Brasil não é o pior país do mundo e nem da América do Sul

É muito comum, muito mesmo, ouvirmos comentários como esses:

A saúde está uma calamidade. Claro, é Brasil!

As pistas estão esburacadas. Isso é Brasil!

O transporte público é de má qualidade. É Brasil!

Esses políticos são todos corruptos, um bando de bandidos, nenhum presta. Tinha que ser o Brasil mesmo!

Os corrutos não são punidos, isso é Brasil!

Dentre outros…

O negócio é que na boca dos brasileiros o Brasil é um péssimo país. Na boca deles o Brasil é o pior país que existe porque não é parecido com os Estados Unidos, o grande modelo de nação poderosa e desenvolvida que todos têm em seu imaginário (e que nem sempre é isso tudo). Mas eu não vejo bem assim. É claro que temos muitos problemas, e eles são revoltantes e desanimadores. A nossa colocação no ranking mundial da qualidade de educação, do IDH, da violência e da corrupção são sempre decepcionantes. Mas estamos longe de ser esse país péssimo que tantos falam por aí. Você pode perceber isso facilmente se analisar os nossos países vizinhos, aqui da América do Sul, que ficam pertinho da gente, do nosso lado. A Argentina vive uma crise de 20 anos. No ano passado a inflação de lá chegou a 40% e a expectativa para esse ano é para que ela chegue a 21%, segundo os especialistas. A Venezuela vive uma ditadura socialista disfarçada de democracia. A Bolívia idem.

Não estou dizendo que o Brasil é as 1000 maravilhas. Temos problemas, e muitos. Esses problemas são grandes e profundos, são escândalos de nível mundial, de coisas nunca imaginadas nessa magnitude, como a Lava-Jato, e que atinge a vida de todos nós. Mas também não somos tão derrotados. Pelo menos, mesmo com todos os nossos defeitos, e mesmo com a nojeira dos nossos políticos, ainda somos uma democracia. Ainda temos esse poder nas mãos (apesar que o povo sempre escolhe os políticos e os partidos de sempre). Situação pior vivem os cidadãos dos países vizinhos da América do Sul. Pior situação vivem as pessoas do Oriente Médio, que estão sempre à mercê de uma guerra ou de um homem-bomba. Não posso dizer que o Brasil é o melhor país da América do Sul, e nem tampouco do mundo, mas com certeza ele não é o pior.

Brasil não é o pior país do mundo e nem da América do Sul

É errado a educação sexual a adolescentes de 13 anos?

Hoje eu li uma notícia que dizia que 150 pais de Rondônia acionaram o Ministério Público para que o livro de Ciências do 8º ano (antiga 7ª série) usado pelas escolas do estado, deixasse de ser usado, porque contém imagens de órgãos sexuais. A queixa é que essas imagens estão muito explícitas.

Na reportagem do link acima você pode ver as imagens do livro. Tem as imagens em melhor qualidade aqui.

Quando eu li essa notícia fiquei meio em dúvida sobre qual era o meu posicionamento sobre esse caso em específico. Eu já disse aqui a minha opinião em outro post sobre o absurdo das cartilhas e livros infantis de educação sexual distribuídos pelo governo à crianças a partir de 6 anos. Mas depois pensei, que nesse caso, os alunos do 8º ano estão na faixa dos 13 anos, e venhamos e convenhamos, adolescentes com 13 anos já não são mais inocentes, não é mesmo? Eu entendo a preocupação desses pais. Existe um desejo de manter a inocência dos filhos pela maior quantidade de tempo possível, mas com 13 anos essa época já passou. Eu não me lembro de ter visto imagens como as desse livro quando eu estava na 7ª série, mas vi algumas bem parecidas quando estava no 1º ano do Ensino Médio, ou seja, só dois anos depois. No meu livro só não tinha a imagem do pênis ereto e nem a parte que ensinam as meninas a examinar as mamas, mas as outras tinha. E no meu livro a 7ª série tinha também.

