Programas de auditório da TV aberta estão em decadência

Hoje em dia a TV aberta é uma lástima em relação à programas de auditório e programas infantis (os que sobraram). Em relação aos programas de auditório, eles estão numa defasagem tão grande, que não me acho exagerado ao pensar que esse gênero está em decadência na TV aberta.

O que se vê nos últimos anos é um comodismo dos produtores, diretores e apresentadores em produzir novos conteúdos, e coisas que realmente entretam.

O caso de Eliana

Lembro que na época que Eliana fazia o Tudo é Possível eu assistia todos os domingos, porque o programa era muito bom. Depois que ela mudou para o SBT, passou por uma fase ruim, da qual o programa era muito feminino, na época que era dirigido por Leonor Correa. Depois que Ariel assumiu a direção, o programa ganhou novos ares. Voltou a ser um programa para a família, tinha novos quadros com constância e o revezamento entre eles era muito bom. Mas com um tempo as novidades pararam, o programa passou a ter quadros muito repetitivos, que eram os mesmos de sempre, que outrora eram as novidades e eram divertidos de assistir. Agora os programas chegavam a ter 3 quadros por programa, que tem 4 horas de duração. Isso não só deixou o programa repetitivo quanto também cansativo. Cito Eliana aqui, porque eu era fã dela desde criança, e lhe acompanhei até esse momento ao qual me refiro. Depois disso enjoei do programa e deixei de assistir, até hoje. De lá para cá a quantidade de vezes que parei para ver Eliana foram pouquíssimas, e geralmente por causa de algum quadro ou externa específica. Quando o programa Eliana ganha algum quadro novo, ele é de assistencialismo, para tentar pegar o público da Record.

Mas isso não é exclusividade de Eliana. O Domingo Legal, que eu já falei aqui há anos atrás, também está acabado, o Programa Raul Gil é a mesmice de sempre independente da emissora em que se encontra, e o Programa Silvio Santos, que já foi um ótimo e divertido programa para assistir em família, agora é uma vergonha alheia.

O caso de Silvio Santos

Aliás, falando em Silvio Santos, que é tão endeusado por fãs e outros artistas, devo dizer que ele está mesmo é perdendo a cabeça. Já faz anos que não acompanho o seu programa, porque ele passou a fazer piadas cada vez mais picantes e de teor sexual e piadas que ofendem a religião das pessoas. O Jogo dos Pontinhos, que era ótimo no começo, passou a ser um quadro de safadezas, só com piadas de duplo sentido, muitas vezes ditas abertamente, sem nenhum pudor. Aquilo é uma pornografia. Silvio, que viu que suas piadas estavam fazendo as pessoas rirem e viu que estavam sendo toleradas, foi abaixando o nível cada vez mais. Acha que só porque é idoso, é dono de uma emissora e chefe de vários funcionários, que pode falar o que quiser que todos deverão aceitar calados porque ele é o chefe. Com isso eu já vi ele ofendendo mulheres gordas (uma modelo plus size) e negras (ele falou mal do cabelo da atriz que faz Pata, de Chiquititas), e isso no palco do Teleton, que deveria ser o maior lugar de respeito às diferenças! Fora as “piadas” que ele sempre faz no seu programa, que ofende diversas pessoas, estejam elas no palco ou em casa. Mas ninguém está nem aí só porque ele é Silvio Santos, como se isso por si só pudesse lhe trazer alguma imunidade.

Recentemente veio a tona a polêmica envolvendo a participação de Maisa e Dudu Camargo no Programa Silvio Santos, que rendeu a semana inteira (e ainda rende). Enquanto as pessoas se dividiam entre achar Maisa grossa ou dizer que ela reagiu bem, e outras em rechaçar Dudu Camargo, não vi ninguém falar mal de Silvio Santos, que foi quem começou aquela “brincadeira”. Desde o momento que Silvio falou que levou os dois ali por estarem solteiros, já deu para ver que Maisa não gostou e a partir daí ficou visivelmente desconfortável e constrangida. Ela ainda tentou sorrir e parecer natural em alguns momentos, tentando manter a calma, mas a situação estava ruim e Silvio não deixava de forçar a barra. Depois o próprio Dudu resolveu entrar na “brincadeira”, o que só fez pesar ainda mais o clima. Eles não conhecem o que é limite.

