook morreria de vez. Mas nesse momento eu não estou trabalhando e não tenho dinheiro para comprar um Macbook Air, então o jeito foi pesquisar por um notebook comum com o Windows. Eu ainda espero poder ter um Macbook Air um dia. Quero muito conhecer o macOS e ter um notebook que é bonito, fino e leve de verdade. Mas agora isso vai demorar muitos anos, até o meu notebook novo, que acabei de comprar, quebrar (eu não compraria outro notebook só por desejo se o meu atual ainda estiver em boas condições).

Windows x Linux

Eu já estava tão cheio dos problemas de lentidão e erros inesperados e inexplicáveis do Windows que na hora da compra já tinha decidido que quando o notebook chegasse, a primeira coisa que eu iria fazer era particionar o HD e instalar o Linux Mint em dual boot com o Windows. Eu só não tinha instalado no meu netbook antigo, porque como o touch da tela estava com defeito, eu não conseguia nem sequer mexer o cursor durante a instalação. Enquanto eu esperava o notebook novo chegar vi tutoriais e vídeos sobre várias coisas relacionadas ao Linux, já para me preparar. Mas quando o notebook chegou e eu liguei e conheci o Windows 10… Menino, ele é muito bonito! A Microsoft colocou o novo design que está adotando como padrão para todos os seus produtos, o que é ótimo porque dá essa identidade visual e faz você reconhecer de longe quando algo é da Microsoft. É um design mais quadrado, sem pontas arredondadas e com ícones planos e simples (sem 3D). São os mesmos traços do Outlook.com e do Office 2013.

O Edge é realmente rápido, como eles prometeram. É uma evolução e tanto do Internet Explorer (que ainda vem instalado, mas não como padrão). O mais legal é que aquela barrinha da Cortana (que é inútil como inteligência artificial) serve também como barra de pesquisa. Você pode digitar diretamente de lá o que quer pesquisar e ele abre o Edge já com um resultado do Bing. E isso é feito muito rápido, quase não vi a página carregando. Fiz uma comparação com o Chrome, e demorou mais para eu abrir o Chrome, digitar os termos da pesquisa na barra de endereço e esperar ele retornar o resultado do Google, até porque, o Chrome, assim que você abre, demora um pouco mais que o normal para carregar a página. Infelizmente não dá para usar o Edge como navegador padrão, porque além de perder toda a sincronização que o Chrome dá entre os dispositivos, ele ainda tem problemas na forma como exibe algumas páginas. No Tecnoblog, por exemplo, ele exibe a logomarca um pouco manchada, e no Blogger a tela parece ficar com zoom, porque as letras ficam maiores do que realmente são. Esses problemas eu não vi no Chrome e nem no Firefox.

E todo o resto do design está ótimo. Os novos ícones e outros detalhes como a borda azul das janelas deixam tudo muito bonito. Ah, e agora ele tem um sistema de lembretes que faz parte da Cortana que acho bem útil. Isso é algo que sempre senti falta, e por isso tinha que recorrer a extensões do navegador ou ao Wunderlist (que ainda continuo usando para listas do que fazer, mas para lembretes mais básicos não).

Mas mesmo assim resolvi seguir o plano e instalar o Linux Mint em dual boot. Instalei, personalizei, instalei programas, deixei tudo do jeito que queria. Liguei e desliguei o notebook algumas vezes naquele dia e estava tudo bem. Liguei no outro dia e tudo ok. Mas uma partição de arquivos que eu tinha criado não estava sendo reconhecido pelo Mint. Segui o procedimento de um tutorial e resolvi isso. Mas quando desliguei e depois fui ligar novamente o notebook no Mint, apareceu uma tela preta retornando um erro em inglês. Fui pesquisar sobre ele e descobri que esse é um erro que acontece quando tem algum problema com o HD. Lembrei na hora do procedimento que fiz para que o Mint reconhecesse a partição de arquivos. Foi isso que causou o problema. Então instalei o Linux Mint de novo, dessa vez configurando a partição para ser lida logo da instalação. Instalei, configurei e personalizei e já estava tudo pronto e funcionando normalmente, inclusive a partição de arquivos e a partição do Windows, ambos acessíveis no Mint. Isso foi na manhã do segundo dia que eu estava com o notebook. À tarde, quando fui ligar, não apareceu a tela para escolher qual sistema eu queria, e o boot foi automaticamente para o Windows. Fui pesquisar sobre isso e achei vários tutoriais complexos que me deram preguiça só em ler. Tentei uns dois ou três procedimentos, mas nenhum funcionou. Tentei instalar o Mint de novo (pela 3ª vez), mas dessa vez quando eu configurava a partição de arquivos para montar (ser lido pelo sistema), ele retornava com um erro dizendo que não tinha sido possível configurar a montagem, e então a instalação parava (ou eu podia continuar a instalação sem usar aquela partição, o que não era uma opção). Aí eu comecei a pensar se valia a pena continuar com tudo aquilo. “Para que eu quero instalar o Linux?”, me perguntei. Queria ter o Linux por esses 3 motivos:

  1. Porque é um sistema mais leve. No Windows 10, assim que eu ligo e ainda sem fazer nada, ele já consome entre 59% e 64% de memória. O Linux Mint Cinnamon consome 31% de memória. O Windows 10 consome mais de 2 GB de memória, entre 2,3 GB e 2,6 GB. O Linux Mint Cinnamon consome apenas 1,1 GB. Quanto mais memória o sistema consome, mais fácil é ele travar quando você tiver com programas abertos. Travamentos é algo que eu queria evitar.
  2. Por causa dos erros constantes e imprevisíveis do Windows. Não é que o Linux seja imune a esse tipo de erro, mas eu acho ele mais estável nesse sentido. Já usei o Linux durante 1 ano inteiro como meu sistema principal, e foram distribuições mais leves e incompletas (o Lubuntu e Xubuntu), mas mesmo assim tive uma ótima impressão.
  3. Por causa da lentidão ao longo do tempo. O Windows é rápido no começo, quando está novo, mas na continuação do tempo vai ficando mais lento. E acho que não tem nada que possa ser feito para corrigir isso de verdade. No 1 ano que passei com o Lubuntu e Xubuntu (6 meses para cada) não tive problemas com lentidão ao longo do tempo.

No fundo, eu posso resumir esses 3 pontos em um: eu queria evitar ter dores de cabeça desnecessárias. Mas era justamente isso o que eu estava tendo com o Linux Mint. O sistema que eu instalei esperando que fosse a solução para os meus problemas, já tinha me ocupado os 3 dias que eu estava com o notebook por causa dos vários problemas que surgiram. Enquanto que com o Windows 10, eu apenas liguei, apareceu aquela configuração inicial que é praticamente automática, e depois ele já estava todo pronto para usar, e até aqui não tive nenhuma dor de cabeça.

Quanto ao consumo de memória do Windows 10, realmente, ele é pesado, mas teve um momento que eu fiquei com o Chrome com mais de 10 abas abertas, com o Firefox com 2 abas abertas, e ainda o Thunderbird e Evernote abertos. Senti umas engasgadas rápidas e fui olhar o consumo de memória, que estava variando entre 89% e 91%. E mesmo eu forçando a barra desse jeito, ele segurou muito bem. Pode ser que ele segurou bem porque está novo, mas na continuação do tempo ele já não aguente mais esse tipo de coisa, ou pode ser que ele continue segurando um uso desse tipo (apesar que normalmente não tenho um uso dessa forma). Ele não travou, e ainda continuou muito rápido. (Aliás, abrir vários programas sem se preocupar com travamentos é libertador. Fazia tempo que eu não fazia isso sem me preocupar, porque meu antigo notebook não aguentava. Às vezes ele travava só ao iniciar, e às vezes ainda na tela de “Bem-vindo”, só para você ter uma noção).

Então todos os 3 pontos que eram os motivos para eu usar o Mint como sistema principal foram derrubados pelo Windows 10, que até aqui está me satisfazendo muito bem.

Estou tão satisfeito, que agora espero continuar usando o Windows até o fim da vida do notebook, e vou fazer o possível para conservá-lo bem. Mas se em algum momento ele começar a ficar ruim, lento, travando e com erros inesperados, eu posso voltar a pensar em instalar o Linux Mint de novo, mas dessa vez formatando o Windows, e não deixando em dual boot (porque o maior problema de tudo era o dual boot e o número alto de partições).

Outras coisas

notebook

Quanto à aparência do notebook, ao vivo ele não é tão feio quanto na foto. E durante o uso você esquece desse detalhe. O que importa é a máquina e o preço. Comprar um Core i5 por R$ 1.530,00 foi um excelente negócio, uma oportunidade rara (mesmo que ele não seja tão completo em outras especificações, como falei no início do texto).

E para completar a bonança, meu pai mudou a velocidade da internet para 10 mega (antes era 5 mega). Foi enquanto eu esperava o notebook chegar, então pelo celular eu não tinha conseguido perceber a diferença ainda, mas eu sabia que no notebook essa diferença iria ficar mais clara. E realmente, é muito mais rápido carregar as páginas, e o melhor, é muito mais rápido baixar filmes. Antes demorava 2h ou 2h30min quando a internet tava boa. Quando não (a maioria das vezes) era de um dia para o outro. Agora eu consigo baixar em apenas 20 minutos!!! Antes eu só assistia vídeos do YouTube em 480p, e ainda assim eu tinha que esperar carregar para não ficar parando, mas agora eu consigo assistir em 720p e sem precisar esperar carregar (e sem ficar parando também)!