Existe a preocupação de que essas imagens e ensinamentos possam estimular esses adolescentes ao sexo precoce. Mas sabe, acho que nessa idade não há mais o que esconder, eles já sabem de tudo. Lembro que aprendi (e com certeza hoje em dia ainda deve ser assim) como se gera um bebê na 4ª série (hoje 5º ano). Não demora muito até que essa criança, que já está com 10 anos, comece a puberdade e todos os hormônios e desejos venham à tona. Quando eu estava no final da 5ª série os meninos começaram a ver e compartilhar entre si vídeos pornográficos. Ainda eram coisas leves, mas as pesadas mesmo foi no ano seguinte, na 6ª série, com todos tendo “apenas” 12 anos. O que a sociedade ainda vê como uma criança de 12 anos, na verdade já é um pré-adolescente. Os primeiros hormônios já fazem efeito sobre o corpo e sobre o comportamento. Até os 13 eles ainda têm um comportamento mais infantilizado, mas já não são mais propriamente crianças. Então esses pais estão reclamando que seus filhos de 13 anos estão vendo essas imagens no seu livro de ciências, mas nem devem saber que eles veem coisas piores escondidos. Os pais acharam ruim a imagem de um pênis ereto no livro, mas não devem saber que seus filhos de 13 anos se masturbam e veem o próprio pênis ereto. Parece que esses pais nunca passaram pela adolescência e não sabem como é.

Mas também não adianta dizer que a educação sexual vinda da escola e dos pais resolve tudo. Eu não acredito nisso. Não acredito em quem diz que hoje temos cada vez mais adolescentes grávidas porque elas não tiveram informação, e aí a curiosidade falou mais alto. Oh, coitadinhas! O negócio é o seguinte: com ou sem educação sexual na escola e com ou sem os pais tendo conversas abertas e francas com os seus filhos, a sua curiosidade e o seu instinto de descoberta continuará o mesmo. Eles poderão ouvir várias explicações e ver várias imagens em livros didáticos, mas ainda assim poderão querer ver fotos e vídeos pornográficos. E quanto à gravidez, a única coisa que a educação sexual nas escolas pode ajudar é dizendo que têm que usar preservativo para não pegar doenças sexualmente transmissíveis e não ter uma gravidez indesejada ou antes do tempo. Mas isso não vai impedir que eles vão lá e façam. E também acho ridículo as escolas darem camisinhas aos alunos, porque isso é um estímulo. A educação sexual deve vir de orientações, e não de estímulo. Ao dar camisinha à adolescentes é o mesmo que você estar dizendo: “pode fazer, é bom! Não tem problema, desde que use camisinha”. Isso deturpa os bons valores da sociedade, que infelizmente vão se perdendo a cada ano que se passa.

Já vi também muita gente dizer que os adolescentes engravidam porque não conseguem aguentar, não conseguem se segurar. E eles mesmo ainda justificam que “são os hormônios”. Antigamente quando não tinha esse papo de hormônios, e nem a mesma quantidade de informação que temos hoje, isso não acontecia. Pode perceber que na época dos nossos pais e avós o sexo era feito com responsabilidade e só dentro do casamento. Todos eles passaram pela adolescência e conseguiram segurar as suas vontades, então porque essa geração atual não consegue? É simples: porque não são os hormônios, e sim a liberalização cada vez maior no modo de viver e de pensar da sociedade, que provoca essas mudanças e faz todo mundo ver tudo como coisas normais.

Agora só uma coisa: educação sexual na escola aos 13 anos é aceitável, e diria que é até importante (desde que não se distribua camisinhas ou se faça outros estímulos), mas antes disso não. Ainda continuo com a mesma opinião sobre aquelas cartilhas que o governo chegou a distribuir no passado para crianças, porque aquilo sim é um completo absurdo (e estímulo a algo que as crianças não precisam saber ainda).

É errado a educação sexual a adolescentes de 13 anos?

Quando eu era criança falava “ontem ontem” porque era assim que eu entendia a minha mãe falar. Só quando já estava no Ensino Fundamental II, não sei em qual série especificamente, foi que vi numa aula de português que a escrita era “anteontem”. Achei “anteontem” tão estranho e formal que nunca mais falei. De lá para cá só falo “antes de ontem”. No começo foi estranho trocar essas palavras e falar diferente, mas não tanto quanto “anteontem” soava quanto eu falava.

