A Escrava Isaura foi uma ótima novela da Record

A Escrava Isaura

Semana passada acabou a reprise de A Escrava Isaura, uma ótima novela. Lembro que assisti a primeira exibição, quando era criança, mas já não lembrava mais de nada, a não ser algumas poucas cenas. Apenas lembrava que tinha sido uma ótima novela, e que todo mundo aqui em casa tinha gostado. Então, quando a Record anunciou que iria reprisá-la a partir de janeiro desse ano resolvi assistir, e como eu não lembrava de nada, foi praticamente como estar assistindo pela primeira vez.

A Escrava Isaura é um exemplo para a própria Record de como fazer uma novela de qualidade. Ela tem bons cenários internos e externos, ótimos atores e um ótimo figurino. Aliás, as roupas são belíssimas e variadas, principalmente as das mulheres. Você não vê (ou não percebe) as mulheres repetindo os vestidos. Essa é uma área que a Record peca em suas novelas de hoje em dia, investindo muito na construção de cenários e cidade cenográfica, e deixando os personagens com apenas uma ou duas roupas no corpo, quase como um uniforme (como em O Rico e Lázaro, novela exibida atualmente).

Logo de início, nos primeiros capítulos, você tem que se acostumar com a qualidade de imagem e de som. Mesmo assistindo no sinal digital você percebe que de longe as imagens daquela época (em 2004, ano da novela) não eram tão boas quanto as de hoje. Isso parece ser uma coisa óbvia de se dizer, mas estamos tão acostumados com a imagem e as tecnologias de hoje, que só percebemos isso quando vemos alguma coisa mais antiga. Quando a câmera filma as árvores de longe não conseguimos ver as folhas, coisa comum na tecnologia Full HD de hoje. Claro que esse foi só um exemplo, mas mostra a qualidade de imagem da época. E quanto à qualidade do som, ela também é diferente, e você percebe isso nos primeiros capítulos. Mas depois que você se acostuma (bem rapidamente) nem nota mais essas diferenças que datam a novela.

Outra coisa que você percebe é o texto bem elaborado da novela, que parece poesia, às vezes numa linguagem dramática (como a cena em que Tomásia é jogada para fora da igreja e ela jura se vingar de todos, por exemplo). Mas o texto também tem um problema: ele é muito repetitivo. É comum existirem duas cenas dos personagens falando sobre o mesmo assunto, muitas vezes com as mesmas respostas, só mudando algumas palavras e a posição dos atores. É como se eles tivessem gravado duas versões de cenas, para depois escolher apenas uma para ir ao ar, mas ao invés disso, as duas eram mantidas. Isso deixava os capítulos repetitivos, e ficou assim durante muito tempo. Só do meio para o final foi que essas repetições passaram a ser não tão notáveis (mas não que deixaram de existir).

Outro problema é que em determinado momento a trama em si começa a ficar repetitiva, com Leôncio sempre procurando um jeito de maltratar Isaura. As situações se repetem, assim como as reações de todos os personagens, e os acontecimentos são mais demorados. Essa parte pode ter desanimado ou ter causado impaciência em alguns telespectadores.

Voltando a falar dos pontos positivos, apesar da novela não ser baseada em uma história real, não deixa de ser uma aula de história. Vemos como era o linguajar do povo naquela época, quais palavras eles usavam (inclusive para xingamentos), como o português ainda era conservado (o que para nós hoje é formal), como era a cultura dos brasileiros brancos da época, como se divertiam, como as mulheres eram tratadas, como foi o movimento abolicionista, como era a Justiça (onde os grandes senhores de terra era que mandavam em tudo e conseguiam subornar todos para alcançar seus objetivos), como os escravos eram tratados e como sofriam (apesar de que não acredito que os escravos respondiam aos senhores como a novela mostra, o risco era grande. No caso da novela, é apenas uma questão de criar diálogos e formar conexões entre os personagens), como eram os quilombos, e como a cultura africana conseguiu se manter entre os negros brasileiros passando de geração em geração. Tem muitas questões históricas que podemos observar e aprender em A Escrava Isaura, e que com certeza foram objeto de pesquisa de toda a equipe para fazê-la e torná-la mais próxima da realidade da época.

A Escrava Isaura foi uma ótima novela, em tudo. O livro é um clássico brasileiro (apesar de não ser destaque nos estudos de Literatura na escola), e a novela da Record tem grandes atributos.

