O que eu gostaria para 2017

Eu nunca faço lista de desejos ou de metas para o ano novo, porque sei que não conseguiria cumprir, e também não conheço ninguém que tenha feito e que conseguiu. rsrs Eu adiciono todos os anos livros como meta de leitura no Skoob, mas também nunca consigo lê-los. Tem alguns que já passaram dois anos nessa lista e já estão indo para o terceiro agora e eu ainda não tive a coragem de começar. Venho percebido até que estou com cada vez mais preguiça de ler livros. Isso começou há mais de um ano quando começou a ter wi-fi aqui em casa. Depois disso só fico na internet, e também foi depois disso que passei a dormir de meia-noite ou mais (antes dormia entre as 10 e 11 da noite). Mas eu tenho alguns desejos que gostaria que fossem concretizados em 2017. Já que falei de livros, nada mais justo do que começar com eles:

  • Gostaria de pelo menos esse ano, pela primeira vez, conseguir bater a meta do Skoob. Dessa vez vou adicionar poucos livros. Só os que forem surgindo no meio do ano e que forem virar filme. O resto vai ser os livros das metas dos anos anteriores que não consegui cumprir (e que o Skoob coloca automaticamente como meta do próximo ano). Também quero voltar a ler quadrinhos. Quem sabe assim eu não volto à minha antiga e organizada rotina das tardes. Se eu conseguir ler os livros da meta e sobrar tempo, gostaria de ler alguns livros da literatura brasileira. Isso era algo que eu não sentia vontade de fazer na época da escola, mas ultimamente estou com vontade.
  • Fazia parte da minha antiga e organizada rotina estudar inglês por conta própria. Desde que publiquei a postagem onde digo que tinha iniciado esses estudos, já parei e voltei várias vezes. Não é fácil se manter motivado e continuar com o plano. Hoje eu já concluí o Duolingo, e agora estou revisando as atividades já feitas. Tem uma coisinha ou outra que deixei passar da primeira vez, e que vou anotando agora. Em 2017 gostaria de avançar um pouco mais. Acho que vou pagar a versão Pro de um site, que é bem baratinho, vale por 1 ano e tem muito conteúdo em inglês, além de atividades bem dinâmicas.
  • Vou ver se cuido melhor do Fique Sabendo!. Ele é o meu mais antigo blog, e também o principal, mas esse ano não lhe dei muita atenção, coitado. Espero conseguir atualizar algumas postagens e tutoriais que já estão antigos e também trazer postagens novas numa frequência maior.
  • Gostaria de finalmente começar a trabalhar. Isso não depende de mim, mas sim da Prefeitura me chamar. Estou com esperança de que não vai passar do ano que vem, porque tem muita gente ainda para chamar e já se passou metade do tempo da validade. Eu só fico aqui fazendo planos: “quando trabalhar vou fazer isso e aquilo, vou me planejar assim e assim”, mas por enquanto o que eu posso fazer é só esperar mesmo. E depois disso espero que consiga fazer o que planejo (porque quando se trata de dinheiro ele some na hora, você gasta tudo e não faz nada do que planejou kkkk 😂😂😂).
  • Como ano que vem não vou ter mais faculdade, acho que provavelmente vou assistir mais séries. Quando comecei a assistir séries, há uns 2 anos atrás, era só super-heróis. Como eu gostava muito do gênero e estava atrasado, as temporadas atuais acabavam e depois começavam as novas e eu não parava. Mas então chegou o dia em que eu coloquei todas em dias e agora estou acompanhando o calendário da televisão. Resultado? Em maio desse ano as séries acabaram e durante 6 meses resolvi dar uma chance para séries de outros gêneros. Assisti a ótima The Blacklist, a famosa House of Cards, a prendedora de atenção Downton Abbey e a fofa e nostálgica Anos Incríveis. Percebi que existem muitas séries boas por aí a fora, e eu estava preso só no mundinho dos super-heróis. Depois quando as séries voltaram, em outubro desse ano, até percebi que as séries de super-heróis são mais simples e de certa forma mais mal acabadas que essas outras que citei aqui (mas não acho elas ruins, continuo gostando). Em 2017 quero assistir mais séries desses outros gêneros. Vou continuar com essas séries que assisto agora, mas quando acabar, vou assistir mais séries de ação boas como The Blacklist, mais dramas, mais séries de época, mais séries da década de 80 e 90 que me dão um sentimento tão bom, especialmente quando se tratam de infância e dilemas da adolescência na escola como Anos Incríveis. Estou aberto a novas possibilidades no mundo das séries.
  • E falando em inglês e séries, sempre vejo gente recomendando assistir séries de comédia com legenda em português, depois com legenda em inglês e depois sem legenda. Todos mundo diz que isso melhora muito o inglês, e a recomendação de série é sempre a mesma: Friends. Cheguei até a baixar, mas só fiz até o 3º episódio e parei (desanimei rápido dessa vez rs). No ano que vem espero começar de vez e conseguir terminar as 10 temporadas. É difícil porque demora muito tempo (principalmente se você ficar pausando), mas a longo prazo deve valer a pena.