Nota

Bolsonaro quer ser presidente, mas não tem ideias e nem um plano de governo

Segunda-feira passada (20/03/2017) Bolsonaro foi o entrevistado do The Noite. Em poucos dias ele conseguiu várias entrevistas, tanto na televisão quanto na internet. Semana passada ele tinha ido ao Programa do Ratinho, depois apareceu no YouTube numa entrevista ao Folha de S. Paulo, depois no The Noite, e eu ainda vi uma thumb de vídeo no YouTube com uma conversa de um YouTuber com ele. Bolsonaro está sempre na mídia. O problema é que ele não sabe aproveitar bem. Como se já não bastasse que a maioria das entrevistas que ele faz, o tema é sempre as suas polêmicas, quando vem um entrevistador que finalmente pergunta quais são seus planos para a economia brasileira, que foi o que Danilo Gentili fez, ele diz claramente que não entende nada de economia e não confia em nenhum economista. Danilo Gentili insistiu nesse assunto algumas vezes, cada uma de forma diferente, até ele chegar a dar essa resposta. Uma das perguntas de Danilo é que ele sempre se preocupa com as mesmas coisas, como a questão do livro de “educação sexual”, e se isso não seria coisas pequenas para um presidente se preocupar, e se o presidente não precisava se preocupar com outras coisas. Ele não soube responder isso. Já percebi em diversas entrevistas que Bolsonaro, quando não sabe ou não quer responder diretamente uma pergunta, termina indo para outro assunto dentro daquela linha. É uma forma de justificar a pergunta e ao mesmo tempo fugir do assunto.

Quando Danilo Gentili perguntou sobre economia pensei: “finalmente alguém perguntou isso a ele, porque é só o que interessa para o Brasil nesse momento!”, e então Bolsonaro vem com essa resposta. E além disso ele também disse que não tem um plano de governo. Como desculpa, ele disse que ninguém tem um plano de governo, e que o dos outros candidatos são feitos por marqueteiros que escrevem o que o povo quer ouvir. Faz sentido, mas pelo menos eles se preparam e oferecem algo ao eleitor. E Bolsonaro?

O negócio é o seguinte: o Brasil está em crise e o que precisamos é de alguém que entenda de economia para ter ideias e propostas para as coisas melhorarem no país. Bolsonaro não é a pessoa mais indicada para isso. Ser polêmico, conservador e linha dura nas opiniões não vai lhe ajudar em nada nas tarefas presidenciais e nem no restabelecimento da economia brasileira. Mas o pior é a quantidade de gente que o apoia. Dizem que ele é mito, e que é tudo de bom, mas nem sequer sabem como seria o seu governo, nem sequer sabem que ele não tem propostas reais. Bolsonaro só levanta algumas bandeiras, como o do nióbio, que é importante, mas que por si só não é um plano econômico. Precisamos de algo mais estruturado, e Bolsonaro só apresenta ideias fixas em algumas áreas, superficialidade e polêmicas. Não precisamos de um presidente assim.

Bolsonaro quer ser presidente, mas não tem ideias e nem um plano de governo

A verdadeira direita, que não conhecemos, ou: Não existe direita de verdade no Brasil

Já está convencionado no pensamento popular brasileiro que PT é esquerda e PSDB é direita, e eu também pensava assim. Até que certo dia, enquanto pesquisava sobre partidos políticos e outros temas de política terminei descobrindo pela Wikipédia que o PSDB é de centro-esquerda, e não de direita. E quando fui pesquisar mais sobre isso só tive mais confirmações. Até o próprio FHC já disse que o PSDB não tem nada a ver com direita e também disse que ele é de esquerda.

Então por que todos pensam que o PSDB é de direita? Graças ao PT e aos demais partidos da esquerda e extrema esquerda, que de tanto chamar o PSDB de partido de direita, numa tentativa de afrontá-lo e de fazer medo na população, terminou convencendo todo mundo de que isso é verdade. É como diz o ditado: uma mentira contada várias vezes se torna verdade.

Para o PT e demais partidos de esquerda, o PSDB pode ser considerado de direita, porque ele está mais ao centro do que os outros. Ele é um pouco mais flexível que os outros, mas ainda assim é de esquerda, e defende ideologias de esquerda.