Nota:

5/5

Algumas observações sobre alguns personagens (tem spoiler):

  • Rosa é uma cobra, ela não presta, de jeito nenhum. Sempre reclamando de tudo e de todos, não sabe o que quer da vida (e quando conseguia o que queria achava ruim e continuava reclamando).
  • Malvina é tão besta que dá agonia. Em determinado momento, já no final da novela, quando você acha que ela está melhorando, se surpreende com seu comportamento.
  • Helena é uma personagem que eu não gostei. São poucos os momentos em que ela está feliz. Na novela toda ela vive chorando, com um drama muito chato. Ela tinha um grande amor por Gabriel, e nada podia mudar aquilo, mas de uma hora para outra ela esquece tudo e passa a amar Diogo da mesma forma que amava Gabriel (acho que isso foi erro do roteiro). As cenas dela sempre remoendo esse drama do amor proibido é bem chato (fica pior quando ela está no convento).
  • Tomásia é uma ótima personagem. Corajosa, destemida, faz o que quer e fala o que quer. Ela manda na sua vida e não se sujeita a nenhum homem. É uma personagem de atitude e personalidade forte. Totalmente diferente do padrão ideal da mulher daquela época. Apesar do seu ódio e sentimento de vingança, muitas vezes ela tem atitudes admiráveis.
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A Escrava Isaura foi uma ótima novela da Record

Programas de auditório da TV aberta estão em decadência

Hoje em dia a TV aberta é uma lástima em relação à programas de auditório e programas infantis (os que sobraram). Em relação aos programas de auditório, eles estão numa defasagem tão grande, que não me acho exagerado ao pensar que esse gênero está em decadência na TV aberta.

O que se vê nos últimos anos é um comodismo dos produtores, diretores e apresentadores em produzir novos conteúdos, e coisas que realmente entretam.

O caso de Eliana

Lembro que na época que Eliana fazia o Tudo é Possível eu assistia todos os domingos, porque o programa era muito bom. Depois que ela mudou para o SBT, passou por uma fase ruim, da qual o programa era muito feminino, na época que era dirigido por Leonor Correa. Depois que Ariel assumiu a direção, o programa ganhou novos ares. Voltou a ser um programa para a família, tinha novos quadros com constância e o revezamento entre eles era muito bom. Mas com um tempo as novidades pararam, o programa passou a ter quadros muito repetitivos, que eram os mesmos de sempre, que outrora eram as novidades e eram divertidos de assistir. Agora os programas chegavam a ter 3 quadros por programa, que tem 4 horas de duração. Isso não só deixou o programa repetitivo quanto também cansativo. Cito Eliana aqui, porque eu era fã dela desde criança, e lhe acompanhei até esse momento ao qual me refiro. Depois disso enjoei do programa e deixei de assistir, até hoje. De lá para cá a quantidade de vezes que parei para ver Eliana foram pouquíssimas, e geralmente por causa de algum quadro ou externa específica. Quando o programa Eliana ganha algum quadro novo, ele é de assistencialismo, para tentar pegar o público da Record.

Mas isso não é exclusividade de Eliana. O Domingo Legal, que eu já falei aqui há anos atrás, também está acabado, o Programa Raul Gil é a mesmice de sempre independente da emissora em que se encontra, e o Programa Silvio Santos, que já foi um ótimo e divertido programa para assistir em família, agora é uma vergonha alheia.

O caso de Silvio Santos

Aliás, falando em Silvio Santos, que é tão endeusado por fãs e outros artistas, devo dizer que ele está mesmo é perdendo a cabeça. Já faz anos que não acompanho o seu programa, porque ele passou a fazer piadas cada vez mais picantes e de teor sexual e piadas que ofendem a religião das pessoas. O Jogo dos Pontinhos, que era ótimo no começo, passou a ser um quadro de safadezas, só com piadas de duplo sentido, muitas vezes ditas abertamente, sem nenhum pudor. Aquilo é uma pornografia. Silvio, que viu que suas piadas estavam fazendo as pessoas rirem e viu que estavam sendo toleradas, foi abaixando o nível cada vez mais. Acha que só porque é idoso, é dono de uma emissora e chefe de vários funcionários, que pode falar o que quiser que todos deverão aceitar calados porque ele é o chefe. Com isso eu já vi ele ofendendo mulheres gordas (uma modelo plus size) e negras (ele falou mal do cabelo da atriz que faz Pata, de Chiquititas), e isso no palco do Teleton, que deveria ser o maior lugar de respeito às diferenças! Fora as “piadas” que ele sempre faz no seu programa, que ofende diversas pessoas, estejam elas no palco ou em casa. Mas ninguém está nem aí só porque ele é Silvio Santos, como se isso por si só pudesse lhe trazer alguma imunidade.