Bem, então é isso. Espero mesmo que eu consiga tudo isso! rs

O que eu gostaria para 2017

Agradeço a Deus pela oportunidade de fazer uma faculdade

Eu falei: “finalmente acabei a faculdade”, e postei isso nas minhas redes sociais. No momento em que fiz essa postagem estava me sentindo aliviado por finalmente terminar com tudo. É verdade que nos últimos períodos, além dos problemas dos trabalhos em grupo, eu não estava muito interessado nos assuntos abordados nas aulas, e por isso sempre reclamava. Eu me esqueci que estava num lugar onde eu sonhei estar, e que aquele tinha sido um milagre que Deus fez na minha vida. Eu refleti sobre isso quando fui ver o post do Facebook. Me surpreendi com a quantidade de curtidas e reações. Tinha alguns comentários de pessoas me parabenizando. As pessoas pareceram levar na esportiva o que eu disse, e não com seriedade. Mas quando eu vi aquela postagem já publicada e a quantidade de curtidas que ela teve (nunca tive tantas assim), e sabendo que eu tinha falado aquilo de forma séria e não de brincadeira, senti que eu pareci ingrato, senti que parecia não valorizar o que Deus me deu, e não queria parecer isso.

Na verdade eu quis ir para a faculdade. É o próximo passo depois da escola, e todos os alunos anseiam por isso. Eu tinha dificuldade em quase todas as matérias da escola, e pedi a Deus para que conseguisse entrar numa faculdade. Deus, na sua misericórdia e milagre, me concedeu uma bolsa integral numa faculdade particular para cursar Administração. Eu fiquei muito feliz por isso. Até hoje eu não teria ido para a faculdade se não fosse essa bolsa, porque meus pais não têm condições de pagar, e numa pública, para entrar, é muito difícil, e como já disse, eu tinha dificuldade em quase todas as matérias da escola.

Apesar dos problemas, apesar de eu já não estar mais gostando do que estava estudando, sei da importância do Ensino Superior, e da diferença que esse diploma poderá fazer na minha vida no futuro. Quantas pessoas querem fazer uma faculdade e não conseguem passar no vestibular? E quantas não conseguem uma bolsa e nem têm condições de pagar a mensalidade de uma faculdade particular? O que aconteceu na minha vida foi um milagre de Deus, porque conheço as minhas limitações. Não teria chegado lá sem a ajuda dEle. Agradeço por essa oportunidade e por esse presente. Foi algo que eu queria, que eu sonhei, que se realizou, e que foi importante para mim. Muito obrigado meu Deus, e me perdoe pelas vezes que reclamei, porque eu não devia.