Não estou defendo Dudu, só para deixar claro. Ele é muito inconveniente e fala merda o tempo todo e em todo o lugar. Mas como eu disse, ninguém falou mal de Silvio. Sabe o que é que aconteceu agora? Silvio chamou os dois de novo para gravar juntos, e dessa vez Maisa não aguentou e deixou o palco. Silvio Santos só quer mídia. Ele, assim como Dudu Camargo, é do tipo: “falem bem ou mal, mas falem de mim”. O problema é que eles estão envolvendo outra pessoa nesse seu joguinho de procura pela fama rápida. O negócio foi forte ao ponto de cortarem essa parte do programa, que não será exibido. Se fosse ao ar, com certeza Dudu Camargo seria mais uma vez amplamente criticado e pisado (mas ele gosta mesmo assim, porque ganha mais mídia), porque provavelmente deveria ter se comportado mal de novo, mas ninguém se ligaria que se Silvio não tivesse chamado eles dois de novo, eles não precisariam passar por isso novamente. Mas Silvio, que não quer saber de nada, a não ser fazer e falar o que quer porque é o dono e o chefe, vai lá manda chamar os dois e pronto. Isso é sensacionalismo, é desrespeito às pessoas, é imoral. É um nojo. Mas os endeusadores de Silvio custam a admitir isso. Descontam toda a sua raiva em Dudu Camargo, que sim, merece tal tratamento, mas se esquecem que o pivô de tudo é Silvio Santos, que está num nível cada vez mais baixo.

O caso dos programas da Record

Os programas de auditório da Record não são melhores que os do SBT. Na Record todos os programas seguem a receita básica do sensacionalismo e do choro. E o pior é que dá audiência, e é por isso que eles continuam fazendo. É incrível como além de esticar uma reportagem de assistencialismo ao máximo, eles sempre têm que colocar uma trilha sonora de fundo que induza o telespectador ao choro, sempre deixam os finais de frases e finais de cenas em preto e branco e em câmera lenta, principalmente quando a pessoa está chorando, para passar a emoção ao telespectador. Tudo bem que ali exstem pessoas que estão sendo ajudadas, mas a forma que eles fazem isso é realmente deprimente, mostrando o seu desespero pela audiência. Parece que eles não ajudam porque querem ou porque gostam, e sim porque aquilo dá audiência, e por isso fazem aquela edição porca, que faz uma simples reportagem durar uma hora ou mais, e então seguram a audiência dessa forma. Em outras palavras, eles ganham em cima da desgraça alheia. Isso é muito baixo. No dia que esse tipo de pauta deixar de dar audiência, quero ver um artista ou emissora de televisão continuar ajudando essas pessoas que precisam. Pior é que o SBT também vem colocado emoção e assistencialismo nos seus programas, numa tentativa frustrada de pegar público da Record. O SBT não faz uma edição tão sensacionalista quanto a da Record, mas também estica ao máximo um quadro desse tipo.