Recentemente veio a tona a polêmica envolvendo a participação de Maisa e Dudu Camargo no Programa Silvio Santos, que rendeu a semana inteira (e ainda rende). Enquanto as pessoas se dividiam entre achar Maisa grossa ou dizer que ela reagiu bem, e outras em rechaçar Dudu Camargo, não vi ninguém falar mal de Silvio Santos, que foi quem começou aquela “brincadeira”. Desde o momento que Silvio falou que levou os dois ali por estarem solteiros, já deu para ver que Maisa não gostou e a partir daí ficou visivelmente desconfortável e constrangida. Ela ainda tentou sorrir e parecer natural em alguns momentos, tentando manter a calma, mas a situação estava ruim e Silvio não deixava de forçar a barra. Depois o próprio Dudu resolveu entrar na “brincadeira”, o que só fez pesar ainda mais o clima. Eles não conhecem o que é limite.

Não estou defendo Dudu, só para deixar claro. Ele é muito inconveniente e fala merda o tempo todo e em todo o lugar. Mas como eu disse, ninguém falou mal de Silvio. Sabe o que é que aconteceu agora? Silvio chamou os dois de novo para gravar juntos, e dessa vez Maisa não aguentou e deixou o palco. Silvio Santos só quer mídia. Ele, assim como Dudu Camargo, é do tipo: “falem bem ou mal, mas falem de mim”. O problema é que eles estão envolvendo outra pessoa nesse seu joguinho de procura pela fama rápida. O negócio foi forte ao ponto de cortarem essa parte do programa, que não será exibido. Se fosse ao ar, com certeza Dudu Camargo seria mais uma vez amplamente criticado e pisado (mas ele gosta mesmo assim, porque ganha mais mídia), porque provavelmente deveria ter se comportado mal de novo, mas ninguém se ligaria que se Silvio não tivesse chamado eles dois de novo, eles não precisariam passar por isso novamente. Mas Silvio, que não quer saber de nada, a não ser fazer e falar o que quer porque é o dono e o chefe, vai lá manda chamar os dois e pronto. Isso é sensacionalismo, é desrespeito às pessoas, é imoral. É um nojo. Mas os endeusadores de Silvio custam a admitir isso. Descontam toda a sua raiva em Dudu Camargo, que sim, merece tal tratamento, mas se esquecem que o pivô de tudo é Silvio Santos, que está num nível cada vez mais baixo.

O caso dos programas da Record

Os programas de auditório da Record não são melhores que os do SBT. Na Record todos os programas seguem a receita básica do sensacionalismo e do choro. E o pior é que dá audiência, e é por isso que eles continuam fazendo. É incrível como além de esticar uma reportagem de assistencialismo ao máximo, eles sempre têm que colocar uma trilha sonora de fundo que induza o telespectador ao choro, sempre deixam os finais de frases e finais de cenas em preto e branco e em câmera lenta, principalmente quando a pessoa está chorando, para passar a emoção ao telespectador. Tudo bem que ali exstem pessoas que estão sendo ajudadas, mas a forma que eles fazem isso é realmente deprimente, mostrando o seu desespero pela audiência. Parece que eles não ajudam porque querem ou porque gostam, e sim porque aquilo dá audiência, e por isso fazem aquela edição porca, que faz uma simples reportagem durar uma hora ou mais, e então seguram a audiência dessa forma. Em outras palavras, eles ganham em cima da desgraça alheia. Isso é muito baixo. No dia que esse tipo de pauta deixar de dar audiência, quero ver um artista ou emissora de televisão continuar ajudando essas pessoas que precisam. Pior é que o SBT também vem colocado emoção e assistencialismo nos seus programas, numa tentativa frustrada de pegar público da Record. O SBT não faz uma edição tão sensacionalista quanto a da Record, mas também estica ao máximo um quadro desse tipo.