Agradeço a Deus pela oportunidade de fazer uma faculdade

Não faça TCC em grupo

Resumo da minha trajetória do TCC em grupo e da minha apresentação, que não saiu como eu esperava

Ontem foi um dia que só me apareceu problemas e coisas ruins. Uma delas foi a apresentação do TCC. Eu estava nervoso desde anteontem, e vinha ensaiando em casa a parte que eu ia falar. O problema é que o tempo é de 10 minutos, tendo tolerância de 1 minuto para mais e 1 para menos. Se der menos que 9 minutos perde ponto, e de ser mais que 11 também perde. Eu e meu grupo já tínhamos feito um ensaio na sexta passada e o tempo deu menos de 9 minutos. Então pensei que se eu me alongasse um pouco, iria compensar as partes menores das outras integrantes do meu grupo, até porque a maior parte tinha ficado comigo. Sabe o que aconteceu? Eu me alonguei demais e passei do tempo. A apresentação deu 13 minutos no total.

Uma menina do meu grupo começou a dizer baixinho “Jóckisan, tá bom!”, “Jóckisan, já passou do tempo!”. Duas pessoas da nossa classe e que estavam assistindo fizeram sinal para ela. Eu não vi porque estava muito concentrado. Estava nervoso demais e não queria ser atrapalhado. Eu ouvi ela coxixando isso, mas ignorei, porque não podia simplesmente parar a apresentação do nada. O assunto iria ficar incompleto. E se eu pulasse os slides ou só dissesse o óbvio, os professores da banca iriam perceber. Preferi correr o risco de perder ponto, mas fazer uma boa apresentação do que o contrário. Mas me arrependi depois. O grupo ficou com raiva de mim, e com razão, eu também ficaria se fosse outra pessoa que tivesse feito isso. Mas como o fui eu, o único sentimento que eu estou no momento é de imensa decepção comigo mesmo. Estou triste mesmo. Nosso grupo ficou com uma média de 8,8, e o professor não disse de quanto foi a nota da apresentação e do TCC. Os outros três grupos que se apresentaram hoje tiraram 9. Aí você pode dizer: “ah, mas foram só 2 décimos de diferença!”. Mas isso para mim pesa muito, porque se eu tivesse resumido mais o meu assunto na apresentação, poderia ter tirado uma nota maior que 9. Não é querendo ser esnobe, mas o nosso TCC ficou muito bom. Muito do que foi feito nele foi por chatice minha, que ficava no pé de todo mundo para que fizessem as coisas direito. E eu sempre ficava corrigindo tudo. Regras ABNT? Ninguém sabia. Tá todo mundo se formando sem saber regra ABNT e sem saber escrever um artigo científico. Eu que organizei tudo, eu que fiz as pesquisas em livros para escrever 90% da referência bibliográfica sobre o assunto principal. Claro que as outras fizeram as suas partes, mas eu sempre olhava tudo, enquanto elas faziam apenas as suas partes, mas nunca olhavam o trabalho todo. Uma professora da banca elogiou o nosso referencial teórico e disse que quando começou a ler não conseguiu mais parar e perdeu até o sono. Eu já tinha recebido um elogio parecido com esse de uma professora do 2º período que passou um artigo científico individual. E no 6º outra professora passou um artigo em grupo, da qual fiz 90% sozinho (e depois ele foi incorporado à referência bibliográfica do TCC), e o nosso artigo foi o único e a receber nota máxima na nossa turma. Não é querendo me gabar de nada, mas eu escrevo bem, e se eu não estivesse no grupo, elas não conseguiriam tanto (conseguiriam fazer bem porque têm capacidade para isso, mas iriam deixar passar alguns detalhes). Na época do artigo do 6º período teve discordâncias, e no 7º período teve mais discordâncias e briga por causa do TCC. Eu fui muito chato e exigente, mas valeu a pena pelo resultado alcançado. Quando olho para o TCC escrito me orgulho dele, porque foi um trabalho muito bem feito. Na 1ª unidade desse semestre, tínhamos que entregar o TCC quase pronto, e fomos a nota mais alta da sala. É claro que eu não tiro o mérito das outras integrantes. Muitas coisas foram ideias delas, e que eu não teria tido sozinho.