Sobre o medo da direta que a esquerda colocou na população, é uma prova de como a esquerda manipula os nossos pensamentos até hoje. Eles sempre falam em privatização num tom de alerta e de medo, num tom de que isso é algo muito ruim, e as pessoas acreditam, mesmo já tendo vivenciado o contrário. Todas as privatizações que aconteceram no passado trouxeram mais benefícios do que problemas, e se mesmo assim reclamamos dos serviços hoje, é bom saber que antes eles eram muito piores, e poderiam continuar sendo ruins se ainda tivessem nas mãos do governo. Sem contar que a privatização dá mais liberdade, opções e democracia ao povo. O exemplo clássico é a privatização da telefonia. Hoje todos podem ter um celular (ou vários) facilmente. Isso não seria possível sem a privatização, onde antes, só os ricos podiam ter uma linha de telefone fixo (e ainda tinham que ficar numa longa fila de espera). Então, não existe o porquê de ter medo. A esquerda que coloca esse medo nas nossas cabeças e nos faz acreditar nelas. Ela nos manipula. É a mesma coisa que aconteceu nas últimas eleições presidenciais, de 2014: o PT na maior cara de pau dizia nos seus programas políticos da televisão que se o PSDB ganhasse, o Bolsa Família e outros benefícios sociais deixariam de existir. Não existe outra palavra para isso a não ser manipulação. É a forma mais baixa e nojenta de conseguir votos das pessoas e de se manterem no poder para continuar levando adiante os seus ideais de dominância do Estado, que fica cada vez mais inchado.

Voltando ao ponto de início, quando descobri que o PSDB não era de direita me perguntei: “Então quem é de direita? Quais são os verdadeiros partidos de direita e o que eles defendem?”. Foi pesquisando isso que achei uma série de 4 artigos do blog Direitas Já que explica o que seria um bom governo de direita. Ele fala o que um bom governo de direita faria (destacando o “bom”, porque não quer dizer que só porque a pessoa se diz de direita ou está num partido de direita que fará um bom governo), e assim dá para entender e ter um panorama geral sobre quais são os ideais dos políticos de direita e no que eles acreditam. Se você também tem essa dúvida recomendo que leia os posts, que são esses dos links abaixo:

As ideias são realmente boas, mas ninguém dá valor. Ideias como a privatização das estatais, privatização de presídios, bolsas de estudo para bons alunos em escolas particulares para diminuir a abrangência do Estado na educação pública são algumas das ideias que mais achei interessantes. Claro que tudo isso é só teoria, e na prática nem tudo funcionaria tão bem assim. Não concordo com todas as propostas faladas nesses posts, da mesma forma que também não concordo com tudo da esquerda, mas também acho que muitas ideias de esquerda são boas. É por isso que me considero centrista, porque concordo com ideias dos dois lados. Dá para unir o que cada um tem de melhor para fazer um bom governo, sem extremos de nenhum dos lados.

O problema é que poucas pessoas conhecem a verdadeira direita e suas propostas. Quando descobri que o PSDB era de esquerda percebi que não conhecia a direita de verdade, e infelizmente essa é a situação da grande maioria dos brasileiros. Percebi que estamos doutrinados e acostumados com a esquerda, apenas mudando o partido e o representante. É por isso que acho que se os brasileiros ouvissem as propostas da verdadeira direita, eles achariam estranho e não aceitariam bem, porque já estão muito acostumados com a esquerda. Como já falado, ninguém aceita bem a privatização, por exemplo, porque a esquerda já colocou na cabeça de todo mundo que é algo ruim. Isso também acontece com outras propostas da direita.