Os programas da Globo

Não acompanho os programas de auditório da Globo, de um modo geral. Não gosto de Faustão e nem de Amor e Sexo. Assisto e gosto do Encontro, mas não sei se posso considerá-lo um programa na categoria “programa de auditório”. Nas últimas semanas dei uma olhada no Caldeirão do Huck. Faz tempo, muito tempo, que eu queria tirar um sábado para ver esse programa, mas nunca tinha coragem, porque programas de auditório em si já me desestimulam (prefiro programas mais curtos, de no máximo 1 hora, e preferencialmente de formato fechado). Voltando ao Caldeirão do Huck, assisti algumas semanas do programa, vi diferentes quadros e gostei do que vi. É um programa muito decente, e tem só 2h30min de duração. Lá tem assistencialismo, mas não tem sensacionalismo. A reportagem mostra apenas o que tem que mostrar. Nada de chororô ou de edição que fique contemplando isso. É um programa em que pessoas são ajudadas, mas as vemos felizes. É um programa em que seus quadros de assistencialismo fazem o que têm que fazer e ponto. Esse é um ótimo exemplo de programa, onde é mostrado que dá para fazer assistencialismo sem forçar a barra. E Luciano Huck, que vejo muita gente dizendo ser um apresentador ruim, acho um bom apresentador, tanto no palco quanto nas externas. O programa dele sempre tem reportagens legais e ele não é aquele tipo de apresentador metido que quase nunca sai para a rua, mesmo estando na Globo, que em teoria, é a emissora menos populista de todas. Tudo isso me fez gostar do Caldeirão e de Luciano Huck. Ele e sua equipe fazem um programa de qualidade. E está aí, mais uma vez, um ótimo exemplo de que é possível fazer um programa de auditório curto e de qualidade, já que os fãs do SBT teimam em dizer que o motivo do fracasso do Domingo Legal é a sua duração pequena (eles se esquecem que o Domingo Legal já era 3º lugar desde a estreia do Domingo Show, da Record). Na Globo nenhum programa, seja ele de qual tipo for, tem mais de 3 horas, e todos são bem feitos, seja tecnicamente ou em relação a conteúdos (ou as duas coisas). Então sim, é possível.

Mesmo assim, o Caldeirão do Huck é apenas um programa que considero bom dentre tantas emissoras e tantas programações. Outro programa que eu poderia dizer que se salva é o Programa da Sabrina, mais por causa das externas do que dos quadros feitos no palco, e mesmo ela não sendo lá essa coisa toda como apresentadora. Agora são dois, mas é só (e mesmo assim eu não os acompanho).

Há décadas atrás, os programas de auditório eram mais comuns. Tinham mais conteúdos, maiores duração, mais variedades. Com o passar do tempo tudo isso foi diminuindo e se acabando. Os atuais programas que continuam no ar estão por insistência das emissoras, porque nos dias de hoje, não conheço mais ninguém que se sente no sofá para assistir um programa de auditório inteiro. Programas de 4h atualmente são considerados grandes demais, numa época em que tudo é cada vez mais veloz e prático, e ninguém tem mais paciência para assistir grandes programas. É por isso que vemos a Band, SBT e Record apostando cada vez mais em realities, porque são formatos fechados, programas sobre uma coisa só, com duração mais curta, e que dá para chamar atenção de um público específico para assistir. Mas os programas de auditório continuam, por insistência das emissoras, como eu disse, seja por motivo de conseguirem a audiência desejada por pior que o conteúdo seja, seja pelo faturamento ou pela falta de coisas melhores para colocar no lugar (ou as três coisas juntas). Mas não sei até quando isso vai durar. Olhando o histórico dos programas de auditório das últimas décadas até hoje vemos a sua decadência. Hoje a decadência não é só da quantidade dos programas e da sua duração no ar, mas também a decadência moral dos conteúdos, que é de passar vergonha ou tédio.