Sobre “internet boa” e “internet ruim” percebi outra coisa: agora eu consigo acessar a internet normalmente do meu quarto, que é no fundo da casa, e ele liga já conectado ao sinal do wi-fi. No antigo notebook ele conectava depois de ligar, às vezes demorava um pouco, e às vezes ele não conectava. Eu tinha que sair do quarto para ele pegar o sinal. Outro problema com o antigo notebook é que era raro ele ficar na velocidade máxima de download e de carregamento de páginas quando eu estava no meu quarto. Eu achava que era porque o meu quarto era longe do roteador e tinha muitas paredes e a geladeira atrapalhando, mas agora eu consigo baixar tudo em velocidade máxima mesmo no meu quarto. Então só descobri agora mais um defeito do antigo notebook: ele estava com dificuldade de pegar o sinal do wi-fi. A culpa era dele. Acho que a internet também contribuía, porque mesmo no celular, e mesmo perto do roteador, às vezes ela simplesmente estava muito lenta ou caindo o tempo todo. O bom é que os dois problemas foram resolvidos numa tacada só. 😁

Notebook novo

Países que gostaria de visitar

Uma das coisas que gosto de fazer na internet é ler e assistir vídeos de pessoas que moram em outros países, para ver o que tem de bom lá, seus pontos positivos e negativos, qual a cultura dos povos e a impressão dos brasileiros que moram no exterior. Alguns países eu gostaria de poder visitar um dia. Aqui vai uma lista dos países que eu mais gostaria de visitar:

1. Canadá

Para fazer intercâmbio e aprender inglês, que é um sonho.

2. Estados Unidos

Para ir para a Disney e visitar outras cidades turísticas. Como são muitas e elas nem sempre são perto uma das outras teria que ser uma de cada vez.

3. Israel

Para conhecer tudo!

4. Egito

Apesar de ter um pouco de medo, por causa da violência e dos atentados recentes, é um país muito interessante para turismo, para ver as partes do Egito Antigo.

5. Iraque

Esse é no mínimo um país estranho para se querer visitar né? Nunca tive vontade de visitar esses países do Oriente Médio, que são dominados pelo islã, porque nunca tinha visto atrativo nenhum neles, mas depois de ter assistido O Rico e Lázaro, que se passa na Babilônia, e de ter pesquisado mais sobre isso na internet, e de ter descoberto que a Babilônia se localizava onde hoje é o Iraque, fiquei bem interessado em ir para lá para ver o que sobrou da antiga Babilônia. É só uma pena que as condições das coisas que sobraram não são das melhores, mas acho que mesmo assim vale a visita!

6. Portugal

Para conhecer mais a história de Portugal e do Brasil, coisa que me interesso bastante. Quero também conhecer o povo português de perto, que tem fama de receberem bem as pessoas. Já ouvi falar que os portugueses têm um jeito parecido com os brasileiros, não igual, mas parecido. Queria ver como é na prática. Também me surpreendi quando descobri que Portugal é o 5º país mais seguro do mundo, coisa que a gente nem imagina muitas vezes!

7. Inglaterra

Queria conhecer Londres, que é um lugar é muito bonito e cheio de histórias antigas para contar. O sotaque dos ingleses é bonito e soa chique, e eles se vestem bem. Tudo isso me atrai. Só não faria um intercâmbio para lá porque queria aprender o inglês americano, que acho que é mais útil para a comunicação mundial.

8. Alemanha

Queria ir lá na época do Natal. Lá é um país bem natalino, mais ou menos como a gente vê nos filmes de natal americanos, sendo que parece que lá é mais forte ainda. Só não sei se eu iria gostar das comidas típicas que eles comem por lá, como avestruz e pato (nem peru eu como, quanto mais avestruz e pato kkk).

9. França

Num universo alternativo em que eu me especializasse em estudar métodos de educação e psicologia infantil, a França seria uma das minhas primeiras opções de viagem. Esse interesse veio depois que li o livro Crianças Francesas Não Fazem Manha, que mostra um pouco da cultura dos franceses e a forma como criam os filhos. Tem coisa muito interessante nesse livro. Mas se eu puder ver a Torre Eiffel e alguns museus, já estará ótimo!

10. Austrália

País muito bonito. O que eu gosto na Austrália é como ele é cheio de natureza e árvores em todo lugar. Sempre tem verde, a preservação é grande. Isso dá um ar diferente àquela terra. Faria intercâmbio lá ao invés de ser no Canadá, se o inglês deles não fosse tão diferente do resto dos países que fala inglês. Já ouvi algumas pessoas dizerem na internet que parece até que eles não falam inglês e sim outra língua, porque tem muitas palavras do dia a dia que apenas eles usam.

12. Nova Zelândia

Não conheço bem, mas de longe tem um estilo parecido com o da Austrália.

12. China

Queria ir lá na época do Ano Novo chinês, para ver as comemorações deles. Também acho a arquitetura chinesa muito bonita.