Os programas da Globo

Não acompanho os programas de auditório da Globo, de um modo geral. Não gosto de Faustão e nem de Amor e Sexo. Assisto e gosto do Encontro, mas não sei se posso considerá-lo um programa na categoria “programa de auditório”. Nas últimas semanas dei uma olhada no Caldeirão do Huck. Faz tempo, muito tempo, que eu queria tirar um sábado para ver esse programa, mas nunca tinha coragem, porque programas de auditório em si já me desestimulam (prefiro programas mais curtos, de no máximo 1 hora, e preferencialmente de formato fechado). Voltando ao Caldeirão do Huck, assisti algumas semanas do programa, vi diferentes quadros e gostei do que vi. É um programa muito decente, e tem só 2h30min de duração. Lá tem assistencialismo, mas não tem sensacionalismo. A reportagem mostra apenas o que tem que mostrar. Nada de chororô ou de edição que fique contemplando isso. É um programa em que pessoas são ajudadas, mas as vemos felizes. É um programa em que seus quadros de assistencialismo fazem o que têm que fazer e ponto. Esse é um ótimo exemplo de programa, onde é mostrado que dá para fazer assistencialismo sem forçar a barra. E Luciano Huck, que vejo muita gente dizendo ser um apresentador ruim, acho um bom apresentador, tanto no palco quanto nas externas. O programa dele sempre tem reportagens legais e ele não é aquele tipo de apresentador metido que quase nunca sai para a rua, mesmo estando na Globo, que em teoria, é a emissora menos populista de todas. Tudo isso me fez gostar do Caldeirão e de Luciano Huck. Ele e sua equipe fazem um programa de qualidade. E está aí, mais uma vez, um ótimo exemplo de que é possível fazer um programa de auditório curto e de qualidade, já que os fãs do SBT teimam em dizer que o motivo do fracasso do Domingo Legal é a sua duração pequena (eles se esquecem que o Domingo Legal já era 3º lugar desde a estreia do Domingo Show, da Record). Na Globo nenhum programa, seja ele de qual tipo for, tem mais de 3 horas, e todos são bem feitos, seja tecnicamente ou em relação a conteúdos (ou as duas coisas). Então sim, é possível.

Mesmo assim, o Caldeirão do Huck é apenas um programa que considero bom dentre tantas emissoras e tantas programações. Outro programa que eu poderia dizer que se salva é o Programa da Sabrina, mais por causa das externas do que dos quadros feitos no palco, e mesmo ela não sendo lá essa coisa toda como apresentadora. Agora são dois, mas é só (e mesmo assim eu não os acompanho).

Há décadas atrás, os programas de auditório eram mais comuns. Tinham mais conteúdos, maiores duração, mais variedades. Com o passar do tempo tudo isso foi diminuindo e se acabando. Os atuais programas que continuam no ar estão por insistência das emissoras, porque nos dias de hoje, não conheço mais ninguém que se sente no sofá para assistir um programa de auditório inteiro. Programas de 4h atualmente são considerados grandes demais, numa época em que tudo é cada vez mais veloz e prático, e ninguém tem mais paciência para assistir grandes programas. É por isso que vemos a Band, SBT e Record apostando cada vez mais em realities, porque são formatos fechados, programas sobre uma coisa só, com duração mais curta, e que dá para chamar atenção de um público específico para assistir. Mas os programas de auditório continuam, por insistência das emissoras, como eu disse, seja por motivo de conseguirem a audiência desejada por pior que o conteúdo seja, seja pelo faturamento ou pela falta de coisas melhores para colocar no lugar (ou as três coisas juntas). Mas não sei até quando isso vai durar. Olhando o histórico dos programas de auditório das últimas décadas até hoje vemos a sua decadência. Hoje a decadência não é só da quantidade dos programas e da sua duração no ar, mas também a decadência moral dos conteúdos, que é de passar vergonha ou tédio.

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Programas de auditório da TV aberta estão em decadência

Jornal Nacional ainda é o melhor jornal do horário nobre

Anteontem dei uma rápida assistida no Jornal Nacional durante os comerciais de Chiquititas (novela que acompanho), e não foi preciso assistir ao jornal inteiro para perceber uma coisa: ele ainda é o melhor jornal televisivo do horário nobre. O motivo é simples: ele concentra suas pautas em verdadeiras notícias do Brasil e do mundo, como em economia e política, que são os temas que mais interessam.