Programas de auditório da TV aberta estão em decadência

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Eu não gosto desses programas policiais e de sangue, como o Brasil Urgente, de Datena, o Cidade Alerta, de Marcelo Rezende, e outros parecidos. Eles só trazem notícia ruim. É morte, sequestro, assalto, estupro, abusos, tráfico… é só sangue, sangue, sangue e polícia, polícia, polícia. É muito sensacionalismo. Sabemos que o Brasil não é essas mil maravilhas, sabemos que aqui não é um exemplo de local seguro e desejamos que o governo tivesse um cuidado maior com essa área, mas quando você assiste a um programa desse tipo a sua ideia sobre o Brasil, o estado ou cidade onde vive fica ainda mais afetada. Você fica revoltado com o que vê, revoltado com a bandidagem e revoltado com o governo. Você fica com raiva de tudo e de todos, fica desgostoso e tem uma imagem negativa de tudo além da conta. Sabemos dos defeitos do Brasil, vivenciamos assaltos, sabemos do perigo que corremos nas ruas, mas mesmo assim você vive a sua vida normal. Agora quando você assiste a esse tipo de programa, a sua visão muda, e para pior. Isso não é saudável.

O negócio é que bandidagem nunca vai parar de existir. A segurança no Brasil pode melhorar o quanto for, mas sempre existirão notícias ruins para encher esses jornais sanguinários. E se você continua assistindo, mesmo que os níveis de segurança e violência melhorem, você ainda irá ver tudo com uma olhar negativo. Esse tipo de notícia sempre existirá, e ele mostra uma realidade, mas que muitas vezes nos faz acreditar que é muito pior do que realmente é. Ficamos alarmados e com medo de sair de casa depois de vermos um programa desses. Se existissem jornais e programas de televisão que só dessem notícias boas, de pessoas que fazem bem aos outros, que trabalham em causas sociais, que se respeitam e se ajudam, e se fosse sempre assim, cheio de conteúdos todos os dias, assim como esses jornais policiais, a nossa tendência seria não só admirar a atitude daquelas pessoas, como também nos sentiríamos mais felizes e leves, seríamos mais otimistas, e o melhor, faríamos aquilo que vimos os outros fazerem.

O que estou querendo dizer é que esses jornais policias, assim como todo o meio de comunicação, influencia as pessoas que assistem (ou leem, no caso das notícias de jornais impressos ou da internet). São programas que não têm bons conteúdos a oferecer, que têm baixa qualidade, que não nos acrescenta informação útil e que não faz aprendermos nada. Eles só estão ali alardeando aos quatro ventos casos de violência que nos fazem ficar apreensivos e revoltosos. Eles só trazem coisas negativas para quem assiste. Eles só fazem as pessoas se tornarem mais negativas.

Assistir a programas policiais só lhe faz ter uma visão mais negativa da vida

Uma geração sem criatividade

Algumas vezes a televisão do curso fica ligada no SBT, e então fica aparecendo desenhos. O que venho observado é que alguns desses desenhos são feitos em formato de brinquedos. Exemplos são os desenhos da Barbie, Polly (os desenhos, não os filmes) e Doutora Brinquedos. Todos eles são brinquedos. Se antes a televisão já deixava a criança presa o dia inteiro, e ela já nem sabia mais o que era brincar com seus brinquedos, agora para que brincar se a televisão já mostra brinquedos “brincando” sozinhos? Eles interagem sozinhos, eles criam suas próprias histórias e entregam tudo pronto às crianças. Essas crianças já não precisam mais se dar ao trabalho de usar sua imaginação para criar suas próprias brincadeiras com seus brinquedos.

Essa será uma geração sem criatividade. Porque se já nascemos criativos e vamos perdendo essa criatividade ao longo dos anos enquanto crescemos para nos adequarmos às regras da vida e da sociedade, ao que é feio e bonito, ao que é certo ou errado, ao que é sério ou besteira, agora essas crianças perderão a criatividade mais cedo, porque até o momento da brincadeira, onde ela poderia exercitar a sua imaginação, está sendo tirada. Mas a culpa não é só da televisão, e sim dos pais, que não impõem limites para a quantidade de tempo da televisão, jogos e computador. Muito pelo contrário, eles lhes estimulam a isso para que fiquem quietos e possam ter sossego. Ou então, se colocam limites, deixam a criança sem fazer nada e não estimulam atividades saudáveis para seu crescimento e desenvolvimento. Não sei porque esse povo ainda quer ter filhos, se não querem e não sabem cuidar deles, e se não têm paciência.

Enfim, vejo que o futuro da sociedade está sendo construído de forma errada com as crianças de hoje, graças aos seus pais cada vez mais consumistas, materialistas e egoístas. As bases estão ruins. Os valores não têm importância. Como será a futura geração de adultos que cuidarão do mundo? Medo disso. Acho que não será bom. Mas isso é tema para outra postagem.

Uma geração sem criatividade