 

Acabo a lista por aqui. Não é que eu queria apenas visitar esses países, porque o mundo é grande e tem muitas coisas boas para ver em todos os lugares, mas esses são os que eu mais quero visitar e conhecer.

Países que gostaria de visitar

E o preconceito com os tímidos nas entrevistas de emprego continua

Eu tô achando você um pouco fechado.

Eu tô tentando imaginar você no atendimento.

Foram essas as frases que ouvi do entrevistador numa entrevista de emprego que fiz há três semanas. Quando recebi a ligação fiquei muito feliz, porque já fazia três meses que tinha colocado currículo em várias lojas do shopping (inclusive nesta) e até aqui nada. Eu tinha deixado de colocar currículos faz tempo justamente por causa das decepções e porque eu tinha passado num concurso e por isso achei que o ideal seria esperar ele chamar. Mas chegou um momento que meus pais começaram a dizer que eu deveria voltar a procurar emprego. Estavam com medo por o tempo estar passando e a Prefeitura não ter chamado ainda (e ainda tem muita gente para ser chamada nesse concurso que eu fiz e o tempo está acabando). Eu já esperava que isso acontecesse durante esse ano de 2017 porque seria o ano que eu estaria completamente sem fazer nada, nem com faculdade eu estaria mais. Eu já tinha tentado outras vezes e eles sabem disso, e não deu certo. Mas, certo, vamos lá tentar de novo. 3 meses se passaram e nada. Já tinha perdido as esperanças quando recebi a ligação do gerente. Era um restaurante de fast food (que não vou dizer o nome para não expor demais, já que esse blog é um lugar público).

Quando cheguei lá tinha eu e mais 6. Ele fez uma entrevista individual com cada um depois mandou responder algumas questões de matemática básica (soma e subtração, com problemas de dinheiro e troco) e responder outras perguntas, algumas delas que ele já tinha feito na entrevista. Na entrevista ele me perguntou sobre minha formação e sobre o estágio que eu fiz. Em determinado momento ele disse: “Estou achando você um pouco fechado. É porque você está nervoso ou é porque você é assim mesmo? Porque às vezes a pessoa fica nervosa na entrevista…” Ele não disse isso num tom de crítica ou de reprovação, mas foi essa a mensagem que ele passou ao dizer essas palavras. Eu já sabia a partir dali que eu já estava desclassificado, que ele não gostou de mim. Engraçado é que eu não estava me achando fechado. Muito pelo contrário, estava me achando aberto. Falei mais do que costumo falar em outras entrevistas, dei explicações que ele nem perguntou e ainda expliquei com certo bom humor de onde veio o meu nome (que ele perguntou, coisa que nunca tinham me perguntado numa entrevista). Estava me esforçando e na minha avaliação eu me saí bem. Mas para ele não. Para ele eu estava fechado.

Depois fiquei pensando porque ele falou aquilo. Demorou muito até eu conseguir ter uma resposta para isso. Talvez tenha sido porque quando ele perguntou se eu gostei do estágio eu disse apenas que gostei, e também quando ele perguntou como era o meu dia a dia e eu disse que era “tranquilo, sou mais caseiro”. O que ele queria mais que eu respondesse? Eu respondi exatamente o que ele perguntou. Provavelmente ele queria que eu dissesse: “gostei do estágio, aprendi isso, isso e aquilo, foi muito bom, uma ótima experiência” e “no meu dia a dia costumo sair, me encontrar com os amigos, jogar bola, jogar vídeo game, etc.”. Fiz essa constatação depois que fiz uma associação entre as perguntas que ele fez e as perguntas que estavam no papel que respondi depois da entrevista. Nesse papel tinha duas perguntas assim: “Fale um pouco das suas experiências. Como elas podem contribuir para a sua entrada em outras empresas?” e “Caso você não tenha experiência, quais suas expectativas para o curto e longo prazo?”. Essa última pergunta inclusive eu já tinha respondido na entrevista. Como a minha única experiência é de um estágio, e que muitas vezes não é contada como experiência de verdade, por não ser na carteira, resolvi responder as duas perguntas. Aproveitei a oportunidade para me expressar melhor e escrever as respostas de forma mais completa do que as que eu tinha dado na entrevista. Mas não adianta. Você pode escrever uma linda redação, mas se a pessoa que está entrevistando não foi com a sua cara, você não vai passar. O que estava no papel era o que o entrevistador queria saber, mas que não perguntou. Quando ele me falou que estava me achando fechado, eu percebi que ele era um extrovertido. Extrovertidos gostam de extrovertidos. Até introvertidos gostam de extrovertidos. Os extrovertidos são demais. Os extrovertidos são os melhores. Os extrovertidos são os únicos capazes de fazer um antedimento atrás do caixa. Quem não for extrovertido não serve, é inútil.