Enquanto isso, os jornais das outras emissoras sempre colocam pautas de roubos, mortes e outros crimes. Eles é que são o destaque. O SBT Brasil melhorou muito nos últimos anos, mas ainda tem essas pautas. O Jornal da Record nem se fala. O Jornal da Band é o que mais se aproxima do Jornal Nacional em suas pautas, e em qualidade (sim, a Band tem um bom jornalismo), mas não deixa de exibir as pautas de crimes.

Parece que essas reportagens e temas são os mais fáceis de fazer e também os mais fáceis para garantir audiência, por isso até os jornais de bancada apostam neles, mas sem o sensacionalismo encontrado nos jornalísticos como Cidade Alerta e Brasil Urgente.

É realmente uma pena as emissoras terem que fazer assim para ter uma audiência mais razoável, porque isso diminui muito a qualidade do que está sendo entregue. Eu não gosto de ver esse tipo de reportagem, porque não me informa em nada e não vai me servir para nada. Isso é notícia, mas não é informação. E a missão do jornalismo é informar. E nesse quesito, o Jornal Nacional é o único do horário nobre que consegue fazer de forma efetiva.

O Jornal Nacional é o melhor jornal do horário nobre, e se as outras emissoras continuarem com esse modelo atual, nunca chegarão ao mesmo nível de qualidade do jornalismo da Globo.

Jornal Nacional ainda é o melhor jornal do horário nobre

A diferença entre um país desenvolvido e subdesenvolvido

O Globo Repórter da semana passada (29/05/2015) falou sobre a Nova Zelândia, e eu achei muito interessante algumas características das pessoas de lá. Assim que o programa acabou eu postei tudo o que estava pensando no meu Twitter. Agora estou reunindo aqui todos os meus tweets sobre isso:

Confirmado: a Nova Zelândia é o 2º país menos corrupto do mundo, segundo o ranking da ONG Transparência Internacional de dezembro de 2014. Em 2013 ela estava em 1º lugar.

A diferença entre um país desenvolvido e subdesenvolvido

Assista o Globo Repórter!

Sexta passada (29/05/2015) assisti o Globo Repórter. Vou passar a assistir toda semana agora, porque sempre passa reportagens muito boas. São lugares diferente e bonitos, curiosidades sobre o povo daquele local, documentários e reportagens sobre a natureza, ou quando não fala sobre nada disso, fala sobre saúde e bem estar. É um programa muito bom, e não sei como perdia. Só assistia de vez em quando na vida. Muitas vezes vou dormir mais tarde que o horário do programa, mas não assistia. Mas semana passada decidi:

A partir de agora vou assistir o Globo Repórter toda semana. E recomendo que você faça o mesmo. E nem é tão tarde: o programa começa de 10:20 da noite. Tem gente que fica acordado até mais tarde que isso na internet ou assistindo programas que não trazem informação nenhuma, mesmo tendo que acordar cedo no outro dia.

O Globo Repórter é muito bom e vale à pena assistir.

Assista o Globo Repórter!

Estreia de Mariana Godoy Entrevista, novo Zorra e mais

Sexta passada, 8, estreou o Mariana Godoy Entrevista, na RedeTV!. Eu não peguei o programa do começo, mas gostei do que vi. O programa tem convidados e temas sérios, mas mesmo assim não deixa de ter leveza, por causa das pautas posteriores à entrevista. A postura de Mariana Godoy também contribuiu muito com isso. A sua apresentação me lembrou a de Fátima Bernardes. Ela se saiu muito bem.

Um ponto que achei muito positivo é que ela não atrapalhava o entrevistado. Como falei aqui anteriormente, eu não gostava mais de Marília Gabriela porque ela atrapalhava muito o entrevistado, não deixava ele concluir a frase e nem o raciocínio. E se ela não concordasse com algo que ele falou, ela já se mostrava contra isso, já assumia outra postura. Deixava de ser entrevistadora para ser debatedora. Seu tom de voz e seu semblante mudavam e isso era perceptível. Não é isso que um bom entrevistador faz. Não sei como ainda ganhou o Troféu Imprensa esse ano (referente ao ano passado).