Onde eu quero chegar com tudo isso? Depois das apresentações os professores fizeram comentários sobre cada grupo, e foi falado nos outros 3 grupos de erros que os seus TCCs escritos tiveram, e que o nosso não teve. Outro grupo, na sua apresentação, teve gente passando o olho no papel que estava na mão, coisa que o nosso orientador do TCC disse que não podia. Num desses grupos inclusive, ninguém sabia das regras ABNT, e muitas vezes uma das meninas de lá me fazia perguntas, e eu respondia e lhes ajudava. E todos esses 3 grupos tiraram 9, mesmo com os seus erros e defeitos, enquanto eu e meu grupo tiramos 8,8 por causa do tempo que eu passei. É isso o que me dói, saber que o nosso TCC ficou melhor, mais bem feito e quase impecável (apenas com alguns errinhos técnicos de ABNT que eu não conhecia), e ficar com uma nota abaixo da de todo mundo por minha culpa durante a apresentação. Por isso eu disse: se isso não tivesse acontecido nós poderíamos ter tirado mais que 9. Não necessariamente 10, mas 9 vírgula alguma coisa. Então não é só de 2 décimos que estou falando.

Pior de tudo é que prejudiquei as outras integrantes do meu grupo com essa nota. Elas não gostaram. Na hora só uma reclamou comigo, e as outras duas não falaram nada, mas depois comentaram o descontentamento no nosso grupo do WhatsApp (uma tentando ser mais leve, outra falando na cara que não gostou da nota). Eu não tenho argumentos contra elas. Elas estão certas. Se fosse eu, também ficaria com raiva de ter minha nota prejudicada pelos outros, sabendo que eu fui bem.

E mais uma vez fica a lição: não faça TCC em grupo. Nunca. Eu prejudiquei as meninas do meu grupo na apresentação, mas o pior mesmo é os atritos existentes durante a fase de construção do TCC, como eu já falei aqui. E esses desentendimentos, e até brigas, não foram algo exclusivo do meu grupo. Eu vi gente de outros grupos comentando as dificuldades que enfrentavam com as pessoas das suas equipes. Tinha uma (essa que me fazia perguntas) que não chegou a brigar, mas falava que ninguém fazia nada, era um total desinteresse, e era sempre ela quem corria atrás de tudo sozinha. Eu lhe entendia, porque muitas vezes fiz o meu TCC sozinho também, ou no máximo, com a ajuda de apenas uma menina que era mais interessada que as outras. Todos os grupos da minha sala pareciam se dar bem sempre, até chegar o TCC e começar os atritos. O motivo é que esse é um trabalho muito grande, que fizemos durante 1 ano, e que é cheio de detalhes, e cada um pensa de uma forma e quer fazer de um jeito diferente. E quando divide as responsabilidades, nem sempre as pessoas cumprem, ou não cumprem no prazo, ou cumprem, mas não fica tão bom assim, e você termina tendo que refazer e ter dois trabalhos.

Bom mesmo é fazer o TCC sozinho. Você terá todo o trabalho, terá partes que serão muito chatas e não vai ter ninguém para lhe ajudar e para dividir, mas em compensação você fará tudo do seu jeito e não vai ter que se estressar com outras pessoas porque elas não fizeram direito ou não entregaram no prazo. E se você tirar uma boa nota ninguém ganhará a mesma nota que você imerecidamente porque colaborou menos, e se você cometer erros, como o meu de hoje, ninguém será penalizado por isso.