Em recente pesquisa do Ibope, de dezembro de 2016, foi constatado que o brasileiro está mais conservador. Mas isso se refere à comportamentos e questões sociais, como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e redução da maioridade penal. Quando se refere a economia, os brasileiros estão bem mais alinhados à esquerda. O motivo, além da manipulação, é que no Brasil não existe uma grande representatividade de direita. Depois de ter lido a série “Como seria um bom governo de direita?” dos links acima, fui pesquisar quais eram os partidos de direita, e para a minha decepção, não existe nenhum grande partido de direita que possa rivalizar cara a cara com os grandes partidos de esquerda como PT e PSDB (claro, porque se existisse nós conheceríamos). Todos os partidos que se declaram de direita, ou os que não se declaram, mas que tem as ideologias de direita, são partidos pequenos e de pouca expressividade. O partido que tem maior expressividade, e ainda assim é um partido pequeno, é o PSC.

Falando sobre o PSC, em 2010 ele não teve um candidato a presidência e apoiou a chapa de Dilma. Em 2014 tiveram um candidato próprio, que foi o Pr. Everaldo, que se mostrou bem despreparado e pouco aprofundado nas questões políticas (além de já ser desprezado por natureza pelos outros candidatos em debates por ser um candidato menor). Então quer dizer, o maior partido de direita que temos não nos apresenta um bom candidato, e quando não apresenta, apoia a esquerda (sinceramente, antes apoiasse o PSDB do que o PT, que está mais à esquerda). Nas eleições municipais de 2016 o PSC se juntou com partidos de esquerda em diversos municípios de alguns estados. É até por causa dessas alianças que Bolsonaro vai sair do PSC e está procurando outro partido para se filiar, porque ele não aceita que seu partido de direita faça coligações com partidos de esquerda. E sim, isso é mesmo muito contraditório, e isso prova que a direita não existe no Brasil. Me diga, quando foi a última vez que vimos algum político de direita defender os seus ideais? Quando foi que vimos políticos de direita lutarem por aquilo que acreditam? Eu não me lembro. Os partidos de direita não se unem para formar uma força contra os partidos de esquerda. Ao invés disso eles se unem à esquerda para satisfazer os seus próprios interesses. Isso é jogo político, e que existe dos dois lados, esquerda e direita. A “direita” sabendo que não tem força no Brasil, não quer se sustentar em si só, e por isso procura apoio na esquerda. Além disso, perceba mais uma coisa, caro leitor: os direitistas brasileiros geralmente só defendem o conservadorismo social, e isso é só o que vemos eles falando contra e se pronunciando. Mas quando se trata de economia e outras questões políticas ninguém fala mais nada, aceitando tudo o que a esquerda propõe, ou então não tendo coragem de defender abertamente o que pensam ou não apresentando tanta profundidade. É mais confortável assim, até porque depois fica mais fácil pegar apoio para conseguir eleger mais candidatos nas eleições. E isso não é algo exclusivo do PSC, mas também de outros partidos de “direita” (mesmo aquelas que não se consideram de direita), como o PP, PR e PRB que apoiaram Dilma em 2014 (o PR e o PRB também apoiaram em 2010).

Temos também o DEM, que tem algumas ideologias de direita e foi oposição ao PT, mas ele mesmo não se considera de direita por medo do peso negativo que essa palavra pode trazer. Ele se considera centrista, e ainda diz que tem pessoas de seu partido que estão mais à direta e outros que estão mais à esquerda. Esse é outro problema dos partidos de “direita” no Brasil: eles têm medo de se assumir assim, parte por medo do negativismo da palavra, e parte para ter a facilidade de se aliar à esquerda quando lhe for conveniente.

O negócio é que se Bolsonaro estiver procurando um partido de direita de verdade que nunca tenha feito coligação ou apoiado um partido de esquerda, deveria não se candidatar à presidência em 2018, porque esse partido não existe.

Além de não existir um partido de direita forte para defender os seus princípios, também não existe um político de direita forte. Quer dizer, hoje temos Bolsonaro, que diz que quer ser candidato em 2018, e eu vejo muita gente lhe apoiando, mas a única coisa que eu vejo ele fazendo é polêmica, e em todas as entrevistas que ele dá na televisão é só se defendendo dessas polêmicas e fazendo outros comentários que até fogem da pergunta inicial do entrevistador. Sinceramente, acho ele fraco e acho que ele não está preparado para isso. Também acho que ele não representa bem os ideais da direita. Se daqui para lá ele mudar e apresentar bons planos para o Brasil e que represente a direita eu até posso mudar de ideia quanto a ele. Mas se não, ele é só mais um candidato que estará nos debates para cutucar os maiores e não dar contribuição real nenhuma. O perigo é ele ter chances reais de ganhar estando apenas nessa situação de polêmicas e sem um plano forte e bem definido de como seria o seu governo.