Danilo Gentili entrevista bem, mas só quando quer entrevistar. Quando não, é só piada mesmo. O entrevistado só está ali para participar das piadas durante a conversa (conversa, porque aquilo não é entrevista). E ele também atrapalha muito quando a pessoa está falando para soltar suas piadas.

Uma entrevistadora como Mariana Godoy estava fazendo falta. Espero que ela continue assim e não caia no mesmo erro que seus concorrentes. Espero que continue trazendo pessoas importantes para fazer entrevistas sérias.

A interação com a plateia e com as redes sociais foi muito boa. Isso sim é que é aproveitar ao máximo o engajamento do público na segunda tela. Vários programas de auditório só criam hastags para que as pessoas usem (especialmente no Twitter), mas não existe uma real interação entre programa e internautas. A equipe da RedeTV! que está envolvida no programa está de parabéns por causa da ideia. Mas vale lembrar que isso não é algo novo. Ratinho sempre fez isso no quadro “Dois Dedos de Prosa”, em seu programa, e também é muito bom.

O que falta melhorar no programa é o tempo de duração que é muito pequeno. A audiência da estreia foi bem pequena, nem chegando a 1 ponto, mas acho que isso deve melhorar com o passar do tempo, quando as pessoas descobrirem o programa.

Espero que esse seja só o começo de uma restruturação da RedeTV!, e que a sua grade passe a ter qualidade. O “Melhor Pra Você”, que é a cópia do Hoje em Dia, estreia em breve e espero que mantenha a qualidade. Não adianta só contratar todo o pessoal da Record e esperar que deem audiência. Tem que ter conteúdo. Espero que estejam dispostos a oferecer um bom conteúdo no novo programa e que depois não fiquem só nas fofocas de famosos, como aconteceu com o Morning Show.

Novo Zorra

Sobre o novo Zorra, que estreou dia 9, não vi nada demais. Nunca tinha assistido o Zorra Total, por isso não posso comparar com a versão antiga. Assisti 15 minutos e só dei risada uma vez só. Vi muita gente dizendo no Twitter que não estava engraçado, mas vi muito mais gente dizendo que o programa melhorou muito, que estava mais engraçado, e que estava parecendo o Tá no Ar. Bem, se assim tá bom e eu não gostei tanto assim, imagino que o formato antigo era pior ainda. Para mim o Zorra é um programa para você assistir só quando não estiver com nada – nada, nada mesmo! – de melhor para fazer.

Raul Gil continua no SBT

Já faz um tempinho que tava correndo na internet um forte boato que Raul Gil estaria negociando com a Band. Eu não entendia porque ele faria isso, se no SBT ele dá mais audiência no que na Band, mas mesmo assim queria que isso acontecesse, porque o programa dele é muito chato. Assistir filmes e séries seria melhor do que assistir o programa dele. Filmes e séries, aliás, seria provavelmente o que o SBT colocaria no lugar, caso ele saísse. Outros fãs apostavam em Gilberto Barros, que também teve um boato de uma aproximação com o SBT, mas que se desfez logo. Mas hoje, dia 12, saiu a verdade, pelo filho de Raul Gil que é o diretor do programa: eles continuam no SBT. Mas que pena, eu estava animado por sua suposta saía do SBT!

Estreia de Mariana Godoy Entrevista, novo Zorra e mais

Xuxa na Record

Uma surpresa!

Estou surpreendido com a notícia de que Xuxa foi para a Record. E dessa vez não é boato, é oficial. Engraçado é que teve duas vezes que a notícia “Xuxa está na Record” saiu, mas como boato, e teve a repercussão maior do que a notícia oficial. Já tá lá no site da Record o anúncio que a emissora e a apresentadora irão fazer uma coletiva de imprensa no dia 5 de março, que será o anúncio oficial.