Não faça TCC em grupo

Dia no shopping

Hoje fui a um shopping que fica num bairro nobre de Recife. É difícil eu ir nele porque ele é um pouco longe de casa. Apesar dele estar localizado num bairro nobre, é um shopping popular, que recebe gente de todo canto e de todas as classes sociais. Nessa tarde e noite que passei lá pude observar algumas coisas, das quais gostaria de compartilhar aqui:

Crianças loiras

Vi uma grande presença de crianças loiras, a grande maioria de olhos claros. Sabe o que isso quer dizer? Nada! rs Às vezes penso que da mesma forma que a maioria dos pobres são negros, a maioria dos ricos ou da classe média alta são gente branca (mas não os brancos “comuns”, e sim aqueles BRANCOS, bem brancões mesmo rs) ou loiros. Essa é uma separação que só a história pode explicar. Mas claro que isso não é uma regra. Já vi gente loira com a farda da escola estadual, da mesma forma que já vi gente negra com farda de escola particular cara que só rico pode pagar (e com um iPhone na mão).

Crianças com sapatos de rodinha

Tá lançada a moda de um sapato infantil feito pela Ortopé (mas parece que já tem outras marcas imitando) que permite que a criança encaixe uma rodinha no solado do sapato, que faz o tênis ser transformado numa espécie de patins. A criançada vem adorando isso, e o que mais vi foram crianças, tantos meninos quanto meninas, correndo pelo shopping com seus sapatos de rodinhas. As que não têm ainda devem estar morrendo de vontade de ter um e devem estar aperreando seus pais para comprar. A empresa deve estar lucrando horrores.

RiHappy

Nunca tinha passado na frente de uma RiHappy antes. É uma loja famosa porque sempre vemos os seus comerciais na televisão, mas não tinha por aqui. Aqui tinha outras lojas de brinquedos, grandes também, como a PBKids, que a RiHappy comprou em 2012. Mas apesar dela ser uma loja bem grande, era parecida com uma loja comum. Hoje eu passei de frente a RiHappy e me surpreendi com ela. É uma loja toda decorada com temas infantis. É uma loja que foi feita, planejada e pensada para a criança. Mesmo que os adultos estejam lá com as crianças e mesmo que sejam eles quem peguem, o público-alvo da loja são as crianças, e eles tiveram o cuidado de fazer algo que chamasse a atenção delas. Até eu que não sou mais criança gostei e fiquei surpreendido. Enquanto a minha mãe e minha irmã estavam numa loja de roupas ao lado da RiHappy, fiquei esperando do lado de fora e observando isso. É uma loja colorida, e sua decoração é quase como uma festa temática. Tem paredes que são castelos de princesas, tem o braço do Hulk saindo de outra parede, tem quadros do LEGO pendurados, bonecos grandes também de LEGO. Deve ser quase mágico para a criança estar nesse ambiente.

Dia no shopping

Trabalhar em grupo é difícil

Olhe, pense numa coisa difícil de se fazer, é trabalhar em grupo. Uma professora da faculdade mandou a turma fazer um artigo em grupo. Para mim e mais algumas pessoas ela disse que preferia que o artigo tivesse uma pesquisa de campo, porque uma pesquisa apenas bibliográfica ela não gostava. Aceitei isso como uma recomendação do que significa qualidade num artigo científico. Passei a informação para o grupo e disse que a gente ia fazer essa pesquisa.

O tempo foi passando e até aqui ninguém escreveu nada. Eu sozinho já escrevi 6 páginas do artigo, incluindo a introdução. É sempre eu que tenho que correr atrás de todo mundo, sempre eu que tenho que pedir que as coisas sejam feitas. Então, no fim de semana marquei com o grupo para a gente se reunir hoje numa das salas de estudos da biblioteca para criarmos as perguntas da pesquisa. Eu mostrei um exemplo de pesquisa num livro que tinha o tema parecido com o que estamos falando no artigo, e disse que a gente poderia se basear nele para fazer o nosso. Aí começou. Uma menina disse que a gente poderia escrever do jeito que tava lá, e eu disse que não porque isso é cópia, e eu não queria copiar a pesquisa de ninguém. A minha ideia era se basear naquela pesquisa para criar a nossa própria. Depois outra disse que não precisava todas elas levarem as pesquisas para serem respondidas pelos funcionários das suas empresas, porque elas mesmas já sabiam as respostas e poderiam responder as pesquisas por todo mundo. Ela ficou botando terra, disse que ninguém tinha tempo de responder, etc. Ela não queria mesmo era fazer a pesquisa. Depois a terceira, que geralmente é a que me ajuda mais nos trabalhos, também se juntou a elas e disse: “ele não sabe como é a rotina de uma empresa”. Então eu disse: “eu sei sim como é porque já fiz um estágio, e se eu tivesse lá ainda, faria essa pesquisa”.