Veja, eu respondi as perguntas da forma que achava que deveriam ser respondidas, e não acho que fiz mal. Só percebi o que ele queria que eu falasse depois de muito pensar, recolhido com minha tristeza, porque até no momento que eu respondi as perguntas do papel eu ainda não tinha percebido isso. Mas aí é que fica: e por que ele não fez aquelas perguntas do papel para mim? Por que ao invés de perguntar “Você gostou do estágio?”, ele não perguntou “O que você aprendeu no estágio que pode trazer para a nossa empresa?”. Eu sei porquê. Porque os extrovertidos respondem a segunda pergunta quando ele faz a primeira. Como os extrovertidos gostam de falar e de se comunicar por natureza, responder uma pergunta que não foi feita mas que pode estar implícita não é nenhum problema. Mas para quem é tímido ou introvertido isso é um problema. Não é que eu só respondi o que ele exatamente perguntou de propósito. Como eu disse, para mim eu estava indo bem, e só percebi que estava indo mal quando ele falou que estava me achando fechado. E eu só percebi o que ele queria que eu respondesse depois de muito tempo e de muito pensar. Passei o caminho todo de volta para casa pensando, e quando cheguei em casa ainda pensei muito para chegar nessa conclusão. Não foi proposital. É porque eu entendo aquilo que é dito, fora o nervosismo da entrevista em si (apesar que eu não estava tão nervoso assim a ponto de me prejudicar por isso). A culpa é dos tímidos? NÃO! Claro que não. A culpa é dos recrutadores e entrevistadores, que têm preconceito com os tímidos, não lhes acham capazes e não sabem fazer uma entrevista com eles.

Se um dia esse post ficar bem visitado e algum entrevistador/recrutador/RH/gerente estiver lendo, quero deixar um recado: APRENDAM a fazer uma entrevista com quem é tímido ou introvertido, pelo amor de Deus! Não esperem que todos se comportem da mesma forma e respondam as perguntas com a mesma facilidade que os extrovertidos. Às vezes você está diante de uma pessoa talentosa, de muito conhecimento e potencial, mas que não lhe dá as respostas que você quer ouvir porque você não fez as perguntas certas. Todo o talento, conhecimento e potencial daquela pessoa podem estar escondidas dentro dela, mas ela não está fazendo isso de propósito, e sim porque ela não sabe se expressar, porque ela é assim, e cabe a VOCÊ, que é o profissional da história e que está trabalhando na área, saber lidar com os variados tipos de pessoas e conseguir tirar delas as respostas que você precisa. Só que é muito mais fácil apenas ignorar os tímidos e ficar com os extrovertidos que falam bonito não é mesmo? Eu já falei disso aqui.

Diante daquela pergunta que o entrevistador tinha me feito, o que mais eu poderia dizer? Não quis fingir e dizer que eu estava nervoso. Disse a verdade a ele: que eu era tímido, mas que com um tempo eu me abria mais. Isso é verdade e é algo que todo mundo que me conhece depois de um tempo sempre me diz. “Jóckisan tu era tão tímido, agora tu ‘melhorou’ muito”. Não meus queridos, eu ainda sou tímido, a diferença é que agora eu já conheço vocês muito bem e me abro mais. É algo natural. Disse ao entrevistador que apesar da minha timidez, ela não me atrapalhava em nada no trabalho. Se eu tiver que atender alguém, vou atender normalmente, e se eu tiver que falar com alguém do trabalho sobre alguma coisa, também vou falar, sem ter medo ou problema nenhum. Então ele disse: “É que a gente tá tendo problema no atendimento das lojas que a gente gerencia aqui no shopping e eu tô tentando imaginar você no atendimento”. Reafirmei o que eu disse. Atendimento não seria problema para mim.

FALA SÉRIO NÉ? Eles estão contratando gente extrovertida para fazer aquele trabalho que não exige nada demais da pessoa? É realmente necessário um extrovertido atrás do caixa para que o atendimento melhore? Você se lembra da última vez que foi a um restaurante fast food se foi atendido com muita atenção e com um sorrido no rosto do atendente? Você se lembra de ter visto ele sendo simpático com você? Não né? Porque o atendimento fica mecânico por causa da rotina do dia a dia e pela necessidade de atender todos os mais rápido possível. Eu posso fazer isso, posso fazer tranquilamente. Se não pudesse fazer, nem o currículo eu teria deixado lá, assim como nunca deixei currículo em empresas de telemarketing, porque sei que nessa área eu não me dou bem. Mas em atendimento presencial e simples, como são os dos fast foods, eu poderia fazer tranquilamente. Mas não, só os extrovertidos são capazes disso. No final ainda disse novamente que a timidez não seria problema, mas estava na cara que não fui convincente.