E o motivo de eu estar surpreendido desse jeito é que tem coisas que são inimagináveis. Quem já imaginou que um dia Xuxa ia sair da Globo e iria para a Record? E quem consegue imaginar Angélica, Luciano Hulk, Faustão, Ana Maria Braga e Fátima Bernardes fora da Globo? Ninguém consegue, porque artistas da Globo são muito bem pagos, e têm uma carreira segura lá.

Outra surpresa inimaginável que eu tive essa semana foi a notícia de que a Sony pretende à longo prazo deixar de vender eletrônicos. Quem imaginaria que isso um dia iria acontecer?!

O motivo

Mas o que era inimaginável aconteceu, e Xuxa trocou Globo por Record. O motivo é que lá a sua carreira não estava boa. O seu programa não era bom, não dava a audiência que a Globo queria, e foi só ela se afastar por motivos de saúde que perdeu o espaço definitivamente. Ela queria voltar a fazer o programa e já estava recuperada, mas a Globo disse que não tinha espaço na grade de 2015. E tem sim espaço, era só colocar ela no seu antigo dia e horário, que hoje é ocupado pelo Cine Fã Clube. Então a Globo estava dizendo praticamente isso: “Xuxa, a gente não te quer mais, porque você já não dá mais o mesmo rendimento de antes”.

Ela teve uma reunião com a Globo em dezembro do ano passado, e em janeiro é que sairia o resultado definitivo, depois da análise da Globo. E não deu em nada.

Outro motivo para isso ser inimaginável era que apesar de ela estar mal na Globo, o seu nome ainda é forte, atrai anunciantes, e ela ainda vendia muito bem os seus produtos na Globo Marcas, incluindo seus DVDs. A audiência do Planeta Xuxa, que estava sendo reprisado no Viva era boa (e agora que ela assinou com a Record, a Viva já não está mais passando o programa), e os seus programas infantis ainda passavam na Globo Internacional, com boa audiência também. Mas pelo visto, a única coisa que foi levada em consideração nessa negociação foram os resultados da Rede Globo em si, e não o das outras empresas do grupo.

A audiência

Aí eu fico pensando, será que foi bom negócio para Xuxa sair de uma emissora que é líder de audiência e ir para outra que briga por cada ponto (e às vezes até por décimos) para manter a vice-liderança? Se a diferença de audiência entre Globo e Record fosse pequena, essa mudança de emissora não faria diferença, mas a Record não tem nem metade da audiência da Globo.

Então você pensa: se na Globo Xuxa estava dando pouca audiência e com dificuldade de se manter na liderança, muitas vezes perdendo para Pica-Pau da própria Record, imagina então na Record, que não tem a mesma audiência da Globo? De certa forma essa mudança representa uma queda na carreira de Xuxa, e representa, ao mesmo tempo, um recomeço, uma segunda chance que ela está tendo de mostrar que sabe fazer. Agora só vai depender da Record.

Só espero que ela não perca para as novelas do SBT, porque se isso acontecer, seria chegar no fundo do poço.

O programa

Por enquanto o que dizem é que Xuxa terá um programa diário que ficará à tarde. Não concordo muito com isso, porque Xuxa é uma artista de grande porte e merece ter um programa semanal. Quem faz programas diários são os artistas não tão prestigiados. Pelo menos na Record e SBT é assim que funciona. Na Globo, não tanto, já que Fátima Bernardes tem um grande prestígio e faz um programa diário. Veja como vai ficar na Record: Xuxa faz um programa diário, e Sabrina Sato um programa semanal. Não deveria ser o contrário?

Mas tudo bem, vamos pensar que isso está mudando, e por isso a Record irá colocá-la diariamente e à tarde. Como seria o programa? Sabemos que a Record não sabe fazer programas de entretenimento muito bem, e para chamar audiência tem que colocar sensacionalismo (Domingo Show, Programa da Tarde), drama (Hora do Faro), ou muita música o tempo todo sem conteúdo (Programa da Sabrina). Então como seria o programa de Xuxa?