Pior é que eu sempre vejo gente apoiando ele, pelo menos por enquanto, então acho que ele tem chances de no mínimo ser bem votado e incomodar os maiores candidatos. Se ele pode ganhar? Poder pode, ainda mais no atual momento, em que estamos vivenciando uma tendência nacionalista no mundo, onde os povos estão pensando cada vez mais no seu próprio país, nos seus próprios interesses, e menos em outras questões externas. Temos como exemplo a eleição de Mauricio Macri na Argentina (que é de direita), o Brexit, a eleição de Trump, o plesbicito da Colômbia que disse “não” ao fim da guerra com as FARC. Se essa onda conservadora e nacionalista chegar aqui (e de certa forma já está chegando com todo esse apoio a Bolsonaro), e se vier com essa força que está tendo nesses outros países, não é impossível Bolsonaro ser eleito. Seria bom um governo de direita no comando do país para trazer novos ares e ver se conseguem dar jeito à questões que a esquerda não está conseguindo. Mas eu falo de um bom governo de direita, bem planejado e bem fundamentado, e não sei de Bolsonaro se enquadra nisso.

Enfim, nós não temos muitas opções. A esquerda domina os partidos e os políticos, e a direita existe só de nome, mas não atua, não é presente, não faz diferença, não tem força. E ainda se alia à esquerda quando lhe convém. A direita no Brasil não existe, infelizmente, porque isso quer dizer que estaremos sempre reféns de apenas um estilo e uma forma de governo, mudando apenas os partidos. Tudo bem que cada partido pensa diferente, mas uma diferença grande mesmo seria com um governo de direita de verdade.

A verdadeira direita, que não conhecemos, ou: Não existe direita de verdade no Brasil

Por que devemos agradecer a Deus pelo ano de 2016

2016 foi um ano difícil. A crise econômica piorou, e ainda teve altas nos preços do feijão e do leite, para deixar tudo ainda pior. A crise política se intensificou, e tinha época que o negócio estava tão frenético que todos os dias tinha notícias de mais gente envolvida em corrupção. Hoje tinha uma revelação, amanhã tinha outra. Teve protestos, impeachment de Dilma, Temer assumindo, tragédia em Mariana, acidentes, mais tragédias… 2016 não foi um ano muito bom. Mas mesmo assim devemos agradecer a Deus por ele, e é o que a Bíblia manda:

Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.

– 1ª Tessalonicenses 5:18 (NTLH)

“Mas o que temos para agradecer?”, você deve estar se perguntando. Temos sempre razões para agradecer a Deus. Vamos ver algumas delas.

Razões para agradecer

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1º – Você está vivo

Tem sempre gente morrendo pelos mais variados motivos. Se você está vivo, é uma oportunidade que você tem de fazer algo de bom para Deus. O que você tem para oferecer a Deus hoje?

Que posso eu oferecer a Deus, o SENHOR, por tudo de bom que ele me tem dado?

– Salmos 116:12 (NTLH)

Um pouco antes de dizer isso, o salmista diz:

Deus me livrou da morte, fez parar as minhas lágrimas e não deixou que eu caísse na desgraça.

– Salmos 116:8 (NTLH)

Em outras palavras, Deus cuida de nós. Ele nos protege e não nos deixa que caíamos em erros e pecados. E mesmo se cairmos, Ele nos ajuda a nos erguer. O que podemos oferecer a Deus como gratidão a esse cuidado? Podemos oferecer a nossa inteligência, a nossa alegria, a nossa celebração, as nossas orações. Podemos oferecer a nossa esperança, que não é só esperar ou acreditar que algo aconteça, mas também trabalhar para que ela aconteça. Podemos oferecer os nossos limites, reconhecendo que não conseguimos fazer mais que aquilo em determinada coisa e pedindo que Deus ajude. Podemos dedicar a Deus os nossos recursos materiais e espirituais como agradecimento. Ninguém chega onde está sozinho, por isso temos sempre que ser agradecidos a Deus por tudo.