Depois a segunda menina voltou a falar. Ela disse que tem uma amiga na empresa dela que é minha maior fã (eu não a conheço), porque eu sou chato. Ela já tinha me falado essa história uma vez. Por pouco eu não me ofendia. Não podia deixar isso acontecer porque acabaria com a amizade por besteira. Então levei na esportiva e disse: “Mas sabe, eu gosto quando tu diz isso, que eu sou chato, porque isso mostra que se não fosse por mim a gente não estaria aqui fazendo essa pesquisa”. Se eu soubesse que chegaria a esse ponto teria me preparado mais e dito: “e se não fosse por mim, essas 6 páginas do artigo não estariam escritas”.

Depois a primeira começou a escrever algumas sentenças. Ela disse que ia colocar a avaliação para ser de 1 à 4, diferente da avaliação do livro que é de 1 à 5. Eu disse a ela que preferia que fosse de 1 à 5 porque é mais completo, mas ela disse que não porque é cópia. Ai ai ai, tem que ter muita paciência viu!

Olha só as loucuras que elas queriam fazer! Queriam que nós 4 respondêssemos a pesquisa e inventássemos as respostas! Uma delas chegou até a dizer que essa pesquisa não precisava ser algo real, e sim a gente inventando mesmo (!!). Não tem cabimento um negócio desses. Depois acham ruim por eu ser chato, mas tenho razão. O negócio tem que ser feito de verdade. Falta força de vontade e de querer fazer. Se fosse para a gente mesmo responder, era melhor nem fazer a pesquisa. Antes entregar nada do que entregar algo desonesto.

Trabalhar em grupo é muito difícil. Alguém sempre termina se esforçando mais que os outros. No nosso grupo as partes de cada um sempre foram bem divididos, mas nesse período, especialmente por causa do artigo, sinto que eu é que estou me esforçando mais no grupo. Estou dando mais do que recebendo, e me sinto cansado e desgastado. Nesse período parece que tá todo mundo cansado da faculdade e por isso vai empurrando tudo com a barriga.

Algumas coisas foram faladas em tons de brincadeiras, por isso tentei me segurar para não sair dando fora e brigando à toa (apesar que acredito que no fundo de toda brincadeira existe uma verdade). Eu sou chato sim, confesso, pego muito no pé até que algo seja feito, e tem que sair bem feito, e não de qualquer jeito. Mas queria que apenas fosse reconhecido pelo meu esforço, que pelo visto eu é que venho fazendo mais. Eu venho fazendo esse papel de chato, sempre cobrando e lembrando, não porque eu quero ou gosto, mas porque ninguém se move para nada. Como eu disse acima, se não fosse por mim, elas ainda estariam na estaca zero, e só falta duas semanas para entregar esse artigo. E ainda tenho que ficar ouvindo gracinhas e absurdos como esses. Se eu pudesse faria esse artigo e o TCC sozinho, mas como eu não trabalho fica difícil fazer pesquisas dentro de empresas (senão eu fazia a pesquisa na empresa que eu trabalhasse). Termino dependendo delas. Gosto delas como pessoas, a gente sempre se deu bem, mas nesse período tá difícil. 😣

Atualização 10/04/2016: fomos o único grupo da turma a tirar nota máxima no artigo graças à pesquisa, que nenhum outro grupo fez. Mas mesmo assim elas não aprendem. Nesse período começamos a fazer o TCC e continuo tendo problemas. Elas não querem se esforçar para fazer o melhor, e sim apenas o básico. Tem que ter muita paciência.

Trabalhar em grupo é difícil