Fui feliz por finalmente ter aparecido uma entrevista, porque é horrível você espalhar dezenas de currículos nas mais diversas empresas e não receber uma ligação, mas saí triste porque sabia que o entrevistador não tinha gostado de mim e que eu já tinha sido eliminado por causa da minha personalidade. Minha personalidade… Personalidade não é algo que você consegue mudar. Você consegue melhorar os seus defeitos e consegue desenvolver novas habilidades, mas a sua essência continua a mesma. E é a minha personalidade, um dos motivos de eu não conseguir passar numa entrevista ou dinâmica (o outro motivo é falta de experiência). Eu não fico me culpando ou perguntando: “Por que eu sou assim?” ou “Deus, porque o Senhor me fez assim?”, porque sei que não sou anormal. Sei que não sou o único tímido/introvertido da Terra. Sei que existem vários tipos de personalidade. O problema é do mundo, que tem em sua cultura “o ideal da extroversão” (pegando aqui emprestado o termo usado por Susan Cain em O Poder dos Quietos), o que quer dizer que se pensa que as melhores pessoas são os extrovertidos. O problema disso tudo é que se eu depender de emprego, nessa situação nunca vou conseguir. Se eu dependesse apenas de emprego para sobreviver, hoje estaria passando fome e morando na rua (ainda bem que tenho os meus pais hehehe). Ainda bem que eu passei num concurso. Foi graças a Deus que isso aconteceu, porque eu tenho dificuldade de estudar leis, tenho dificuldade em matemática, e já estou de saco cheio de estudar português (achava que só iria ver essas matérias até o Ensino Médio). Ganhando pouco ou não, é isso o que consegui e dou graças a Deus, até porque não estou conseguindo passar em outros concursos. Demorando para ser chamado ou não, eu tento manter a esperança e a fé de que eles irão me chamar. E tem que ser assim mesmo, porque se for depender de emprego em empresa privada… estou atolado, porque o preconceito com os tímidos nas entrevistas de emprego continua.

E o preconceito com os tímidos nas entrevistas de emprego continua

Resumo de domingo

As provas

Ontem fui fazer o concurso pela qual tanto me preparei. A sensação é que eu não me preparei em nada. As provas (fiz duas, uma de nível médio e uma de superior) estavam difíceis. Nos últimos meses eu estava estudando em casa com umas vídeo-aulas que um colega passou para mim (que outra colega dele tinha comprado e baixado). Alguns assuntos que caíram na prova eu não vi nesses vídeos, e outros eu vi, mas não no nível de detalhes que a pergunta queria. Estudar Direito é um mundo de coisas que parece não ter fim, e por mais que você estude, ainda vai ter coisas que não sabe, e coisas que os professores não dizem porque eles falam apenas o que mais costuma cair em prova (o que já é muita informação por si só). Acho que não tenho chance, e isso é desanimador.

Atualização 17/10/2017: saíram os gabaritos e eu acertei só 19 questões de cada prova (que tinha 50). A pontuação mínima era de 50%, então já estou desclassificado. :/

O caminho de ida

No caminho, vi uns meninos jogando bola num campinho, e então tive um pensamento sobre a vida. Eu fiz um post específico sobre isso.

Fortes emoções

Na prova da manhã vivi fortes emoções nos últimos dois minutos, quando eu ainda tinha as 50 questões para marcar no gabarito. Esse gabarito não era de círculos, como costuma ser, mas sim de retângulos. Eu consegui marcar apenas 7 questões quando acabou o tempo. Me perdi no tempo. Isso nunca tinha acontecido antes, nem mesmo no Enem, que é cheio de questões que são bem longas.

Olhei na sala e só tinha eu e mais dois. Um deles entregou e ficou só eu e outro. Eu olhei para a moça e perguntei se eu não podia apenas marcar o gabarito. Ela olhou para a porta e disse: “Eita, a coordenadora acabou de passar ali. Não precisa preencher tudo não, faz só um traço, rápido!”. Aí eu disse: “Mas a máquina vai conseguir pegar se for só traço?” e ela disse que sim. Então fiz, e enquanto fazia os traços ela ia dizendo “isso, isso, vai, vai!”. Fortes emoções mesmo! Só tenho minhas dúvidas se esses traços serão considerados pela máquina na hora da leitura, porque pelo que sei, não pode. Os quadrados (ou círculos) devem ser totalmente preenchidos. Acho que já posso me considerar desclassificado dessa prova da manhã. Mas mesmo assim fiquei agradecido pela fiscal ter sido legal comigo e ainda ter me dado essa chance, que foi melhor do que entregar o gabarito só com 7 questões marcadas, e aí sim, ter a total certeza de que fui desclassificado (e agradeci a ela no final, claro).

Na prova da tarde me orientei e tomei juízo, e marquei o gabarito antes de começar a redação. Pela contagem do tempo que a fiscal (outra fiscal, porque essa prova foi em outro lugar) dizia, eu demorei meia hora só marcando os quadradinhos. Negócio demorado, viu! A redação consegui acabar faltando dois minutos, em cima da hora, mas dessa vez não foi um vexame como de manhã. Apesar que fiz com pressa, senão não teria dado tempo de novo.