Para essa troca ter valido a pena, o programa tem que ser pelo menos decente, não ter jornalismo, sensacionalismo e nem só música o tempo todo para comer o tempo do programa. Tem que ter conteúdo de verdade, conteúdo bom, se não vai ser ruim pra Xuxa que vai ter que se passar para isso, e ruim para a Record também, que fez um investimento tão alto para não ter o retorno esperado, algo parecido com o que aconteceu com Gugu em 2013.

A concorrência

Mesmo assim estou torcendo para que o programa dê certo, que ele seja bom de verdade, sem sensacionalismo, nem apelações. Que ele seja um programa no nível de Xuxa, e o principal, que ele consiga boa audiência. Estou torcendo para que Xuxa consiga consolidar a vice-liderança e não perca das novelas do SBT, para quem sabe, assim, o SBT acorda de uma vez por todas e faz um programa vespertino também. E quem sabe, se ela incomodar a Globo, poderemos ver o projeto de um programa para substituir a Sessão da Tarde e Vale a Pena Ver de Novo sair do papel?

Se tudo isso acontecesse seria um movimento muito grande nas emissoras, e o telespectador é que iria ganhar, com mais conteúdo e mais opções de programa para assistir.

Na próxima postagem vou falar sobre as estratégias da Record para reconquistar a vice-liderança isolada e quem sabe, voltar a incomodar a Globo.

Xuxa na Record

O Brasil precisa mudar

Assisti a apenas dois debates nesse segundo turno: o da Band e o da Globo. Os outros eu não assisti por achar que seriam repetitivos, que ficariam apenas repetindo tudo o que já tinham falado no debate da Band. E pelas opiniões dos jornalistas que eu li na internet, eu estava certo. Decidi assistir ao debate da Globo por ser o último e por ter uma longa diferença de tempo do da Band.

Gostei muito do formato, diferente do que todas as outras emissoras fizeram. Um debate com formato inovador e dinâmico. Muito bom. Dá para tirar muito conteúdo daquela forma, em que o candidato tem que falar para uma pessoa da plateia, ao invés de apenas ficar o debate inteiro trocando acusações entre si.

Agora vou falar sobre as minhas impressões sobre os candidatos e fazer uma conclusão final acerca dessas eleição de 2º turno, que será amanhã.

Vou começar dizendo que Aécio Neves se saiu melhor. Ele estava mais seguro de si, apresentava mais propostas.

Mais uma vez eu digo: está na hora de mudarmos de governo. A economia do Brasil está indo de mal a pior e isso só pode se reverter se Aécio for eleito. Ele tem boas propostas para todas as áreas, e eu tenho certeza de que se ele for eleito, será um ótimo presidente.

Se uma pessoa que governou um estado duas vezes teve 92% de aprovação, quer dizer que foi bom, que ele governou bem o estado. E isso quer dizer que ele também está preparado para ser presidente. Esse número não é o PSDB que está dizendo, e sim uma pesquisa que foi feita e apontou esse número. Aqui em Pernambuco, Eduardo Campos terminou o seu governo com mais de 70% de aprovação, e ele fez muita coisa, foi um ótimo governador. Imagine então Aécio com 92% de aprovação?!

Não se deixe enganar pelas mentiras que o PT diz em seu programa eleitoral.

Também não confunda Dilma com Lula. Lula foi um ótimo presidente, ajudou muito os pobres e os nordestinos, mas Dilma não fez nem metade do que ele fez. E se achávamos em 2010 que Lula estaria por trás de Dilma governando e dizendo o que ela devia fazer, nos enganamos. Lula só aparece na época eleitoral para pedir votos para Dilma e fazer o povo se lembrar que ele existe. Quem governa não é Lula e sim Dilma. São duas pessoas diferentes, com governos bem diferentes, como já deu para perceber.

Enfim, vote consciente amanhã.

O Brasil precisa mudar