2016 acabou e 2017 está começando, mas para Deus não existe essa divisão de tempo. Por causa disso, tempos maus poderão continuar. Problemas nas nossas vidas também continuarão, e é por isso que a nossa esperança também tem que continuar. Todas as coisas de alguma maneira cooperam para o nosso bem. A dor é ruim, mas muitas vezes nos protege, nos fazendo refletir, recuar, reconsiderar. A dor nos faz ter limites. Sem dor nós nos destruiríamos. É difícil viver a dor, mas lembre-se de que Jesus viveu a dor, para que em troca vivêssemos a nossa vida em Cristo.

2º – Porque Deus nos concede o privilégio e a honra de trabalhar na obra dEle e realizar coisas maravilhosas

Ou seja, não só estamos vivos, mas, sim, estamos vivos com um propósito. Deus nos usa muitas vezes sem sabermos, e isso deve ter acontecido nas nossas vidas durante 2016. Deus nos usa de acordo com nossos talentos, e nos dá habilidades. Ele trabalha para que a gente viva e nos empenhe em fazer coisas que abençoe outras pessoas. Não necessariamente coisas grandes, mas coisas pequenas que surgem no dia a dia ou na rua, por exemplo.

3º – Pela provisão diária

Em nenhum lugar da Bíblia Deus promete que a gente vai conseguir ter tudo o que queremos. Você pode dizer que a Bíblia diz que: “Tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mateus 21:22, ARA), mas Deus não atende caprichos, e sim necessidades.

E esse mesmo Deus que cuida de mim lhes suprirá todas as necessidades por meio das riquezas gloriosas que nos foram dadas em Cristo Jesus.

– Filipenses 4:19 (NVT)

A palavra é “necessidades”. É Deus quem nos sustenta, quem nos dá o pão. É Ele quem faz a terra produzir para que o nosso dinheiro possa valer alguma coisa, porque o dinheiro não vale nada se a terra não produzir. A vida vem de Deus, e é Ele quem nos sustenta.

4º – Pela esperança

Mesmo quando o futuro se apresenta sombrio, Deus não nos desampara. Abrão, antes de ter seu nome mudado para Abraão, quando já estava velho recebeu a promessa de Deus de que teria um filho e seria pai de várias nações, e ele creu. Temos que ter esperança, e a nossa esperança vem de Deus, por isso temos que agradecer a Ele. Passamos por lutas e provações, mas elas são oportunidades de crescimento, porque Deus nunca permite lutas para nos destruir, mas para nos aprovar. Continue louvando a Deus, servindo a Deus, adorando a Deus, porque Ele é o mesmo Deus da Bíblia e “Aos cansados ele dá novas forças e enche de energia os fracos” (Isaías 40:29, NTLH).

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Esse artigo foi baseado na pregação do Pr.. Se você quiser pode ver a mensagem no vídeo abaixo. Começa a partir de 1:23:44 (1h23min44seg), os últimos 40 minutos do vídeo.

Por que devemos agradecer a Deus pelo ano de 2016

O que eu gostaria para 2017

Eu nunca faço lista de desejos ou de metas para o ano novo, porque sei que não conseguiria cumprir, e também não conheço ninguém que tenha feito e que conseguiu. rsrs Eu adiciono todos os anos livros como meta de leitura no Skoob, mas também nunca consigo lê-los. Tem alguns que já passaram dois anos nessa lista e já estão indo para o terceiro agora e eu ainda não tive a coragem de começar. Venho percebido até que estou com cada vez mais preguiça de ler livros. Isso começou há mais de um ano quando começou a ter wi-fi aqui em casa. Depois disso só fico na internet, e também foi depois disso que passei a dormir de meia-noite ou mais (antes dormia entre as 10 e 11 da noite). Mas eu tenho alguns desejos que gostaria que fossem concretizados em 2017. Já que falei de livros, nada mais justo do que começar com eles:

  • Gostaria de pelo menos esse ano, pela primeira vez, conseguir bater a meta do Skoob. Dessa vez vou adicionar poucos livros. Só os que forem surgindo no meio do ano e que forem virar filme. O resto vai ser os livros das metas dos anos anteriores que não consegui cumprir (e que o Skoob coloca automaticamente como meta do próximo ano). Também quero voltar a ler quadrinhos. Quem sabe assim eu não volto à minha antiga e organizada rotina das tardes. Se eu conseguir ler os livros da meta e sobrar tempo, gostaria de ler alguns livros da literatura brasileira. Isso era algo que eu não sentia vontade de fazer na época da escola, mas ultimamente estou com vontade.
  • Fazia parte da minha antiga e organizada rotina estudar inglês por conta própria. Desde que publiquei a postagem onde digo que tinha iniciado esses estudos, já parei e voltei várias vezes. Não é fácil se manter motivado e continuar com o plano. Hoje eu já concluí o Duolingo, e agora estou revisando as atividades já feitas. Tem uma coisinha ou outra que deixei passar da primeira vez, e que vou anotando agora. Em 2017 gostaria de avançar um pouco mais. Acho que vou pagar a versão Pro de um site, que é bem baratinho, vale por 1 ano e tem muito conteúdo em inglês, além de atividades bem dinâmicas.
  • Vou ver se cuido melhor do Fique Sabendo!. Ele é o meu mais antigo blog, e também o principal, mas esse ano não lhe dei muita atenção, coitado. Espero conseguir atualizar algumas postagens e tutoriais que já estão antigos e também trazer postagens novas numa frequência maior.
  • Gostaria de finalmente começar a trabalhar. Isso não depende de mim, mas sim da Prefeitura me chamar. Estou com esperança de que não vai passar do ano que vem, porque tem muita gente ainda para chamar e já se passou metade do tempo da validade. Eu só fico aqui fazendo planos: “quando trabalhar vou fazer isso e aquilo, vou me planejar assim e assim”, mas por enquanto o que eu posso fazer é só esperar mesmo. E depois disso espero que consiga fazer o que planejo (porque quando se trata de dinheiro ele some na hora, você gasta tudo e não faz nada do que planejou kkkk 😂😂😂).
  • Como ano que vem não vou ter mais faculdade, acho que provavelmente vou assistir mais séries. Quando comecei a assistir séries, há uns 2 anos atrás, era só super-heróis. Como eu gostava muito do gênero e estava atrasado, as temporadas atuais acabavam e depois começavam as novas e eu não parava. Mas então chegou o dia em que eu coloquei todas em dias e agora estou acompanhando o calendário da televisão. Resultado? Em maio desse ano as séries acabaram e durante 6 meses resolvi dar uma chance para séries de outros gêneros. Assisti a ótima The Blacklist, a famosa House of Cards, a prendedora de atenção Downton Abbey e a fofa e nostálgica Anos Incríveis. Percebi que existem muitas séries boas por aí a fora, e eu estava preso só no mundinho dos super-heróis. Depois quando as séries voltaram, em outubro desse ano, até percebi que as séries de super-heróis são mais simples e de certa forma mais mal acabadas que essas outras que citei aqui (mas não acho elas ruins, continuo gostando). Em 2017 quero assistir mais séries desses outros gêneros. Vou continuar com essas séries que assisto agora, mas quando acabar, vou assistir mais séries de ação boas como The Blacklist, mais dramas, mais séries de época, mais séries da década de 80 e 90 que me dão um sentimento tão bom, especialmente quando se tratam de infância e dilemas da adolescência na escola como Anos Incríveis. Estou aberto a novas possibilidades no mundo das séries.
  • E falando em inglês e séries, sempre vejo gente recomendando assistir séries de comédia com legenda em português, depois com legenda em inglês e depois sem legenda. Todos mundo diz que isso melhora muito o inglês, e a recomendação de série é sempre a mesma: Friends. Cheguei até a baixar, mas só fiz até o 3º episódio e parei (desanimei rápido dessa vez rs). No ano que vem espero começar de vez e conseguir terminar as 10 temporadas. É difícil porque demora muito tempo (principalmente se você ficar pausando), mas a longo prazo deve valer a pena.

Bem, então é isso. Espero mesmo que eu consiga tudo isso! rs

O que eu gostaria para 2017