Resumo de domingo

Tirinha - Charles Schulz - Peanuts

Fonte: Depósito de Tirinhas (por Charles Schulz www.peanuts.com/)

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Comentário 1: Às vezes é só o que nos falta né? Um elogio ou um amor…

Comentário 2: Esses dois primeiros quadrinhos representam o meu ânimo de vida ultimamente. É ruim quando tudo o que você faz parece não dar certo.

Comentário 3: Essa tirinha é beeem antiga. Olha os traços dos personagens como eram diferentes dos de hoje! (para quem não reconheceu esse aí é Charlie Brown, o personagem principal de Peanuts, junto com Snoopy).

Imagem

Eu não estava exagerando

Há 2 anos atrás escrevi uma postagem sobre como o sexo é visto como algo comum hoje em dia, e como essa palavra é usada na mídia sem nenhum problema, como se fosse algo corriqueiro e normal, que faz parte do dia a dia, como tomar banho, por exemplo. Eu fiz comparações com o passado e algumas previsões sobre o futuro, e disse que tinha medo do futuro pelo que ele pode nos reservar. E de vez em quando eu venho usado a frase “eu tenho medo do futuro” em outras postagens, porque o que vejo é que o futuro que nos espera e a “evolução” da sociedade caminham para um estado de cada vez mais imoralidade e depravação. É como se estivéssemos caminhando para a beira de um precipício. O post em questão é esse aqui:

Escrevi esse post na época que esse blog ainda era um Tumblr, e depois que vim para o WordPress e revisei todos os posts, resolvi deixar ele como privado (o único privado), porque achei que as previsões que fiz eram fortes e fantasiosas, que talvez fosse só coisa da minha cabeça, e que eu é que estava com a mente poluída. Pois bem, agora ele está público de novo, porque saiu anteontem uma notícia que me fez perceber que eu não estava exagerando sobre minhas ideias em relação a como o sexo será apresentado às crianças no futuro. Não sei se me sinto aliviado por isso, por perceber que essa não foi uma ideia poluída minha, ou preocupado. Acho que é um misto dos dois.

A notícia é a seguinte:

E tem mais algumas fotos aqui.

Ao ler a notícia você vê que:

  1. Museus do Brasil estão trazendo uma apresentação em que um homem fica completamente nu e onde a platéia pode interagir com ele, tocando-o e movendo-o.
  2. A apresentação é livre para todos os públicos, e a única coisa que o museu faz é avisar que tem nudez na peça.
  3. Isso quer dizer que crianças também podiam ir e interagir com o homem nu, tocando nele.
  4. Isso está sendo feito com dinheiro público.
  5. O museu se defendeu, dizendo que as pessoas estão deturpando a peça, que nada tem a ver com pedofilia. Para o museu isso é arte.

Essa é a segunda polêmica recente sobre o conteúdo de exposição de “arte” em museus. O outro foi a Queermuseu, exposição promovida pelo Santander, que mostrou quadros de zoofilia, pedofilia e de zombaria ao Cristianismo (veja os quadros polêmicos aqui e aqui).

Essa apresentação não é exatamente o que eu disse que poderia acontecer no outro post, mas já pode ser considerado um primeiro passo. Se hoje já existem livros infantis que ensinam o que é sexo e como se faz, e que é cheio de desenhos, que são bem explícitos, e se agora também existem apresentações em que as pessoas se apresentam nuas e o público é variado, tendo até crianças, não seria uma completa surpresa se um dia vermos vídeos e/ou apresentações ensinando na prática para as crianças como se faz sexo. E eu não sou o único e pensar assim. Os tweets que vou colocar abaixo é de um perfil que eu sigo no Twitter, de Álison Theodoro, e ele ficou revoltado com essa apresentação (não é para menos):

Agora, olhando sob um outro ponto de vista, aquela “modernidade” que eu falei na outra postagem influencia as famílias a verem coisas como essa como normais. Se tinha crianças lá, é porque a mãe tinha levado, como a notícia diz. Com certeza a mãe tem um pensamento liberal quanto a esse assunto e por isso levou a sua filha e deixou ela tocar o homem nu. Nesse caso, falar mal da apresentação e do museu não vai adiantar, porque pessoas como essa mãe estão cada vez mais comuns, e essa maneira de pensar, em que tudo é normal está cada vez mais normal na sociedade. É uma viagem sem volta. Acho que se alguém quisesse assistir a uma peça ou exposição desse tipo, que fosse, ele tem esse direito, mas que fosse um evento para adultos, e não para crianças. Mas se o jeito “moderno” é justamente criar essas crianças para terem uma visão diferente das coisas (como o corpo nu, as relações sexuais, a homossexualidade, etc.), o que essa mãe fez foi algo normal para ela. Um exemplo: hoje em dia você vê que existem famílias que praticam nudismo/naturismo. Com uma rápida pesquisa na internet você encontra esses relatos, e todos fazendo isso como algo normal, libertador e benéfico para a criança. Você vê pais que dizem que ficam nus em casa com os filhos, que tomam banho com eles, que frequentam praias e clubes de naturismo. E pelos relatos, me parece que as crianças não ligam para a nudez, e até gostam. Gostam porque não tem nenhuma espécie de abuso, porque é um programa diferente e divertido para elas. Por serem criadas com essa prática desde pequenas, elas passam a ver o corpo nu como algo normal e que não precisa de vergonha. Os naturistas dizem que as pessoas não devem sentir vergonha do seu corpo, porque é só um corpo e todos são iguais. Dizem que essa prática ajuda as pessoas a vencerem seus medos e preconceitos sobre o corpo, e que a criança não crescerá com vergonha porque desde pequena já foi acostumada assim. Na teoria é tudo bonito, mas eu tenho minhas dúvidas sobre como isso pode afetar ou desenvolver precocemente a sexualidade da criança. Apesar dessa ser uma prática estranha, devemos considerar que se uma família tem esse costume, ela vê isso como normal. Supondo que as crianças que estiveram nesse evento do museu sejam de uma família que pratica nudismo ou naturismo, ou que talvez nem tenham essa prática, mas que venha de uma família mais liberal nesse quesito, aquilo não foi considerado pedofilia por elas, muito pelo contrário, foi uma forma de educar.

Não estou defendendo a família das crianças que estiveram presentes no museu, não de jeito nenhum. Acho que esse é um jeito errado de criar os filhos, é um estímulo a curiosidade de coisas que geralmente eles não teriam na sua idade, e um estímulo a sexualidade. Mas o que quero dizer é que a culpa não é só do museu e da apresentação, mas também dos pais que levaram seus filhos para ver essa exposição, mesmo sabendo que tinha nudez. Os pais também são responsáveis, porque eles é que devem cuidar da educação das crianças e determinar o que ela pode e não pode ver. Mas se os pais levaram essas crianças, é porque eles quiseram, é porque eles concordam, e é porque eles acham que a nudez é normal e isso é algo que eles querem passar para os seus filhos. É por isso que levantei essas hipóteses sobre os pais, porque o “jeito certo” ou “normal” das coisas é muito relativo, depende de cada um, e esse liberalismo vem da “modernidade” dos tempos.

O que fazer então? Nada. Não tem o que fazer. Esse texto foi só para dizer duas coisas: 1) eu percebi que a minha previsão não foi um exagero, como pensei durante esses 2 anos, e que estamos caminhando para que um dia ela se torne realidade. O futuro é sombrio. E a tendência é só piorar, porque hoje ainda existe uma parcela de pessoas que não aceita exposições como essa e a do Santander, mas que acho provável as próximas gerações (os que são as crianças e adolescentes de hoje) aceitarem no futuro. 2) não adianta culpar só as instituições. A culpa é da própria sociedade, que está mudando seu jeito de pensar e de se comportar sobre determinados temas. A base da sociedade é a família, que está criando seus filhos para terem esses pensamentos liberais, e esses filhos de hoje é que serão os adultos de amanhã, que darão continuidade ao ciclo.

É triste ver o que estão fazendo com as crianças. É triste ver os rumos da sociedade. Não é como se nunca tivesse existido imoralidade no mundo. Não, eles existem desde que mundo é mundo, mas parece que as coisas estão ficando piores agora. E se alguém discordar desse jeito novo, é criticado, como eu já falei nesse post. Criança é criança, e deveria ser mais como as de antigamente: apenas brincar, se divertir, não se preocupar com mais nada e não ser estimulada à sexualidade. Ao invés de querer dar essa “educação” precoce, os pais e professores deveriam ensinar às crianças valores importantíssimos como amar uns aos outros, ajudar uns aos outros, não roubar, ser honesto, ter respeito um pelo outro, mesmo que não concordem (porque a tolerância que é ensinada às crianças hoje é só em relação a cor de pele e orientação sexual, mas não em relação a opinião) e tantos outros. Mas não é isso o que está acontecendo hoje. Está acontecendo exatamente o oposto do que descrevi nesse parágrafo. A educação é só em relação à sexualidade, esse é o item mais importante da educação de hoje. E em todo o resto as crianças são criadas como reizinhos que recebem tudo o que querem, que o mundo gira ao seu redor, ficando cada vez mais individualistas e egoístas. Imagine como serão essas crianças quando forem pais, imagine a sociedade do amanhã. Mais uma vez, dá medo do futuro, e a culpa é da deturpação e “modernização” da sociedade de hoje, que inverte os valores fundamentais.

Tirinhas sobre os valores ensinados às crianças:

Tirinha valores ensinados as crianças

Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (1)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (2)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (3)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (4)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (5)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (6)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (7)Tirinha - Valores ensinados as crianças - Quino (8)

Fonte das tirinhas: Mentirinhas e Thiago Pena
Eu não estava exagerando